
Jornal GGN – A perspectiva de economistas de instituições financeiras para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi reduzida novamente, ao mesmo tempo em que a projeção para a taxa básica de juros em 2015 recuou.
De acordo com a pesquisa semanal Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (18), a expectativa para o crescimento econômico neste ano foi reduzida pela 12ª semana seguida, a 0,79%, sobre 0,81% no último levantamento.
O número vem acompanhado de uma perspectiva de contração ainda mais forte para a indústria em 2014: de 1,76%, contra 1,53% previstos anteriormente. Já a mediana para o crescimento do PIB em 2015 foi mantida em 1,20%, segundo o boletim.
As baixas consecutivas, segundo os especialistas, têm explicação: especialmente no segundo trimestre, os dados de atividade no Brasil tiveram pioras consideráveis, alimentando as expectativas de o país ter entrado em recessão técnica – quando há contração por dois trimestres seguidos. No trimestre passado, as vendas do varejo e a produção industrial, por exemplo, recuaram 0,6% e 2% sobre o primeiro trimestre do ano.
O Focus mostrou também redução na perspectiva para a taxa básica de juros no próximo ano, projetada agora em 11,75%, contra 12,00% na segunda passada. Os economistas mantiveram a projeção de que a Selic encerrará 2014 nos atuais 11%, e veem que o novo ciclo de aperto monetário começará em março, com alta de 0,50 ponto percentual, igual à pesquisa anterior.
O Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, continua vendo a Selic a 11% neste ano e a 12% ao final de 2015.
A alta nos juros vem junto com o cenário de inflação elevada. Os agentes consultados no Focus reduziram levemente a projeção de alta do IPCA em 2014 a 6,25%, sobre 6,26%. Esse é o mesmo nível esperado para o ano que vem. Já a alta nos preços administrados deve permanecer nos 5,05% neste ano, levemente abaixo dos 5,10% esperados. Para 2015, as contas continuaram em 7% de alta.
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