10 de junho de 2026

Liminar suspende venda de área do pré-sal da Petrobras para Statoil

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Foto: Agência Petrobras
 
Jornal GGN – Liminar concedida pelo juiz Marco Antonio Garapa de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Sergipe suspendeu a venda da área de Carcará, no pré-sal, em transação da Petrobras para a petrolífera norueguesa Statoil.
 
A negociação no valor de US$ 2,5 bilhões foi acertado em julho do ano passado, e a decisão judicial atendeu a ação popular movida por Vando Santana Gomes, que também é autor de outras ações contra a venda de ativos da Petrobras. 
 
O magistrado colocou uma multa de R$ 4 bilhões caso a Statoil comece a explorar a área. Ele também questionou o valor do venda e afirma que não houve publicidade no processo de venda. 
 
A área de Carcará foi a primeira área do pré-sal a ser vendida dentro do plano de desinvestimentos da estatal, que transferiu para a empresa da Noruega sua fatia de 66% de projeto. 

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Para o juiz, não parece “minimamente eficiente” vender uma concessão estatal com a justificativa de “não se ter condições de explorar, quer sejam condições financeiras quer sejam técnicas, por um preço que não chega a 10% do volume total de óleo esperado do reservatório”.
 
Já a Petrobras disse que a operação foi fechada em novembro de 2016 depois de ser aprovado por órgãos reguladores e de defesa da concorrência. A empresa também diz que a primeira parcela recebida da Statoil, de US$ 1,25 bilhão, já foi destinada para quitar antecipadamente dívidas com o BNDES. 
 
A estatal também afirmou que tomará as “medidas judiciais cabíveis em prol de seus interesses”. A meta da Petrobras é arrecadar US$ 34,6 bilhões com a venda de ativos até 2019. Até o fim do ano passado, foram fechadas transações no valor de US$ 13,6 bilhões.
 
Entretanto, diversas dessas negociações foram questionadas na Justiça. Em fevereiro, a estatal derrubou liminar que proibia a venda da Petroquímica Suape e Citepe, em Pernambuco, para a mexicana Alpek.
 
Depois, a empresa também venceu disputa que suspendia a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para um da canadense Brookfield, no valor de US$ 5,2 bilhões, a maior operação fechada até o momento. 
 
Já outras três operações ainda estão suspensas por decisões judiciais, envolvendo a BR Distribuidora e campos de petróleo no Nordeste e no Rio de Janeiro. A empresa também terá de recomeçar as operações que ainda não foram concluídas por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
 
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9 Comentários
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  1. J.Conselheiro

    18 de abril de 2017 2:08 pm

    Petrobras não tem Parente

    A Petrobrás é exclusiva dos brasileiros não tem nenhum Parente. Qualquer cidadão dizendo-se Parente querendo vende-la, não passa de um trapaceiro, pilantra e mal intenconado. Como tal, deve ser imediatamente  preso como estelionatário.

  2. Francisco Andrade

    18 de abril de 2017 2:14 pm

    e aí então, …

    colocaram um bando de estelionatários dentro da Petrobras, …  e os estelionatários querem vender o que não é propriedade deles, …

    no meio de um judiciário corrompido, acharam um juíz com integridade, …  vamos ver como vai ficar…

  3. jose carlos lima...

    18 de abril de 2017 2:16 pm

    E assim vamos nos

    E assim vamos nos transformando numa grande Nigéria, onde todo o petroleo e as riquezas naturais não pertencem aos nigerianos e sim as multinacionais, como a “limpinha” Shell, que acobou de ser denunciada em escandalo bilionario de pagamento de propinas naquele pais

    Porque perseguem Lula: o uso do lei como a arma de guerra contra o ex-presidente, isso como parte de desmonte de um pais que tinha, no horizonte,   um futuro luminoso para seu povo mas, não mais…

    https://josecarloslima.blogspot.com.br/2017/04/por-que-perseguem-lula.html

  4. Antonio C.

    18 de abril de 2017 2:24 pm

    Comentário

    Esse entreguismo a toque de caixa, onde daqui a pouco o país não produz nem matéria-prima para garrafa PET… bom, e se for uma corrupção deslavada e a porcentagem está entregue em contas em paraísos fiscais ou a bolada está em dinheiro vivo? Rastrear seria difícil.

    Lava-Jato seria fichinha.

    Por enquanto, suspeitas.

  5. Luis Armidoro

    18 de abril de 2017 2:31 pm

    Ainda há um pouco de

    Ainda há um pouco de patriotismo no judiciário

    Nossa justiça não é feita só de moros, janots, dallagnóis e outros trastes

  6. jose carlos lima...

    18 de abril de 2017 2:58 pm

    Re: Luis….a Nigeria é aqui…ou seríamos o Congo…

    Independencia do Judiciário?

