10 de junho de 2026

EUA tem superávit comercial de US$ 1,7 bi com Brasil, segundo Amcham

Saldo apurado corresponde aos negócios feitos no primeiro semestre ante 2024; entidade destaca impacto das tarifas em setores estratégicos
Foto de Andy Li na Unsplash

O superávit comercial dos Estados Unidos em relação ao Brasil chegou a US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025, o que representa um aumento de aproximadamente 500% em relação ao mesmo período de 2024.

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Os dados são do Monitor do Comércio Brasil-EUA com os dados semestrais divulgados pela Amcham Brasil.

Entre janeiro e junho de 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 41,7 bilhões — o segundo maior valor da série histórica.

As exportações brasileiras aumentaram 4,4% no semestre, totalizando US$ 20 bilhões, com destaque para carne bovina (+142%), sucos de frutas (+74%), café não torrado (+39%) e aeronaves (+12,1%).

Já as importações brasileiras de produtos norte-americanos cresceram em ritmo mais acelerado, com alta de 11,5%, somando US$ 21,7 bilhões. Como consequência, os Estados Unidos registraram um superávit de US$ 1,7 bilhão no período.

Impacto das tarifas

Apesar do resultado positivo, a Amcham destaca os efeitos cada vez mais visíveis das tarifas sobre setores estratégicos das exportações brasileiras, principalmente em meio à decisão do governo norte-americano em aumentar para 50% as tarifas sobre as exportações brasileiras, com vigência prevista para 1º de agosto.

Oito dentre os 10 principais produtos comercializados estão sujeitos aos aumentos tarifários, como celulose (-14,9%), motores (-7,6%), máquinas e equipamentos (-23,6%), manufaturas de madeira (-14,0%) e autopeças (-5,6%). 

A entidade destaca que a medida imposta por Donald Trump possui potencial “para causar impactos severos sobre empregos, produção, investimentos e cadeias produtivas integradas entre os dois países.

“A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos sempre se pautou pelo respeito, pela confiança mútua e pelo compromisso com o crescimento conjunto. O comércio de bens e serviços entre as duas nações é fortemente complementar e tem gerado benefícios concretos para ambos os lados, sendo superavitário para os Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos — com saldo de US$ 29,2 bilhões em 2024, segundo dados oficiais norte-americanos”, ressalta a Amcham.

Em nota, o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, destaca “a relevância do comércio bilateral para ambas as economias”, e enfatiza a necessidade de se “buscar uma solução equilibrada e pragmática diante da escalada tarifária prevista para o curto prazo”. 

Veja abaixo os dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA ao longo do primeiro semestre de 2025 divulgado pela Amcham.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José de Almeida Bispo

    13 de julho de 2025 1:53 pm

    Dados reais pouco importam. A China, explodiu sua primeira bomba em 1964; e só em 1979 – 15 anos, uma década e meia depois – é que resolveu a começar a ficar rica. É que pra lidar com agressivos e perigosos assaltantes tem de estar armado. Senão eles assaltam, tomam tudo e humilham. Matam. Latrocidas.

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