As taxas de juros do empréstimo consignado variam significativamente entre os bancos, especialmente para trabalhadores da iniciativa privada. Levantamento divulgado pelo Procon-SP analisou seis instituições financeiras e identificou taxas que podem variar mais de 3,9 pontos percentuais para o mesmo tipo de crédito.
Foram analisadas as modalidades de crédito consignado para servidores públicos municipais, estaduais e federais, aposentados do INSS, trabalhadores da iniciativa privada e beneficiários do Programa Crédito do Trabalhador, a partir das taxas máximas praticadas pelos bancos em 10 de fevereiro de 2026.
Trabalhadores da iniciativa privada pagam as maiores taxas
Entre todas as modalidades analisadas para contratos de 12 meses, a pesquisa mostra que os funcionários de empresas privadas enfrentam os juros médios mais elevados, com taxa média de 5,23% ao mês. As menores taxas médias foram registradas para aposentados do INSS e servidores públicos federais, ambos com média de 1,84% ao mês.
A diferença entre as instituições financeiras também chama atenção. No caso de trabalhadores da iniciativa privada, a taxa mensal variou de 3,19% a 7,11%, uma diferença de 3,92 pontos percentuais.
No prazo de 48 meses, cenário semelhante:
- Menor taxa média: servidores públicos federais – 1,78% ao mês
- Maior taxa média: trabalhadores da iniciativa privada – 4,85% ao mês
Nesse prazo, a diferença entre as taxas oferecidas pelos bancos para funcionários da iniciativa privada chegou a 3,72 pontos percentuais, variando entre 3,19% e 6,91% ao mês.
Taxas subiram em algumas modalidades
Comparando os dados de fevereiro de 2026 com outubro de 2025, o levantamento identificou aumento nas taxas médias para algumas modalidades de consignado:
- Funcionários de empresa privada: +0,76 ponto percentual
- Programa Crédito do Trabalhador: +0,44 ponto percentual
- Servidores estaduais: +0,13 ponto percentual
Já os empréstimos para servidores municipais e federais apresentaram leve queda, enquanto a taxa para aposentados do INSS permaneceu estável.
Mesmo com as variações entre bancos, o estudo mostra que o crédito consignado continua sendo mais barato que o empréstimo pessoal tradicional.
Em fevereiro de 2026, a taxa média do empréstimo pessoal foi de 8,55% ao mês, muito acima das taxas do consignado em todas as categorias analisadas. A principal razão é que, no consignado, as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício, reduzindo o risco de inadimplência para os bancos.
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