4 de junho de 2026

Governo aumenta IOF para saques e gastos à vista no exterior

Brasília – Os viajantes que sacarem moeda estrangeira ou usarem cartões de débito no exterior pagarão mais imposto. O governo publicará ainda hoje (27), em edição extraordinária do Diário Oficial da União, decreto que aumenta de 0,38% para 6,38% o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nessas operações.
 
O imposto também subirá para as compras de cheque de viagem (traveller checks) e para o carregamento de cartões pré-pagos realizados fora do país. Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a medida pretende igualar a tributação dessas transações à das compras no cartão de crédito internacional, que pagam alíquota maior (6,38%) desde março de 2011.
 
“Com a medida, evita-se que um meio de pagamento seja preterido por outros em decorrência de sua estrutura de tributação”, destacou a Fazenda. De acordo com a Fazenda, o governo vai arrecadar R$ 552 milhões a mais por ano com a elevação do IOF.
 
O ministério esclarece que a elevação só afeta transações fora do país. As compras de moeda estrangeira em espécie feitas no mercado de câmbio brasileiro, destacou o ministério, continuarão a pagar 0,38% de IOF.

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14 Comentários
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  1. Fabiano K

    28 de dezembro de 2013 4:29 pm

    Safadesa do Governo

    O IOF de 6,38% foi uma medida para conter a queda da moeda estadunidense, e agora que esta tem valores bem elevados ao invés de retirara o imposto em operações de cartão de credito resolvem tributar também as operações de debito. Medida bem tipica de um governo descompromissado com a população, tem que cobrar impostos mais elevados de grandes fortunas, grande parte das pessoas que vão ao exterior vão a trabalho ou estudo, e mesmo que fossem a passeio 6% a mais de custo e desestimulante para quem tem que apertar as contas para uma viagem mas não muda nada para quem paga uma conta de 2000 euros em um restaurante em Paris.

    1. Anarquista Lúcida

      28 de dezembro de 2013 7:51 pm

      Que conheçamo o Brasil e deixem de ir a Orlando…

      E comprem mais aqui, dando emprego a gente daqui, e nao causando problemas de saldo comercial para o país. Medida muito certa. (Diga-se de passagem, me prejudica pessoalmente, porque às vezes compro livros da Amazon; mas o certo é o que é melhor para o país, e nao o que é melhor para cada um de nós individualmente). 

      1. evandro condé de lima

        28 de dezembro de 2013 9:22 pm

        Cara Ana, na correnteza do

        Cara Ana, na correnteza do que é melhor para o país, fivemos um governo Tucano que fez o que fez dizendo exatamente isso. Como se diz, o inferno está cheio de boas intenções.

      2. Francis

        28 de dezembro de 2013 10:18 pm

        Melhor para o país, COMO??

        Anarquista, você não foi nem um pouco lúcida.

        IOF não é imposto cujo objetivo seja arrecadatório, mas sim de política monetária. Donde que a tal educação e saúde que você cita não melhorarão por causa de aumento nesse imposto.

        E isso de “conhecer o Brasil ao invés de Orlando” é de um simplismo tão ridículo que revolta. É como se ir ao exterior fosse apenas mero luxo de classe média. Pois não é. É gente que vai trabalhar, que vai estudar, e que vai, sim, enriquecer culturalmente conhecendo o mundo. 

        Infelizmente, o Brasil é uma ilha. Um país monoglota. Um país tão desconectado do exterior que até comprar moeda ou transferir dinheiro pra fora exige ritual especial. 

        O Brasil não é auto suficiente. Precisa se integrar, o que não significa ter que se entregar. Mas é preciso distinguir as duas coisas, e não vir com esse discursinho ridículo que toda medida que afeta a classe média é necessariamente boa para o país.

  2. alessandroduarte

    28 de dezembro de 2013 5:05 pm

    Ontem o JG fez a matéria

    Ontem o JG fez a matéria sobre isso. O título poderia ser: a classe média sofre

    Francamente….

