Jornal GGN – O Plano Safra 2014/2015 vai disponibilizar R$ 156,1 bilhões em recursos, sendo R$ 112 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para os programas de investimento.
Dos recursos disponibilizados, R$ 132,6 bilhões são com juros inferiores aos cobrados no mercado, um crescimento de 14,7% em relação aos R$ 115,6 bilhões previstos na temporada anterior. As taxas de juros anuais mais baixas estão nas modalidades voltadas para armazenagem, irrigação e inovação tecnológica, de 4% (5% no crédito de armazenagem para cerealistas); práticas sustentáveis, juros de 5%; médios produtores, de 5,5%; e máquinas e equipamentos agrícolas, de 4,5% a 6%. O limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão, enquanto o destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 2 milhões para R$ 2,2 milhões.
De acordo com o Ministério da Agricultura, entre os destaques do plano estão o aperfeiçoamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), incentivo aos médios produtores, a ampliação da capacidade de armazenagem nas fazendas, a inovação tecnológica no campo e o desenvolvimento da pecuária de corte.
Segundo informações da Agência Brasil, o ministro Neri Geller prometeu ampliar os recursos liberados no ano passado, quando R$ 136 bilhões foram concedidos, sendo R$ 97,6 bilhões para financiamento de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento.
Com as medidas anunciadas, os produtores poderão avaliar as melhores condições de obtenção de crédito e determinar o cronograma de suas plantações. O plano a ser anunciado hoje também inclui os limites de crédito para cada tipo de produtor, dependendo da extensão de sua produtividade, e para as cooperativas agropecuárias.
Em 2013, além de apresentar os dados, o plano defendeu a melhoria das condições de logística e infraestrutura, a fim de que a produção e as exportações agropecuárias continuassem expandindo e de que se consolidasse “a posição de liderança do país no mercado agrícola internacional”. Para isso, o governo disponibilizou R$ 25 bilhões, destinados à construção de novos armazéns privados pelo período de cinco anos, com prazo de pagamento até 15 anos.
Outra expectativa com relação ao planejamento do governo é quanto à produção de grãos: para o plano anterior, de julho de 2013 a junho de 2014, foram estimados 190 milhões de toneladas. Juntamente com o Plano Agrícola e Pecuário, no ano passado também foi lançado um programa de apoio à inovação tecnológica que buscou, segundo a presidenta Dilma Rousseff, elevar a competitividade da agricultura.
Deixe um comentário