    Amigo, comemore não, pois isso é pró-forma, pra ingles ver, essa liminar será derrubada, quando da privatização da Vale esse tipo de “bondade” da  Justiça ocorria aos montes. Tá tudo dominado. Ah sim, e avisem ao MBL e penduricalhos com suas cartilhas neoliberais anti-estado que a Statoil é estatal…

    A Statoil ASA é uma empresa estatal petrolífera norueguesa com sede em Stavanger que trabalha na extração de gás natural e petróleo. O atual diretor da presidência é o norueguês Eldar Sætre. Wikipédia

    A Noruega tem seu fundo do petróleo, como tinhamos o nosso, o Fundo Soberano do Pré-sal, devorado pela quadrilha que tomou de assalto o poder. Era uma poupança que estava sendo formada com recursos do pré-sal,,.já havia lá alguns bilhões de reais: o cofre do Fundo Soberano do pré-sal foi arrombado pela troupe golpista.

    Qual o nosso destino? Sermos uma grande Nigéria, onde quem manda são empresas “limpinhas” como a Shell e nada pertence ao nigerianos? O conluio midiático-penal, durante a Lava Jato, poupou as estrangeiras como a Shell e a Altsom, esta envolvida no trensalão tucano. As estrangeiras não foram incomodadas porque, conforme plano de Moro, publicado em 2004, que pode ser buscado por A Lava Jato pensada como operação de guerra + ggn, a intenção era mesmo destruir a indústria nacional, o pre-sal, o conteúdo nacional.
    Efeito orlof: amanhã seremos uma grande Nigéria, com a indústria do petroleo sendo comandado por mega-corporações “limpinhas e cheirosas”…como a Shell

    O nosso modelo, transformado por Lula em lei, era semelhante ao da Arábia Saudita.

    “O Estado saudita detém o monopólio da exploração e só permite a participação de empresas estrangeiras como prestadoras de serviços contratados por sua estatal. Tudo o que é extraído e produzido pertence ao país.”

    O golpe de Estado de 2016 desmontou as leis do pre-sal, saqueou o Fundo Soberano e adotou o modelo nigeriano

    O Brasil de amanhã será o que a Nigéria é hoje, onde a riqueza não pertence ao povo e sim a corporações estrangeiras “limpinhas”

    Shell está no centro de um esquema bilionário de suborno

    http://ciclovivo.com.br/noticia/shell-esta-no-centro-de-um-esquema-bilionario-de-suborno-na-nigeria/

    Re: Luis….a Nigeria é aqui…ou seríamos o Congo…

     

    1. ze sergio

      18 de abril de 2017 2:55 pm

      Re:….

      E o Risco Brasil?

      E nossa Instabilidade Política?

      E nossa pouca Segurança Juridica?

      E negociar com um Governo com pouca ou nenhuma legitimidade ?

      E perder todo o capital investido, se nova ordem política?

      E nossa Crise Econômica?

      E negociar com uma empresa á deriva; e o petróleo a cair e cada vez menos competitivo; e o aquecimento global e o apelo cada vez menor por combustíveis fósseis?

      E contaram tudo isto ao Mundo mas somente os ingênuos brasileiros é que caem nesta. Os outros entraram de cabeça no nosso petróleo. Só estavam esperando tirar o “governo-empecilho” da frente para mergulharem nesta aventura financeira maravilhosa. Somos das maiores reservas petrolíferas do planeta. Nem para gastar dinheiro que brota em jorros conseguimos demonstrar competência. Nossa limitação chega a ser inacreditável. 

       

  7. lenita

    18 de abril de 2017 6:21 pm

    Ah PSDB !

    Como eu gostaria de uma forca na praça.

  8. Carlos Cleto

    19 de abril de 2017 10:54 am

    Carcará: Uma Negociata Multi-Bilionária

    Caro Nassif:

    Eu gostaria de enfatizar três pontos,

    1) A Venda de Carcará é um escândalo de proporções multi-bilionárias, em que o prejuízo sofrido pelo Brasil equivale a três ou quatro operações Lava-Jato.

    2) O Caso Carcará desmascara a Farsa do “Programa de Desinvestimento” do senhor Pedro Parente. O “argumento” do senhor Parente é que a PETROBRÁS deveria se desfazer de ativos ditos “não-essenciais” (LIQUIGÁS, SUAPE/CITEPE, NTS, BR DISTRIBUIDORA) que não fossem ligados diretamente à Exploração Petrolífera, para arrecadar capitais a seren investidos no Negócio Petróleo. Nesse contexto, POR QUE VENDER CARCARÁ, que é um dos mais ricos campos do Pré-Sal. 

    3) A luta contra a venda de SUAPE / CITEPE e da NTS não acabou ainda. Há recursos pendentes em ambos os casos, e temos confiança em vencer.

    CARLOS CLETO.

     

     

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