O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu nesta quinta-feira (06/03) pela criação de um grupo de trabalho para coordenar ações, realizar diagnóstico, avaliar e propor medidas de planejamento, regulatórias e operacionais para mitigar cortes de geração renovável.
Tais cortes ocorrem seja por razões elétricas, de confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e de suas áreas elétricas ou por insuficiência de consumo para fazer frente à geração instantânea.
Segundo informações do Ministério de Minas e Energia, as ações do grupo vão envolver a ampliação e reforços da rede de transmissão, indicação de novos compensadores síncronos voltados para a região Nordeste, a antecipação de obras de linhas de transmissão, os aperfeiçoamentos dos modelos dinâmicos das usinas renováveis e da metodologia de corte e da programação e avaliações sobre utilização de sistemas de armazenamento de energia.
O grupo será coordenado pela Secretaria Nacional de Energia Elétrica (SNEE) do Ministério de Minas e Energia (MME) e contará com a participação da Secretaria-Executiva (SE/MME), da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP/MME), da Subsecretaria de Assuntos Econômicos e Regulatórios (SAER/SE/MME) e a Assessoria Especial de Assuntos Técnicos (AETEC/GM/MME).
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) também estarão presentes no grupo de trabalho.
Escuderie Le Coq
6 de março de 2025 5:25 pmErro grave.
Nenhuma forma de energia, se consumida, é renovável.
A biomassa consome muita água, e largas porções de terra (caso do etanol, por exemplo), em cultivos extensivos, que seriam imprescindíveis para a segurança alimentar.
Com o cenário que se avizinha, com as corporações financeiras no controle dos preços da comida, terra será crucial.
Não faz o menor sentido ocupar terras onde se produziriam alimentos para produzir combustível.
A energia hidrelétrica nem precisa de explicação, também consome terras da agricultura, além das alterações hidrodinâmicas em rios, e suas repercussões ambientais óbvias.
A energia eletroquímica é poluente e desastrosa desde a mineração, produção e, enfim, até o descarte.
As torres eólicas são feitas de materiais poluentes, produzem ruído insuportável e o descarte das estruturas é de alto impacto.
A energia fotovoltaica idem, as placas são feitas de materiais a base de carbono, ocupam vastas faixas de terra, e são de descarte difícil.
Nem vou mencionar a eficiência, ou seja, a unidade de força gerada por unidade monetária.
Se for efetuado esse cálculo, aí então, já era.
Então, é preciso seriedade.
As opções energéticas devem ser apresentadas sem essa “lavagem verde”, para que as decisões sejam adotadas em nome do interesse público, e não apenas parte do público, como sempre foram, até aqui