……… A aceleração dos investimentos na indústria tem assegurado a expansão da capacidade de produção das empresas, e um instrumento importante para a manutenção do crescimento sustentável da Indústria tem sido o Programa de Sustentação do Investimento.
O PSI foi criado em julho de 2009, e até outubro as operações aprovadas e contratadas atingiram R$ 103 bilhões. Deste total, R$ 76 bilhões já foram liberados..
….Desempenho em doze meses – Nos últimos doze meses, encerrados em outubro, o BNDES liberou R$ 146 bilhões em financiamentos, desempenho 43% maior que o de mesmo período anterior. As aprovações ficaram em 178,9 bilhões (alta de 35%) e as consultas em R$ 238 bilhões (mais 31%) revelando vigor de investimentos……..
DeseDesembolsos do BNDES ao setor industrial crescem 57% entre agosto e outubro
BNDES, 09/11/2010
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A indústria ampliou sua participação nos desembolsos do BNDES, garantindo posição de liderança nos financiamentos concedidos pelo Banco. A informação foi divulgada em entrevista coletiva concedida pelo presidente Luciano Coutinho, nesta terça-feira, dia 9, na sede do BNDES no Rio de Janeiro.
As liberações para o setor industrial passaram de um crescimento de 21% nos sete primeiros meses de 2010, na comparação com o mesmo período do ano passado, para uma expansão de 57% no período entre agosto e outubro deste ano.
De janeiro a outubro, a indústria respondeu por 38,9% dos desembolsos do banco (R$ 45,1 bilhões),
a infraestrutura ficou com 35,7% (R$ 41,5 bilhões),
comércio e serviços ficou com 18,4% (R$ 21,4 bilhões)
e agropecuária absorveu 7% (R$ 8,1 bilhões).
Para efeito de análise, os dados não contabilizam as duas operações feitas entre o BNDES e a Petrobras, em 2009 e 2010. Elas representaram, respectivamente, desembolsos de R$ 25 bilhões e de R$ 24,7 bilhões. Foram operações não recorrentes e não têm a mesma natureza.
Sem os aportes à Petrobras, de janeiro a outubro, o crescimento médio da indústria foi de 36%, com desembolsos de R$ 45,15 bilhões. A aceleração dos investimentos na indústria tem assegurado a expansão da capacidade de produção das empresas, e um instrumento importante para a manutenção do crescimento sustentável da Indústria tem sido o Programa de Sustentação do Investimento.
O PSI foi criado em julho de 2009, e até outubro as operações aprovadas e contratadas atingiram R$ 103 bilhões. Deste total, R$ 76 bilhões já foram liberados.
O aumento dos desembolsos à atividade industrial foi generalizado, abrangendo praticamente todos os segmentos, entre eles os mais tradicionais e intensivos em mão de obra, como alimentos e bebidas (alta de 342% nos desembolsos) e têxtil e vestuário (incremento de 293%). A indústria de base, como química e petroquímica, também registrou aumento, com financiamentos de R$ 2,8 bilhões, que representaram avanço de 85% nas liberações do trimestre.
Janeiro/outubro – Excluindo as operações com a Petrobras, os desembolsos do Banco somaram R$ 116,1 bilhões até outubro último, com crescimento de 43% em relação a janeiro/outubro do ano anterior. As consultas no mesmo período atingiram R$ 199,2 bilhões (alta de 25%) e as aprovações, de R$ 138,6 bilhões, aumentaram 32%.
Nessa comparação, a Indústria respondeu por 39% das liberações totais do Banco, com desembolso de R$ 40,5 bilhões, tendo como maiores altas os segmentos têxtil e vestuário (aumento de 357%), alimentos e bebidas (144%), química e petroquímica (46%) e mecânica (37%). As aprovações de novos empréstimos à Indústria somaram R$ 48,6 bilhões (crescimento de 20%).
À infraestrutura, foram liberados nos primeiros dez meses do ano R$ 30,3 bilhões (alta de 37% na comparação janeiro/outubro de 2009) e participação de 36% na totalidade dos desembolsos do Banco. A liderança ficou com o segmento de transporte rodoviário, com R$ 21,3 bilhões liberados (mais 104%), seguido por energia elétrica, com R$ 9,5 bilhões desembolsados. Entre os projetos de energia elétrica, os destaques foram as liberações de R$ 2,1 bilhões para os empreendimentos do Rio Madeira (hidrelétricas de Jirau e de Santo Antonio), ambos projetos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Já as aprovações à Infraestrutura cresceram 27% nos dez primeiros meses do ano, atingindo R$ 51,6 bilhões. Também as aprovações de novos empréstimos para o segmento de transporte rodoviário mantiveram-se firmes no período, acumulando R$ 26,6 bilhões (alta de 153%). O resultado deveu-se, em grande parte, ao êxito do PSI, que, somente no segmento de ônibus e caminhões contratou, desde seu lançamento, cerca de R$ 35 bilhões em operações.
