
Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,44%, na apuração referente ao primeiro decêndio de dezembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 1,31%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de dezembro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de novembro.
Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) atingiu 0,37%, bem abaixo do total de 1,73% visto no mesmo período de novembro. Na avaliação dos componentes, a variação do índice referente a Bens Finais passou de 2,19% para 1,19%, afetado pelo subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,09% para 1,75%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,36%, ante 1,78% no mês anterior, por conta do recuo do subgrupo materiais e componentes para a manufatura que passou de 2,30% para 0,28%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,60%, revertendo o avanço de 1,14$ visto no mês anterior. Entre os itens com taxas em trajetória decrescente, destacam-se minério de ferro (de -0,34% para -7,17%), soja em grão (de 0,93% para -2,83%) e bovinos (de 1,71% para 0,20%). Em sentido oposto, vale mencionar leite in natura (de -3,51% para -2,28%), laranja (de -0,53% para 3,30%) e mandioca/aipim (de 7,55% para 8,97%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou avanço de 0,73% no primeiro decêndio de dezembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,62%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice ampliaram suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,31% para 0,94%), que foi influenciado pelo desempenho do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -2,80% para 7,49%.
Outros grupos que ganharam força no período foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,33% para 1,20%), Habitação (de 0,40% para 0,53%), Despesas Diversas (de 0,05% para 0,20%) e Comunicação (de 0,25% para 0,29%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens passagem aérea (de 7,83% para 24,46%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,81% para 1,40%), alimentos para animais domésticos (de -1,17% para 0,02%) e tarifa de telefone residencial (de 0,20% para 0,62%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos que perderam força durante o período de análise foram Transportes (de 1,90% para 1,11%), Vestuário (de 0,40% para 0,02%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,52% para 0,51%).
Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens gasolina (de 5,22% para 3,09%), roupas (de 0,54% para -0,20%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,26% para 0,05%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) chegou a 0,22% no primeiro decêndio de dezembro, ficando abaixo do resultado do mês anterior, de 0,23%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços atingiu 0,46%. No mês anterior, a taxa foi de 0,49%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação, pelo quarto mês consecutivo.
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