7 de julho de 2026

Crise no Fed: Banco Central dos EUA perde credibilidade e entra em impasse

Para Mohamed El-Erian, Federal Reserve vive estagnação intelectual, erros sucessivos e perda de credibilidade
Sede do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA. Foto: Flickr Federal Reserve

Federal Reserve enfrenta tensões internas profundas, refletindo diagnósticos econômicos conflitantes e pressões políticas. Alas divergem sobre inflação e mercado de trabalho.

Fragilidade do Fed ameaça estabilidade financeira, com previsões de alta de juros oscilando. Instituição enfrenta crise de confiança e pressões políticas.

Economia dos EUA em transformação exige mudanças no Fed. Mohamed El-Erian destaca necessidade de revisão de estratégias e cultura interna para recuperar credibilidade.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) vive uma de suas maiores tensões internas em sua história recente, e tudo indica que as próximas decisões sobre a taxa de juros norte-americana prometem gerar divisões profundas.

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Em artigo publicado no site Project Syndicate, o economista norte-americano Mohamed El-Erian explica que esse cenário reflete diagnósticos econômicos conflitantes, pressões políticas e uma operação com dados incompletos desde a longa paralisação do governo americano – para uma instituição que depende de indicadores precisos, isso significa tomar decisões praticamente no escuro.

Essa fragilidade alimenta um impasse dentro do próprio mandato do banco central: enquanto a ala mais conservadora busca lidar com uma inflação um ponto acima da meta, outra ala tem como foco os sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho.

A isso se soma um terceiro objetivo — a estabilidade financeira — hoje ameaçada por comportamentos especulativos e práticas de risco. Desta forma, o Federal Reserve é incapaz de oferecer previsibilidade.

O articulista destaca que as apostas do mercado para uma alta de juros em dezembro oscilaram violentamente, algo raro e sintomático da perda de credibilidade de uma instituição que sempre valorizou a comunicação clara.

Para Mohamed El-Erian, a troca do presidente do Fed não resolverá o problema uma vez que a instituição acumula erros desde 2021 ao subestimar a inflação, demorar a agir, uma comunicação ruim e as denúncias éticas envolvendo cinco diretores. A consequência é uma crise de confiança e o avanço das pressões políticas sobre a independência do banco central.

E o desafio tende a crescer. A economia americana está entrando em um novo ciclo, impulsionado por inteligência artificial, robótica e avanços nas ciências da vida. Esse cenário pode gerar crescimento sem inflação — mas também pode romper a relação tradicional entre atividade e emprego. Segundo El-Erian, o Fed ainda não demonstrou disposição para compreender essa transformação.

Para recuperar credibilidade, o banco central precisará revisar sua estratégia de metas, criar ferramentas intermediárias de política monetária, combater o pensamento único dentro do comitê, reforçar a cultura de compliance e aprimorar sua capacidade de previsão. Como alerta El-Erian: o Fed precisa sair da zona de conforto antes que a própria economia o force a isso.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    8 de dezembro de 2025 7:21 am

    A sentença, tem algo de podre no reino da Dinamarca, se encaixa bem na atmosfera dos EUA . Portanto, não suspreende que a coisa esteja fedendo para o FED.

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