Brasília – Os air bags e os freios ABS serão obrigatórios nos automóveis produzidos no país a partir do próximo ano, disse há pouco o ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de reunião com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), metalúrgicos e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O encontro demorou cerca de duas horas e levou em conta o impacto dos novos itens de segurança sobre o desemprego. Na semana passada, o governo tinha anunciado que a exigência seria adiada.
De acordo com o ministro, o governo estudará a criação de uma exceção para os veículos do tipo Kombi, que não tem similar no mercado e será extinta com a introdução dos novos itens. “Não houve resistência das montadoras em criar um waiver [perdão] para as Kombis porque o produto não tem concorrência. [A Kombi] não é caminhonete, não é automóvel. Não é veículo. É um produto diferente, sem similar”, explicou.
Segundo Mantega, a Fiat pediu que os veículos do modelo Mille também fossem isentos da exigência, mas não houve concordância das outras empresas porque o modelo tem similares produzidos por outras montadoras no país. Com a introdução dos air bags e do freio ABS, o veículo terá a fabricação extinta no próximo ano.
O ministro ressaltou que a obrigatoriedade dos itens de segurança preocupou o governo não tanto por causa do impacto nos preços dos veículos, que aumentarão de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil, mas por causa do impacto no emprego. De acordo com os sindicalistas presentes na reunião, os itens de segurança poderão provocar de 10 mil a 15 mil demissões por causa da extinção das linhas de produção de determinados modelos e o impacto sobre o setor de autopeças.
De acordo com o ministro da Fazenda, o governo pediu um compromisso das montadoras para mudarem os empregados de setor e evitar o máximo possível as demissões. Um grupo de estudo entre representantes das montadoras e do governo analisará a possibilidade de os postos de trabalho serem preservados.
Ivan de Union
17 de dezembro de 2013 10:38 pmNossa, que favorzao…
Nossa, que favorzao…
macedo
17 de dezembro de 2013 11:15 pmKombi não é veículo
Em não sendo veículo suponho que terá isenção de IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
“[A Kombi] não é caminhonete, não é automóvel. Não é veículo. É um produto diferente, sem similar”, explicou”
Galvão
17 de dezembro de 2013 11:24 pmKombi não é veículo…
É um féretro motorizado!
macedo
17 de dezembro de 2013 11:26 pmCombustão espontânea
É. E que de vez em quando entra em combustão espontânea.
W K
18 de dezembro de 2013 12:12 pmKombi tem airbag, sim
é o umbigo do motorista.
Gunter Zibell - SP
17 de dezembro de 2013 11:36 pmAcho ótimo
Acho ótimo
Jorge Nogueira Rebolla
17 de dezembro de 2013 11:44 pmA Kombi
Kombi não é carro
Kombi não é furgão
é troço bizarro
verdadeira extorsão
não tem conforto
esbanja gasolina
design torto
cheira naftalina
segurança desconhece
no trânsito… é lerda
a todos aborrece
da volkswagen… é merda
henry H
18 de dezembro de 2013 1:58 amEu amo Kombi!…
Eu amo Kombi!…
NNN
18 de dezembro de 2013 9:07 amCanhão solto no convés…
Quanto amadorismo!
Esta é a leviandade com que são tratados planos e estratégias de médio e longo prazo. Depois reclamam “dosdocontra” blá blá blá, “dusamericanu” mimimi, etc.
Leandro Ferrari
18 de dezembro de 2013 11:53 amKombi Not Last Edition
Vai caber danos morais para quem ousou torrar R$ 85.000 no modelo Las [sic] Edition.
W K
18 de dezembro de 2013 12:10 pmSó pode ser
… piada de sindicalista:
“De acordo com os sindicalistas presentes na reunião, os itens de segurança poderão provocar de 10 mil a 15 mil demissões por causa da extinção das linhas de produção de determinados modelos e o impacto sobre o setor de autopeças.”
Pelo que sei, as montadoras continuam se expandindo (leia-se: procuram mão de obra). Então, têm um quadro de 10 a 15 mil metalúrgicos disponíveis para preencherem as novas vagas. As palavras-chave são: remanejamento, retreinamento. Só.
Daí, durante algum tempo não haverá novas contratações até que esse quadro de disponíveis seja absorvido. Exceto, claro os aposentáveis, que devem ser a maior parte desse grupo no caso da Kombi.
