21 de maio de 2026

Haddad classifica caso do Banco Master como a maior fraude bancária do Brasil e defende BC

Segundo o ministro, o governo acompanha de perto as investigações e mantém diálogo permanente com a autoridade monetária desde que a medida foi decretada
Imagem: reprodução Internet

Ministro Haddad diz que caso Banco Master pode ser maior fraude bancária do país e apoia liquidação pelo Banco Central.
Operações suspeitas de R$ 12,2 bi entre Banco Master e BRB estão sob investigação, com conexões à operação Carbono Oculto.
Banco Central e TCU dialogam para inspeção conjunta; Fundo Garantidor de Créditos acionado para ressarcir investidores.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do país e voltou a defender a atuação do Banco Central (BC) na liquidação da instituição. Segundo ele, o governo acompanha de perto as investigações e mantém diálogo permanente com a autoridade monetária desde que a medida foi decretada.

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Haddad informou que conversa quase diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a quem reiterou apoio institucional. De acordo com o ministro, a liquidação do banco foi determinada após a identificação de operações suspeitas envolvendo a venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB), em transações que somam R$ 12,2 bilhões e estão sob apuração.

“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, declarou Haddad a jornalistas, em Brasília.

O ministro ressaltou que há conexões sendo investigadas entre o caso do Banco Master e outros episódios em apuração, como a operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025 para desarticular um amplo esquema de fraude tributária, lavagem de dinheiro e atuação do PCC no setor de combustíveis. Segundo Haddad, essas relações estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.

Além do diálogo com o Banco Central, Haddad disse que também tem mantido conversas com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo. Ele avaliou como positiva a aproximação entre o TCU e o BC para conciliar o poder de fiscalização da Corte de Contas com a autonomia da autoridade monetária.

Na segunda-feira (12), Galípolo e Vital do Rêgo se reuniram para tratar da possibilidade de inspeção do TCU relacionada ao caso Master. Após o encontro, houve sinalização de convergência entre as instituições, e o Banco Central retirou recurso apresentado contra decisão que autorizava a inspeção, afirmando que não haverá invasão de competências.

Haddad voltou a afirmar que confia plenamente no trabalho técnico realizado pelo Banco Central. “Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram”, afirmou o ministro.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro do ano passado, após apontar irregularidades consideradas graves em suas operações. Com a medida, as atividades da instituição foram interrompidas, a diretoria afastada e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acionado para ressarcir investidores e correntistas, dentro do limite legal de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O ministro destacou o impacto do episódio sobre o FGC, lembrando que o fundo é composto por contribuições de todo o sistema financeiro, incluindo bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Para ele, o caso reforça a importância dos mecanismos de proteção à poupança popular e à estabilidade do sistema financeiro.

Haddad concluiu afirmando que a apuração completa dos fatos será essencial para identificar responsabilidades, buscar eventual ressarcimento de prejuízos e evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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