O setor agropecuário ficou com 7% dos desembolsos totais do Banco no período (R$ 8,1 bilhões) e comércio e serviços, com 18% (R$ 21,4 bilhões). Da mesma forma, o PSI contribuiu para ampliar os investimentos no setor de comércio e serviços, que continuou a aumentar presença no total das liberações do Banco. As aprovações de financiamento ao setor acumularam R$ 29,5 bilhões até outubro deste ano (aumento de 65%).
Desempenho em doze meses – Nos últimos doze meses, encerrados em outubro, o BNDES liberou R$ 146 bilhões em financiamentos, desempenho 43% maior que o de mesmo período anterior. As aprovações ficaram em 178,9 bilhões (alta de 35%) e as consultas em R$ 238 bilhões (mais 31%) revelando vigor de investimentos.
Nas consultas, os grandes destaques foram energia elétrica (R$ 36,5 bilhões) com projetos do Rio Madeira e de Belo Monte; transporte rodoviário (R$ 31,1 bilhões); alimento e bebidas (R$ 23,3 bilhões); material de transporte (R$ 19,4 bilhões); e química e petroquímica (R$ 10,6 bilhões). O ritmo das consultas ao BNDES confirma, ainda, a retomada de empreendimentos no setor de celulose e papel, com R$ 8,9 bilhões e crescimento de 323% em doze meses.
Do total liberado pelo BNDES em doze meses, até outubro, R$ 56,1 bilhões foram para a indústria e R$ 54,0 bilhões para infraestrutura. Para comércio e serviços, o Banco liberou R$ 26,2 bilhões e para agropecuária, R$ 9,5 bilhões.
Na indústria, alimento e bebidas liderou os desembolsos, com R$ 15,9 bilhões (alta de 117%) – segmento que vive hoje novo ciclo de investimento, sustentado pelo crescimento da demanda doméstica. Tudo indica que o comportamento se manterá nos próximos meses, pois as aprovações de novos empréstimos do BNDES para investimentos na indústria de alimento e bebidas somaram, nos últimos doze meses, até outubro, R$ 17,8 bilhões (mais 105%).
Embora com valores absolutos relativamente mais modestos (R$ 2 bilhões), o segmento têxtil e vestuário registrou no período de doze meses, até outubro, um dos maiores crescimentos de desembolsos (292% em relação a mesmo período de 2009).
Já na infraestrutura, transporte rodoviário (R$ 24,5 bilhões) e energia elétrica (R$ 13,2 bilhões) foram os maiores destaques nas liberações do BNDES no período.
Outubro – Em outubro, o BNDES desembolsou R$ 12,9 bilhões, valor 21% superior ao registrado em igual mês de 2009. As maiores altas foram registradas nos setores têxtil e vestuário (350%), metalurgia e produtos (216%), e indústria extrativa (195%). Embora ainda pequenos em termos absolutos, os desembolsos ao setor de celulose e papel cresceram 126% no mês passado, mostrando recuperação de investimentos.
Um dos destaques em outubro foram os enquadramentos, que cresceram 215% na comparação mensal, atingindo R$ 27,3 bilhões. O resultado foi puxado pela operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujo pedido de financiamento de R$ 19,5 bilhões deu entrada no Banco.
As aprovações totais de novos empréstimos no mês passado somaram R$ 9,4 bilhões, com recuo de 40%, devido à alta base de comparação de outubro de 2009. Na ocasião, o Banco aprovou R$ 4,5 bilhões ao setor de telecomunicações. Mas na análise setorial, o BNDES registrou forte alta nas aprovações ao setor de energia elétrica (218%) e transporte rodoviário (51%).
Desempenho com Petrobras – Também os resultados nos últimos doze meses, encerrados em outubro, foram influenciados pela operação de capitalização da Petrobras. Nesse período, os desembolsos do BNDES acumularam R$ 170,7 bilhões, com expansão de 34% em relação aos mesmos meses do ano anterior. As aprovações ficaram em R$ 203,7 bilhões (alta de 29%) e as consultas, em R$ 263,3 bilhões (mais 27%).
Considerando-se o impacto das operações com a Petrobras nos primeiros dez meses de 2010, os desembolsos foram de R$ 140,9 bilhões, as aprovações alcançaram R$ 163,3 bilhões (aumento de 26%), os enquadramentos atingiram R$ 201,5 bilhões (alta de 34%) e as consultas chegaram a R$ 223,9 bilhões (mais 21%)……….
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