5 de junho de 2026

Festival de pesos e medidas no caso Cruzeiro do Sul

No julgamento do “mensalao”  ficou provado que o Banco Rural nao deu qualquer dano ao pais e muito menos aos seus correntistas. Mesmo assim  os seus funcionarios, inclusive a moça que carimbava cheques, recebeu do ministro Joaquim Barbosa o voto pela condenaçao, aquela história risível do beijo por email como prova do “crime.” Ja neste caso do CS a Globo nao citou nem de longe o nome  dos seus gestores e muito menos deu sinal de que eles poderiam ter praticado gestao fraudulenta o que, segundo PF, ocorreu.. 

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Da Agência Brasil

Acionistas do Banco Cruzeiro do Sul podem ter prejuízo de R$ 337 milhões

Stênio Ribeiro, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os acionistas do Banco Cruzeiro do Sul, liquidado hoje (14) pelo Banco Central (BC), podem ter prejuízo de R$ 337 milhões – valor total de mercado no fechamento de ontem (13) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Isso porque o recebimento de créditos na massa falida obedece à Lei de Falências, que considera os acionistas “sócios”, e como tal são os últimos na fila de recebimentos.

De acordo com a legislação que rege as normas do BC, a prioridade de recebimento é para os créditos de ordem trabalhista, limitados a 150 salários mínimos por pessoa (R$ 93,3 mil atuais), bem como os correntistas com aval do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 70 mil. O que ultrapassar esse limite fica para quitação no processo de liquidação, se houver ativo suficiente.

A cobertura do FGC atinge principalmente os depósitos em caderneta de poupança e as aplicações em letras de crédito imobiliário, letras hipotecárias e letras de câmbio. O limite de R$ 70 mil é por Cadastro da Pessoa Física (CPF) ou por Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), e no caso de conta conjunta também só conta uma vez. Na compra de título emitido pelo próprio banco, com garantia do FGC, o limite sobe para R$ 20 milhões.

Antes dos acionistas vêm ainda, pela ordem, os créditos tributários com a administração pública, custas e despesas judiciais com a arrecadação e com a liquidação em si, além de benfeitorias, quando houver, de acordo com Bruno Balduccini, do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Quanto aos clientes que têm dívidas com bancos em liquidação, ele disse que os pagamentos devem continuar a ser feitos normalmente. Nada muda, e em caso de inadimplência, o banco tem todo o direito de acionar a Justiça na defesa de seu ativo.

Edição: Aécio Amado

Do G1

PF abre inquérito para apurar suposta fraude no Cruzeiro do Sul

Suspeita é de que tenha havido gestão fraudulenta da instituição. 
Banco Central decretou intervenção no banco nesta segunda-feira (4). 

 

Do G1, com informações da Agência Estado

Polícia Federal informou, na noite desta segunda-feira (4) que instaurou inquérito para apurar uma suposta fraude na gestão do banco Cruzeiro do Sul, com sede no Rio de Janeiro. Em dezembro de 2011, o banco, segundo a PF, teria comprado por R$ 55 milhões o Banco Prosper, que estava descapitalizado e já não operava mais.

O Cruzeiro do Sul teve sua intervenção decretada pelo Banco Central nesta segunda, por meio do chamado Regime de Administração Especial Temporária (Raet), pelo prazo de 180 dias.

Segundo o BC, o regime de intervenção foi decretado em decorrência do “descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro e da verificação de insubsistência em itens do ativo”.

Por extensão, informou o BC, foi decretado o Raet nas seguintes empresas do grupo Cruzeiro do Sul, pelo mesmo prazo: Cruzeiro do Sul S.A Corretora de Valores e Mercadorias, Cruzeiro do Sul DTVM, e Cruzeiro do Sul S.A. Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC)  – entidade privada mantida com recursos dos próprios bancos – foi nomeado administrador especial temporário da instituição financeira no processo.

Segundo o FGC, o rombo no banco seria em torno de R$ 1,3 bilhão, mas só após a realização de uma auditoria será possível saber “o valor exato do problema”.

Futura venda do Cruzeiro do Sul
Segundo o diretor executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno, “não há chance” do banco voltar para os antigos controladores e a intenção é vender o Cruzeiro do Sul para investidores interessados.

“O fundo vai aguardar o conhecimento dos números para conhecer o problema na sua plenitude e quanto melhor a foto for, mais vendável fica”, disse Bueno. A perspectiva é que os números exatos sejam conhecidos em cerca de 60 dias.

Bueno afirmou que “não houve socorro (ao Cruzeiro do Sul) e não haverá”. Segundo ele, o FGC, até agora, já aportou R$ 1,3 bilhão em um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) do Cruzeiro do Sul – de um total de R$ 4,2 bilhões -, mas vê ‘risco baixíssimo’ de perda nesse caso.

“O que queremos é uma saída que não prejudique os outros que ficarão dentro do banco”, disse o doretor do FGC. “Estamos trabalhando para dar o menor prejuízo para os credores e a sociedade em geral”, completou, garantindo que nenhum compromisso deixará de ser honrado pelo banco durante o período de intervenção.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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