10 de junho de 2026

Indústria 4.0 avança a passos lentos no Brasil

Embora 69% das empresas façam uso, falta de conhecimento das tecnologias disponíveis faz com que uso acabe ficando restrito
Foto: Greg Rosenke on Unsplash

A indústria brasileira pode estar mais digital, mas as tecnologias utilizadas dentro da chamada indústria 4.0 em uso pelo setor permanecem restritas, conforme mostra sondagem elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a respeito do tema.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em linhas gerais, o conceito de indústria 4.0 prevê a digitalização da produção para integrar as diferentes etapas da cadeia de valor, desde o desenvolvimento do produto até o uso final.

Em 2021, 69% das empresas brasileiras ouvidas pela CNI faziam uso de alguma das tecnologias em uso, percentual acima do visto em 2016 (48%).

A pesquisa apontou o uso de 18 tipos de tecnologias digitais usadas pelas empresas e seu uso nos diferentes estágios de produção. Em 2016, eram 10 tecnologias listadas.

Contudo, pode-se dizer que a baixa variedade mostra que o segmento está na fase inicial da digitalização: 31% das empresas ouvidas ainda não adotaram qualquer tecnologia digital, 26% utilizam de uma a três das 18 listadas, e apenas 7% adotaram 10 ou mais delas.

Tais números indicam que a falta de conhecimento das tecnologias por parte das próprias empresas é um ponto a ser trabalhado, e o uso restrito das tecnologias reforça a necessidade de avanço e de mais integração para ampliar os benefícios.

“A adoção das tecnologias digitais avançou nos últimos cinco anos. As empresas estão buscando novos métodos produtivos”, explica Samantha Cunha, gerente de política industrial da CNI.

“Porém, para alcançar os maiores benefícios que a indústria 4.0 permite alcançar, é necessário aumentar a variedade de tecnologias digitais adotadas, pois são tecnologias complementares. A integração no uso é importante para aumentar a produtividade das empresas”, pontua a gerente.

Leia Também

A falta de dinamismo da indústria automobilística, por Luis Nassif

O desafio de renovar a indústria por meio da inovação

Presidente do Ciesp: “maturidade digital poderia aumentar produtividade da indústria brasileira em até 50%”

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados