10 de junho de 2026

Governo propõe usar receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis

O projeto se soma a outras medidas adotadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis, como a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel

Governo enviou ao Congresso projeto para reduzir tributos sobre combustíveis com aumento de receita do petróleo.
Proposta prevê uso de receitas extras do petróleo para compensar desonerações em PIS, Cofins e Cide.
Medida depende de aprovação legislativa; líderes da Câmara e Senado apoiam discussão na próxima terça-feira.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo federal enviou ao Congresso nesta quinta-feira (23) o Projeto de Lei Complementar 114/2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis sempre que houver aumento de arrecadação com receitas do petróleo.

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A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, e está diretamente ligada aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

O anúncio gerou confusão inicial: o Ministério da Fazenda chegou a comunicar que a medida envolveria cortes diretos de impostos, mas o ministro Dario Durigan corrigiu a informação. “Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e sim de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, esclareceu.

Mecanismo

A lógica da proposta é simples: receitas extraordinárias do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, serviriam de compensação para desonerações sobre combustíveis, sem impacto nas contas públicas. Os tributos que poderiam ser reduzidos são o PIS, a Cofins e a Cide incidentes sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

Assim que for constatado o aumento de receitas, o presidente da República poderá editar decreto com as desonerações, que terão validade de dois meses, com revisões ao fim de cada período. A duração do regime está prevista para enquanto perdurar a guerra no Oriente Médio.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, explicou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Segundo ele, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina por dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Congresso

A efetivação da medida depende de aprovação pelo Legislativo. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, informou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara, e que os presidentes das duas casas, Hugo Motta, na Câmara, e Davi Alcolumbre, no Senado, demonstraram apoio à proposta.

O projeto se soma a outras medidas adotadas pelo governo nos últimos meses para conter a alta dos combustíveis, como a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios de até R$ 1,52 por litro para o diesel importado e R$ 1,12 por litro para o nacional. Atualmente, diesel e biodiesel já estão com PIS e Cofins zerados, enquanto gasolina e etanol seguem com a mesma tributação anterior ao início do conflito.

De acordo com a Petrobras, os tributos federais respondem por cerca de R$ 0,68 do preço final ao consumidor, considerando um valor médio de R$ 6,77 o litro da gasolina.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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