10 de junho de 2026

Governo propõe zerar ICMS sobre diesel importado para conter alta de preços

Proposta prevê compensação aos estados e tenta reduzir impacto da alta do petróleo no preço do diesel e na inflação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo federal propõe zerar ICMS do diesel importado para conter alta dos combustíveis, medida depende de adesão dos estados.
União compensará 50% das perdas dos estados, com renúncia fiscal estimada em até R$ 6 bilhões até o fim de maio.
Proposta integra ações contra alta do diesel, incluindo isenção de PIS/Cofins e fiscalização contra reajustes abusivos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo federal propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o ICMS sobre o diesel importado como forma de conter a alta dos combustíveis no país.

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A medida foi apresentada pelo Ministério da Fazenda ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários estaduais de Fazenda, e ainda depende da adesão dos governadores.

Para viabilizar o acordo, a União se comprometeu a compensar 50% das perdas de arrecadação dos estados. A estimativa da equipe econômica é que a renúncia fiscal chegue a cerca de R$ 3 bilhões por mês, podendo alcançar até R$ 6 bilhões no período de vigência da medida, prevista até o fim de maio.

A proposta surge em meio à disparada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O aumento tem impacto direto no Brasil, que ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel consumido. Esse cenário eleva os custos e pressiona o preço final ao consumidor.

Segundo o Ministério da Fazenda, o diesel importado vem se descolando dos preços praticados internamente, o que pode afetar o abastecimento se não houver intervenção.

Estratégia para segurar preços

A proposta de zerar o ICMS se soma a outras medidas adotadas recentemente pelo governo, como:

  • isenção de tributos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel
  • subsídios à produção e importação
  • aumento da fiscalização contra reajustes considerados abusivos

O objetivo é reduzir o impacto da alta internacional sobre o consumidor e evitar efeitos mais amplos na inflação. A decisão final deve ser discutida em reunião presencial do Confaz, prevista para os próximos dias em São Paulo.

O tema ganhou urgência diante da possibilidade de paralisações no setor de transporte, em meio à alta do diesel, mas o governo federal sinalizou que não pretende impor a medida, buscando um acordo federativo — diferente do que ocorreu em 2022, quando houve redução compulsória do ICMS sem compensação imediata aos estados.

(Com Agência Brasil)

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Milton

    19 de março de 2026 9:49 am

    O escandaloso é a incapacidade de o governo federal atuar firmemente para solucionar alguns problemas recorrentes: o caso do diesel é apenas o último. O empreendedor particular sempre vai priorizar o lucro e os navios transportadores de gás sendo desviados para outros destinos diz claramente a verdade. Sabendo que o importador americano paga mais, vendem sua carga e tem um lucro significativo e rápido. A Petrobras poderia importar, encher seus depósitos, e revender aos particulares com lucro e forçar comercialização com margens de lucro fixadas. Reestatizar a rede Petrobras e controlar o custo dos combustíveis, pecado. No caso da Selic criminosa emitem dívida e não há qualquer resmungo contra: o dinheiro vai para um grupo restrito de bilionários, Rede Globo incluída . Aí os trilhões repassados não são trombeteados e o governo federal segue quieto e mudo , incapaz de expor a jogatina com a maior rubrica do orçamento federal e não expõe isto ao distinto público pagador. Nas palavras de meu avô: quem muito se abaixa mostra o rabo. Né Lula ?

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