O Governo Federal assinou um acordo que viabiliza o reajuste linear de 9% para os funcionários públicos federais, enquanto o valor do auxílio-alimentação foi reajustado em 43,6%, passando de R$ 458 para R$ 658.
Os valores representarão um investimento de R$ 11,2 bilhões no funcionalismo público, e foi negociado junto com entidades representativas dos servidores.
Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck, o acordo foi um dos mais rápidos da história do funcionalismo público, e existe uma negociação em curso para que a lei que reajusta os vencimentos seja aprovada no Congresso Nacional, e os novos valores passem a ser pagos em maio.
“No caso do auxílio-alimentação, existe uma trava. A Lei de Diretrizes Orçamentárias indica que só é possível o reajuste com o valor da inflação acumulada desde o último aumento, por isso esses R$ 200 a mais”, disse a ministra.
“A gente sabe que ainda existe defasagem em relação aos demais poderes, mas é um aumento significativo para quem está há muito tempo sem reajuste. Para quem ganha menos, é um dinheiro que faz diferença”, afirmou a ministra.
“Esse momento representa muito mais do que o fechamento de um acordo emergencial, mas a retomada do diálogo com os servidores públicos”, afirmou Rivânia Moura, que falou em nome do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Federais (Fonasefe).
Rudnei Marques, do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado, enfatizou a volta da civilidade nas relações de trabalho. “Reconfiguramos as relações de trabalho em um mês e meio”, disse.
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