22 de maio de 2026

Planalto entra em alerta com ameaça de greve e risco de desabastecimento

Pressão por diesel caro e frete defasado leva caminhoneiros a ameaçar paralisação nacional; governo tenta acordo emergencial
Agência Brasil

▸ Paralisação nacional de caminhoneiros ameaça desabastecimento; governo busca soluções para conter crise do diesel.

▸ Ministério dos Transportes anuncia fiscalização do piso mínimo do frete para conter mobilização da categoria.

▸ Petrobras e distribuidoras são investigadas por suspeita de repasse irregular dos benefícios fiscais do diesel.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A ameaça de uma paralisação nacional de caminhoneiros colocou o Palácio do Planalto em estado de alerta máximo nesta semana. Pressionado pela alta no preço do óleo diesel e pela percepção de que as medidas de desoneração fiscal não chegaram às bombas, o governo federal tenta costurar uma saída de emergência para evitar o desabastecimento e o desgaste político em um cenário de polarização.

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O movimento, que ganhou corpo após assembleias no Porto de Santos, reúne motoristas autônomos e celetistas descontentes com a defasagem do frete diante dos custos operacionais. Embora não haja uma data oficializada, lideranças do setor indicam que a “parada automática” pode ocorrer ainda nesta semana caso não surjam soluções concretas.

A ofensiva do Ministério dos Transportes

Para frear a mobilização, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, anunciam nesta quarta-feira (18) um pacote focado na fiscalização do piso mínimo do frete. A categoria alega que a tabela, estabelecida em 2018, é sistematicamente ignorada pelas transportadoras e embarcadores, o que inviabiliza o trabalho diante do combustível mais caro.

A estratégia governamental também inclui pressão sobre os estados. O Ministério da Fazenda busca, via Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma redução temporária do ICMS sobre o diesel. A resistência é alta: secretários estaduais de Fazenda argumentam que o imposto é a principal fonte de arrecadação local e muitos governadores de oposição evitam conceder uma vitória política ao governo federal.

Impasse na cadeia de distribuição

Um dos pontos centrais da crise é a acusação de que os benefícios fiscais, como a zeragem do PIS/Cofins, foram absorvidos por distribuidoras e postos, sem alívio para o consumidor final. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) formalizou pedidos de investigação sobre possíveis práticas especulativas.

Se a Petrobras, como nós somos autossustentável, tivesse o poder de atuar no mercado na distribuição, regularizaria o preço. Né? Não houve aumento. Quem quer subir pode subir. O mercado é livre, né? Cada um bota o preço que quiser. Mas se todos sobem é cartel. É crime contra a economia popular e o governo tem que agir”, afirmou Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL.

Risco de desabastecimento e herança de 2018

O fantasma da greve de 2018, que paralisou o país por 11 dias, paira sobre Brasília. Lideranças como Wallace Landim, o “Chorão“, presidente da Abrava, comparam o momento atual ao cenário que antecedeu a crise histórica.

Se não tiver nenhuma sinalização do governo até o final da semana, a greve acontece”, disse Landim. “Se não cruzar os braços em greve, a gente para automaticamente, porque não está viável economicamente trabalhar.”

Além da pauta econômica imediata, os caminhoneiros cobram avanços na pauta da aposentadoria especial e o cumprimento rigoroso do Código Identificador da Operação de Transportes (CIOT).

A Polícia Federal já abriu inquérito para apurar crimes contra a ordem financeira e o direito dos consumidores, enquanto o Planalto tenta evitar que a crise do diesel contamine de forma irreversível o ambiente eleitoral.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Nivaldo A Medeiro

    18 de março de 2026 1:37 pm

    A tão propalada greve dos caminhoneiros mostra de forma límpida e cabal, a incompetência da Secretaria de Comunicação Social (SECOM) do Governo Federal.
    A Secretaria tem que organizar entrevista coletiva ou pronunciamento à Nação, para o Presidente da República, deixar claro que sua parte está sendo feita, mas por outro lado, tem sofrido sabotagem dos Governadores de Estado, principalmente os de direita e extrema direita.
    Os Ministros Carlos Fávaro, Simone Tebet e o Vice-Presidente Geraldo Alckmin (Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Deveriam se reunir imediatamente com os Senhores e Senhoras do Agronegócio da Região Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste) com suas Federações, para saber qual o motivo da insatisfação com o Governo Lula.
    Os senhores e senhoras do agro não estão levando em consideração os novos mercados abertos pelo atual governo, em prol deste setor.
    Enfim, já disse o velho guerreiro Abelardo Barbosa, popularíssimo “Chacrinha”: Quem não se comunica, se trumbica”.
    Acorda SECOM ou vão acordar quando perder a eleição, depois Inês é morta.

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