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O futuro dos biocombustíveis II: Por que a indústria de biocombustíveis do futuro será diferente da que conhecemos hoje?
Por José Vitor Bomtempo, do Blog Infopetro
No primeiro post na nossa série sobre o futuro dos biocombustíveis, partimos de uma premissa clara: a indústria de biocombustíveis do futuro será bem diferente da que conhecemos hoje. Não se limitará aos produtos atuais – etanol e biodiesel -, nem aos processos e matérias primas de hoje. Sua base tecnológica e sua estrutura industrial poderão ser irreconhecíveis vistas de hoje.
Essa premissa é muito importante para refletirmos sobre as perguntas do post anterior. Vamos então discuti-la um pouco mais e tentar defendê-la.
Por que se pode dizer que uma nova indústria baseada em biomassa voltada aos biocombustíveis e bioprodutos está sendo construída? Algumas questões, relacionadas às limitações dos biocombustíveis ditos de primeira geração e às condições que devem preencher os biocombustíveis para que ocupem um espaço no mercado nas próximas décadas, orientam o ambiente de busca de inovações em biocombustíveis e bioprodutos. A visão neo-schumpeteriana da inovação sugere que para responder a um problema social e/ou para explorar uma oportunidade de negócios, os inovadores agem no âmbito de um ambiente de seleção. O ambiente de seleção corresponde ao conjunto de fatores econômicos, sociais e institucionais que atuam como mecanismos de seleção para as tecnologias.
Os fatores que têm motivado os inovadores a explorar a biomassa para oferecerem suas respostas e, se as inovações forem bem sucedidas, colherem os prêmios, se tornaram nos últimos anos cada vez mais complexos. Por isso, a indústria está em efervescência em busca das melhores respostas ao ambiente de seleção para se inserir no mundo futuro de baixo carbono. Ou de forma mais direta e clara, como disse recentemente Phil New, executivo chefe da BP Biofuels: “It still feels like the final bets have not been made”.
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