5 de junho de 2026

Empresas de SP afetadas pelo apagão terão linha de crédito federal

Governo federal vai oficializar MP que libera R$ 1 bilhão para empresários afetados por apagão na cidade de São Paulo e região metropolitana
Edificio Copam, no centro de São Paulo, funcionando com geradores de energia. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal abriu uma linha de crédito de até R$ 1 bilhão para os empresários que foram afetados de alguma forma com o apagão visto na cidade de São Paulo e na região metropolitana.

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Com R$ 150 milhões em caixa, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) vai viabilizar o acesso ao crédito.

A linha deve ter uma carência de doze meses para começar a pagar o financiamento, e prazo de até 72 meses para quitar a dívida. A Medida Provisória que vai oficializar a medida deve ser divulgada neste final de semana.

O texto também deve apresentar uma autorização para prorrogação do pagamento de duas parcelas do Pronampe para micro e pequenos empresários da região metropolitana de São Paulo.

 “Eu não quero saber de quem é a culpa. Eu quero saber quem é que vai dar a solução. E nós queremos encontrar a solução”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento realizado em São Paulo.

O presidente Lula destacou que a medida é uma forma de o governo minimizar os danos causados em São Paulo, da mesma forma que ocorreu no Rio Grande do Sul no período das enchentes, embora a linha de crédito de agora não tenha qualquer conexão com a realizada para os gaúchos.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida não representa impacto nas contas da União. “Não tem impacto primário, não tem impacto de conta pública, não tem impacto de jeito nenhum”.

O ministro da Fazenda ressaltou que a linha de crédito é voltada apenas para pessoas jurídicas que se enquadrem como micro e pequenas empresas. No caso das pessoas físicas afetadas pelo apagão, elas devem recorrer à própria concessionária.

“Quando um bem, em virtude de um apagão, sofreu dano na residência, você pode requerer à concessionária a reposição desse bem. Nós estamos falando de atividade econômica. A concessionária tem que atender a residência, mas para atividade econômica não tinha nenhuma linha de financiamento e nós estamos criando”, afirmou Haddad.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Paulo Dantas

    19 de outubro de 2024 1:22 pm

    Os caras teriam de ser indenizados e não contrair dívida.

    Mas posto que se forem indenizados será em 2074 vale a ajuda.

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