21 de maio de 2026

FGV aponta crescimento de 0,3% na atividade econômica

Avanço na comparação anual chega a 1,3% em maio e a 1,9% no trimestre fechado em maio; acumulado em 12 meses soma 2,4%
Foto de Pixabay

A atividade econômica brasileira avançou 0,3% no mês de maio em comparação com os dados de abril, segundo o Monitor do PIB divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Na comparação interanual a economia cresceu 1,3% em maio e 1,9% no trimestre móvel findo em maio. A taxa acumulada em 12 meses até maio foi de 2,4%.

O consumo continua crescendo em todas as categorias, porém com maior influência do consumo de serviços e de produtos não duráveis. No trimestre móvel fechado em maio, o avanço foi de 4,6%.

Apesar disso, nota-se que a trajetória ascendente observada desde o início do ano, foi interrompida, o que pode indicar perda de fôlego do consumo – segundo a FGV, apenas o consumo de produtos não duráveis cresceu entre o trimestre móvel findo em abril e trimestre móvel findo em maio.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 4,5% no trimestre móvel findo em maio e, embora todos os componentes tenham avançado, a pesquisa destaca que o segmento da construção diminuiu sua contribuição para o desempenho do indicador nesse período.

Exportação cresceu 3,2% no trimestre móvel findo em maio

Por outro lado, a exportação de produtos agropecuários contribuiu negativamente para a taxa trimestral interanual móvel de maio da exportação – o que ajuda a explicar a desaceleração nos dados de exportação, que avançaram 3,2% no período fechado em maio.

A pesquisa da FGV destaca que tais números também foram afetados pelas menores contribuições das exportações de produtos da extrativa e de bens de consumo.

Pelo lado da importação, o aumento de 10,3% foi influenciado pelo crescimento de todos os seus componentes, em especial o crescimento da importação de serviços e de bens intermediários.

“O crescimento da economia em maio, na comparação com abril, teve forte influência do desempenho do consumo das famílias, que registrou a maior alta do ano neste mês. Os investimentos também cresceram nesse período. Esses fatos revelam uma demanda interna aquecida”, destaca Juliana Trece, coordenadora da pesquisa da FGV.

“Do ponto de vista da produção o cenário é um pouco diferente. Dentre as três grandes atividades econômicas, apenas a agropecuária teve crescimento, enquanto a indústria e o setor de serviços se mostraram estáveis. Este cenário mostra que embora a demanda interna esteja aquecida, a capacidade produtiva interna não demonstra a mesma força”, ressalta a coordenadora.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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