Montadoras vão aportar R$ 41 bilhões no mercado brasileiro

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Em evento em São Bernardo, presidente Lula destacou política industrial com foco em sustentabilidade e inovação para atrair investimento

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à linha de produção da da Volkswagen, em São Bernardo do Campo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O setor automotivo vai aportar pelo menos R$ 41 bilhões em investimentos no Brasil ao longo dos próximos anos, o que vem de encontro com a estratégia de reindustrialização adotada pelo governo federal.

Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São Bernardo do Campo durante o anúncio do Novo Ciclo de Investimentos da Volkswagen do Brasil.

A montadora alemã pretende R$ 16 bilhões no país até 2028, com foco em descarbonização, para lançar 16 novos veículos, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e total flex. A esse valor serão somados mais R$ 9 bilhões até 2028.

“Eu fico extremamente feliz de vir à Volkswagen ouvir o anúncio de um investimento de R$ 16 bilhões até 2028. Mas não é só a Volkswagen, o setor automotivo do país está anunciando R$ 41 bilhões em investimentos porque as pessoas voltaram a acreditar nesse país”, afirmou o presidente.

Além da montadora alemã, a General Motors anunciou um plano de investimentos de R$ 7 bilhões no Brasil até 2028 com foco na melhora da capacidade e das condições de produção da montadora, além do desenvolvimento tecnológico, em especial nas áreas de veículos elétricos, energias renováveis e controle de poluentes.

Já a montadora chinesa BYD trabalha na instalação de três novas unidades fabris em Camaçari, na Bahia, para produção de caminhões elétricos, carros elétricos e híbridos e chassis de ônibus, totalizando investimentos de R$ 3 bilhões.

No caso da empresa chinesa, a planta na Bahia será a primeira fora da Ásia. Também será instalado em Salvador um centro de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologia de um motor híbrido flex, para combinar o etanol com o motor elétrico.

Outras montadoras que anunciaram novos recursos no Brasil até 2032 foram Great Wall (R$ 10 bilhões entre 2023 e 2032); Renault (R$ 5,1 bilhões de 2021 a 2027); CAOA (R$ 4,5 bilhões entre 2021 e 2028); e Nissan (R$ 2,8 bilhões de 2023 a 2025), de acordo com dados do jornal Valor Econômico divulgados pelo governo federal.

Retomada do setor

Os novos investimentos anunciados pelas montadoras vêm ao encontro das iniciativas de reindustrialização que têm norteado o governo brasileiro, a exemplo dos programas Nova Indústria Brasil e do Novo PAC.

Em 22 de janeiro, o presidente Lula recebeu o plano para uma nova política industrial para o Brasil, chamada de Nova Indústria Brasileira e elaborada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).

A iniciativa prevê investimentos da ordem de R$ 300 bilhões até 2026 para promover a reindustrialização do país, com foco na sustentabilidade e inovação, além da geração de empregos.

“A nova indústria são quatro coisas: inovação, descarbonização, exportação e competitividade. O presidente Lula lançou 4% TR para pesquisa, desenvolvimento e inovação. São R$ 102 bilhões. BNDES, Finep e Embrapii. Então, estimular a inovação, veículos melhores, emitindo menos carbono, com mais eficiência energética e mais competitivo”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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