4 de junho de 2026

Indústria perde força em 16 ramos ante 2014

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Jornal GGN – O setor industrial brasileiro apresentou uma retração de 3,5% em março no comparativo com igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O perfil de resultados negativos foi disseminado, e atingiu as quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 46 dos 79 grupos e 53,3% dos 805 produtos pesquisados. Além disso, o mês de março de 2015 (22 dias) teve três dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior (19).

Entre as atividades, as de veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,7%) e a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,8%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria, pressionadas em grande parte pela redução na produção de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis, reboques e semirreboques, autopeças e carrocerias para caminhões e ônibus, na primeira; e de gasolina automotiva, óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica, querosenes para aviação e asfalto de petróleo, na segunda.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-22,7%), de metalurgia (-9,4%), de bebidas (-11,1%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,5%), de máquinas e equipamentos (-3,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,4%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,0%) e de produtos de minerais não-metálicos (-2,7%).

Entre os produtos, os impactos negativos mais importantes foram, respectivamente, televisores, computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, tablets e semelhantes), monitores de vídeo para computadores, computadores pessoais de mesa (PC desktops) e placas de circuito impresso montadas para informática; vergalhões e barras de aços ao carbono, artefatos e peças diversas de ferro fundido, tubos, canos e perfis ocos de aço, fio-máquina de aços ao carbono, bobinas a frio de aços ao carbono e barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre; preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, cervejas, chope e refrigerantes; medicamentos; motoniveladores, silos metálicos para cereais, carregadoras-transportadoras, tratores agrícolas, máquinas de colheita e válvulas, torneiras e registros; camisetas de malha, calças compridas, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino, calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de malha, camisas de malha de uso masculino e conjuntos de uso feminino; peças e acessórios de plástico para indústria automobilística e eletrônica e pneus novos para ônibus e caminhões; e cimentos “Portland”.

Por outro lado, ainda na comparação com março de 2014, entre as dez atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (8,9%), impulsionado, em grande parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo. Vale destacar também a contribuição positiva vinda de produtos diversos (22,6%), influenciado, principalmente, pela maior fabricação de artigos e aparelhos para prótese dentária, canetas esferográficas, próteses articulares, luvas de borracha para segurança e proteção, instrumentos e aparelhos para transfusão de sangue, moedas e lentes para óculos.

Ainda no confronto com março de 2014, bens de capital (-12,4%) e bens de consumo duráveis (-6,6%) assinalaram as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores de bens de consumo semi e não-duráveis (-3,1%) e de bens intermediários (-2,1%) também recuaram, mas com intensidade menor do que a média nacional (-3,5%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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