Depois de ser vencida pela chinesa Three Gorges na concorrência por uma fatia na portuguesa EDP, a Eletrobras já não pensa mais em aquisições como meio de expandir a atuação internacional. Nesta quinta-feira (19/4), o diretor financeiro da estatal, Armando Casado, disse que até projetos já anunciados, como o de entrar no mercado eólico americano, foram deixados de lado.
De acordo com o executivo, parte das eólicas visadas pela empresa nos Estados Unidos pertenciam à própria EDP e, por isso, o negócio deixou de fazer sentido. Assim, a companhia deve focar a atuação internacional em projetos novos, a serem desenvolvidos desde as primeiras etapas, como os estudos de pré-viabilidade.
“Comprar um ativo pronto não é normal para uma companhia grande como nós. O que a gente tem como prioridade é participar da integração física do sistema, principalmente na América do Sul, onde essa integração é necessária”, explicou Casado. Ele ainda citou como interessantes as oportunidades no território africano.
Em análise no exterior estão atualmente, segundo a companhia, cerca de 14 mil MW, que incluem hidrelétricas na Nicarágua, Panamá, Peru, Argentina e Moçambique, além de parques eólicos no Uruguai. Linhas de transmissão em Moçambique e Uruguai também estão nos planos. “Há ainda mais 40 projetos em estudo, na fase de prospecção”, apontou Casado. (Jornal da Energia)
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