5 de junho de 2026

Brasil pode reduzir importação de fertilizantes com retomada de fábrica da Petrobrás

Unidade industrial no MS deve cortar dependência externa, mas especialistas alertam para déficit estrutural
por Tânia Rêgo - Agência Brasil

Petrobras aprovou a retomada das obras da UFN-III em Três Lagoas (MS) para produção de ureia e amônia.
Investimento estimado em US$ 1 bilhão visa reduzir importação de fertilizantes, com produção diária de 3.600 t de ureia.
Dependência de importação pode cair de 88% para 65% com UFN-III, melhorando segurança alimentar e abastecimento.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O conselho de administração da Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), em um movimento relevante para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.

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Paralisado desde 2015, o projeto volta ao radar com investimento estimado em cerca de US$ 1 bilhão e capacidade prevista de produção de aproximadamente 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia.

Esses dois insumos são centrais para a cadeia produtiva: a ureia é o fertilizante nitrogenado mais consumido no Brasil, enquanto a amônia é matéria-prima essencial tanto para fertilizantes quanto para a indústria petroquímica.

Com investimentos anunciados de cerca de US$ 1 bilhão e capacidade nominal prevista de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas diárias de amônia, a UFN-III contribuirá para reduzir a dependência brasileira de importações de fertilizantes.

Cálculos da FUP (Federação Única dos Petroleiros) mostram que cerca de 88% dos fertilizantes consumidos no país são importados. Esse cenário deve melhorar parcialmente com a reativação da fábrica de fertilizantes do Paraná (FAFEN-PR), que pode reduzir essa dependência para cerca de 80%. Com a entrada em operação da UFN-III, a taxa de importação poderia cair para aproximadamente 65%.

O sindicato destaca que a ampliação da produção nacional de fertilizantes é vista como estratégica para garantir maior estabilidade no abastecimento, reduzir custos no campo e fortalecer políticas de segurança alimentar. Além disso, o movimento reforça o papel da Petrobrás como agente indutor de desenvolvimento em áreas consideradas sensíveis para a economia brasileira.

Porém, o problema está longe de ser resolvido: embora a redução da dependência seja significativa, mas ainda deixa o país vulnerável a oscilações no mercado internacional, especialmente em contextos de crise geopolítica — como a guerra no Irã, que impactou diretamente o fornecimento global de ureia.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. WWagner Indigo

    15 de abril de 2026 6:46 pm

    A UFN -III foi vendida aos russos em 2022 .
    Na época a Ministra da Agricultura era a ” baixota ” em altura e em Qi ,
    Tereza Cristina , que comemorou ( o que exatamente) na Câmara Muni-
    cipal de Tres Lagoas o grande feito . Lá estavam Vereadores e pasmem
    representantes do Agronegócio .

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