Aliás, esses sindicalistas se esqueceram de acrescentar nessa conta os médicos e as enfermeiras de pronto-socorros que ainda atendem vítimas de acidentes evitáveis com esses mecanismos de segurança.
E claro, os coveiros que enterram os mortos destes acidentes que serão evitados.
Ou é preferível manter o pleno emprego junto com a carnificina ?
E os coitados dos vendedores de autopeças kombísticas, o que seria deles? Ora, vão vender peças de outros carros, isto é, vão andar no corredor de peças ao lado do corredor das peças da Kombi, em seus estoques.
A propósito de vendedores de peças: eles nunca vendem peças para carros novos, só usados, e ainda assim muito usados. Daí, se conclui que o emprego deles ainda está garantido até que o último modelo 2013 vá para o ferro-velho – quiçá uns vinte anos ainda.
Cesar Rocha
18 de dezembro de 2013 12:47 pmMantega: o ministro decorativo
Mais que patética, é risível as “posições vencidas” do ministro Mantega na concertação do governo Dilma. Desconheço se na história do ministério da Fazenda, tenha existido antes, algum ministro tão “decorativo”… Isso explica porque ele passa a maior parte do tempo no escritório em SP, ou seja, não formula a política econômica e não tem governança sobre o próprio ministério em que é o titulas (formal). O Mantega é um “poste” fincado por Lula no governo Dilma… A “posição” do ministro é decorrência “natural” do modo de governar lulopetista: susceptível aos lobby e pressões de bastidores de sindacalistas (“representantes” de trabalhadores e empresarial), daí a constatação: está desidratando a anêmica democracia brasileira. Não existe ágora sob o (des)governo lulopetista. Antidemocrático em sua efetividade, dá azo a corrupção nas práticas governamentais pautadas pelo neocoporativismo. Isso explica de certa maneira a mão pesada do Joaquim Barbosa.
Eurico
18 de dezembro de 2013 1:55 pm“De acordo com os
“De acordo com os sindicalistas presentes na reunião, os itens de segurança poderão provocar de 10 mil a 15 mil demissões por causa da extinção das linhas de produção de determinados modelos e o impacto sobre o setor de autopeças.”
O artigo não diz se os sindicalistas eram contra a introdução destes ítens de segurança devido ao desemprego. No entanto este argumento tem sido usado em outros casos. Um caso notório é o que diz respeito ao fim do da mineração e do uso das fibras de amianto. O negócio é tão nojento que já ouvi até colegas geólogos defendendo que é possível o uso seguro destas fibras.
O tempo em que os trabalhadores quebravam máquinas ( sabot..avam) porque temiam perder o emprego, ficou na história. Vejam o caso do transporte público. Qual é a necessidade de se continuar empregando os tais cobradores?
Na época da ditadura militar, houve um bafafá quando os milicos resolveram acabar com uma tal plaqueta que os donos de veículos tinham de instalar todos os anos em seus carros. Os despachantes botaram a boca no trombone dizendo que isto iria desempregar milhares e etc e tal. Os donos dos veículos ficaram bem felizes, nem tanto pelo que deixaram de gastar, mas porque era um porre ir ao Detram trocar a tal plaqueta. Algum dia ainda vai aparecer um gênio propondo que todos os edifícios com elevadores contratem ascensorista. O argumento com toda a certeza vai ser baseado em estudos de especialistas sobre a seguraça deste tipo de veículo.
No caso recente da lei do divórcio, foi a vez dos advogados e donos de cartório gritarem contra. No final reintroduziram tanta exigência que divorciar continua quase tão difícil e caro como no passado. Quando será que teremos um novo ministro da desburocratização que ajude a facilitar a vida do pobre cidadão?
Não digo que não se deva preocupar com o desemprego causado, mas isto deve ser feito dentro da perspectiva de realocar esta mão de obra, amparando-a no processo de transição.
Às vezes penso que o que menos evolui na história são as cabeça dos burocratas. Por eles ainda estaríamos usando máquina de escrever, para dar emprego aos datilógrafos.
Athos
18 de dezembro de 2013 4:02 pmNão são sindicalistas.
São o
Não são sindicalistas.
São o lobby terceirizado das montadoras.
Já tivemos tempos melhores nos sindicatos. Agora acabou.
Athos
18 de dezembro de 2013 3:59 pmFinalmente a Dilma da uma
Finalmente a Dilma da uma dentro.