  3. Daniel Coder

    28 de dezembro de 2013 5:20 pm

    O motivo é evitar que um meio

    O motivo é evitar que um meio de pagamento seja preterido em razão do outro. A solução encontrada foi a pior possível. Por que não tirar 6% das operações de crédito? Por que não estabelecer ambos no meio do caminho, a 3% que seja? Mas não… Claro que não… 

    Sem contar que a data em que isto é firmado, no meio da alta temporada, onde as pessoas normalmente já se planejaram e compraram os pacotes de viagem, ou já estão viajando, é sacanagem… Apesar de que nada mais me surpreende…

    1. Anarquista Lúcida

      28 de dezembro de 2013 7:54 pm

      Há mta gente a quem lamentar antes q turistas em viagem no exter

      Quem tem grana para ir para o exterior, ou fazer compras em dólar, pode pagar imposto a mais, para ajudar a financiar saúde e educaçao para quem precisa. 

      1. Daniel Coder

        28 de dezembro de 2013 8:29 pm

        Pré-julgamento… 
        Rótulo…

        Pré-julgamento… 

        Rótulo…

        Assim fica difícil falar sobre idéias ao invés de pessoas. 

      2. evandro condé de lima

        28 de dezembro de 2013 9:18 pm

        Caríssima, Vou acreditar que

        Caríssima, Vou acreditar que não se importa em pagar mais IR que já pagas.

      3. Arnoldo Branco

        29 de dezembro de 2013 5:12 am

        Infelizmente essa é a eterna

        Infelizmente essa é a eterna ilusão. Achamos que o governo tem alguma causa nobre, porém sempre nos desapontamos.

        Quando já se viu uma lei homologada, aprovada e colocada em prática de forma tão rápida e unilateral? Ainda mais para um suposto benefício do povo?

        É bonito falarmos em diminuirmos o consumo lá fora para aumentar os empregos aqui dentro, mas se for assim, por que não diminuir a carga tributária em certas famílias de produtos para aumentar o consumo interno? Ah, esqueci, porque isso aumenta a inflação…

  4. CELSO ORRICO

    28 de dezembro de 2013 9:49 pm

    demorô,,

    demorô como dizem os jovens, acaboui a farra da classe média em Miami e NY comprando bugingangas e criando empregos lá..bilhões de dólares gastos em supérfluos e depois vão pra rua levantar cartazes que nem sabem o que está escrito..

  5. Andre Araujo

    29 de dezembro de 2013 12:00 am

    Medida mais que certa, nao

    Medida mais que certa, nao somos um Pais tao rico que permite 2 milhoes de brasileiros irem este ano aos EUA geralmente para fazer compras, e o turista que mais gasta, mais que europeus, o Brasil esta com deficit em transaçoes correntes, uma hora as reservas acabam sem que se gaste o dinheiro em coisas uteis para o futuro do Pais.

  6. dflopes

    29 de dezembro de 2013 5:13 am

    deixar de comprar no exterior?
    Desculpem os nacionalistas, mas eu sou pobre – só compro no exterior.

    Pq as pessoas compram no ebay, deal extreme ou até viajam para turismo de compras???
    A) os produtos tem melhor qualidade (uma camisa não desbota na primeira lavagem)
    B) paga-se um preço justo (o custo Brasil não tem apenas imposto, tem que somar aí a ganância dos empresários)
    C) o respeito ao consumidor (não gostou, troca sem discussão)

    Pagar R$2.700 por um iPhone que custa Us$650 é irreal,
    Ou um vídeo game de Us$400 lá vira R$4.000 aqui,

    Sem falar de roupas (preço e qualidade)…

    Ou seja, continuo comprando no exterior mesmo com imposto – sei valorizar o dinheiro do meu trabalho.
    .

  7. whoever

    29 de dezembro de 2013 12:45 pm

    O que será que os bolsistas

    O que será que os bolsistas das Ciências Sem Fronteiras acham disso?

    O governo praticamente cortou 7% da bolsa da noite pro dia!

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