5 de junho de 2026

Instituições projetam aumento da inflação para 10,7%

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Jornal GGN – O prognóstico traçado pelas instituições financeiras para a inflação oficial ao fim de 2015 subiu pela 14ª semana consecutiva: segundo dados divulgados pelo relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 10,61% para 10,70%. Para 2016, a estimativa para o IPCA subiu pela terceira vez consecutiva, com o ajuste de 6,80% para 6,87%.

As duas projeções estão acima do limite superior da meta, que é 6,5% – o centro da meta é 4,5%. O Banco Central estima que a inflação só deve atingir o centro da meta em 2017. O principal instrumento usado pelo BC para controlar alta dos preços é a taxa básica de juros, a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, elevou a taxa por sete vezes consecutivas. Nas reuniões do comitê em setembro, outubro e novembro, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.

A pesquisa também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 10,99% para 10,82%, este ano, e de 6,14% para 6,11%, para 2016. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de 10,81% para 10,72%, em 2015, e foi mantida em 6,48%, no próximo ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) permaneceu em 10,85%, este ano, e subiu de 5,27% para 5,81%. A projeção para a alta dos preços administrados foi mantida em 18%, este ano, e em 7,50%, em 2016.

A inflação alta vem acompanhada de encolhimento da economia tanto neste ano quanto em 2016. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 3,62% para 3,70% este ano, no quinto ajuste seguido. Para 2016, a estimativa de queda foi alterada pela 11ª vez consecutiva, ao passar de 2,67% para 2,80%.

A projeção para a cotação do dólar continua em R$ 3,90 ao final deste ano (média dfe R$ 3,39, estável pela quinta semana), e em R$ 4,20, no fim de 2016 (com a média subindo de R$ 4,09 para R$ 4,11). No caso da balança comercial, as projeções para 2015 foram mantidas em US$ 15 bilhões pela terceira semana consecutiva, enquanto o total para 2016 subiu de US$ 31,44 bilhões para US$ 33 bilhões.

A estimativa para a dívida líquida do setor público ao fim de 2015 foi mantida em 35,50% do PIB, enquanto os dados para 2016 apóntam redução de 40,40% para 40,20%. Quanto ao déficit em conta corrente,

Os dados para o déficit em conta corrente foram mantidos em -US$ 64 bilhões para o fim deste ano, e foram ajustados de -US$ 39,52 bilhões para -US$ 38,50 bilhões em 2016.

O volume de investimento direto no país subiu de US$ 62,40 bilhões para US$ 63 bilhões, e os dados para 2016 foram mantidos em US$ 55 bilhões.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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