21 de maio de 2026

Governo vai lançar Desenrola 2.0 com uso do FGTS para renegociação de dívidas

Segundo o ministro da Fazenda, o saque do FGTS terá um limite percentual e ficará vinculado exclusivamente ao pagamento das dívidas incluídas no programa
Dario Durigan, novo Ministro da Fazenda. Foto: Washington Costa/MF

Governo deve lançar esta semana o Desenrola 2.0, programa que usa FGTS para quitar dívidas de cartão e cheque especial.
Ministro da Fazenda reuniu-se com bancos e afirmou que descontos podem chegar a 90%, com aporte do Fundo Garantidor de Operações.
Programa é pontual e visa famílias endividadas; anúncio oficial será definido com presidente Lula nos próximos dias.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo federal deve anunciar ainda esta semana um novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, que vai permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como instrumento de quitação.

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A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes dos principais bancos do país em São Paulo.

Segundo o ministro, o saque do FGTS terá um limite percentual e ficará vinculado exclusivamente ao pagamento das dívidas incluídas no programa. “É um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida”, explicou.

Descontos de até 90%

O foco do novo Desenrola são as dívidas nas modalidades mais caras para o consumidor: cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial — linhas que chegam a cobrar entre 6% e 10% de juros ao mês. O ministro estimou que os descontos poderão alcançar até 90% do valor devido.

“Uma dívida de R$ 10 mil, no mês seguinte, possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. Uma família que recebe um salário médio possivelmente não sairá desse ciclo. Com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90%”, disse Durigan.

O programa também contará com um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), segundo o ministro, suficiente para cobrir todos os interessados em renegociar suas dívidas.

Medida pontual

Durigan fez questão de deixar claro que o Desenrola 2.0 não se tornará um mecanismo permanente de renegociação, uma crítica comum a programas desse tipo, que podem incentivar o endividamento por expectativa de perdão futuro.

“Não se trata de um Refis recorrente. Estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema, estamos vendo uma guerra e alguns impactos que fogem ao nosso controle”, justificou o ministro, em referência ao atual cenário de juros elevados e instabilidade econômica global.

A expectativa do governo é alcançar dezenas de milhões de pessoas. Para efeito de comparação, o primeiro Desenrola Brasil, lançado em 2023, beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas e viabilizou a renegociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.

Articulação com os bancos

Pela manhã, Durigan se reuniu em São Paulo com os presidentes do BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney. À tarde, encontrou-se também com representantes do Citibank.

“Estamos concluindo as conversas com as instituições financeiras para entregar ao presidente, essa semana, o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras”, afirmou o ministro, que retorna a Brasília nesta terça-feira para definir com Lula a data do anúncio oficial.

O lançamento ocorre em um momento de endividamento recorde das famílias brasileiras: o Banco Central registrou nesta segunda-feira que o índice de endividamento das famílias chegou a 49,9% em fevereiro, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2005.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    28 de abril de 2026 7:41 am

    Apesar do Eduardo Bostonaro ter apoiado o tarifaço contra os produtos brasileiros nos EUA, o Flávio Bostonaro tem coragem de afirmar:

    “A admiração e o respeito que sempre tivemos por esse setor [Agro], que é tão importante, e que, infelizmente, é tratado como lixo pelo atual governo. O agro não pode ser tratado dessa forma, como vilão”.

    E ninguém passa isso na cara desses imbecis.

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