
Meses atrás a imprensa se impressionou com a “socialite”, que se dizia herdeira de um grande banqueiro suíço, sócio do Credit Suisse, que decidira doar R$ 500 mil para a campanha de Lula. Aqui no GGN mostramos que o avô não era Peter Paul Luchsinger, mas Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger e jamais foi banqueiro na vida.
O episódio permitiu que viessem à tona informações perdidas sobre uma disputa judicial em torno da fortuna acumulada por Roger Ian Wright, o banqueiro que morreu com toda a família em acidente de jatinho em Trancoso.

Quando morreu com toda a família, em um acidente trágico em Trancoso (BA), o banqueiro Roger Ian Wright deixou uma fortuna estimada em US$ 700 milhões mais US$ 200 milhões em obras de arte.
Wright foi um inglês que aportou no Brasil, tornou-se sócio do Banco Garantia, depois montou seu próprio fundo, o Arsenal, com o qual administrava algumas das grandes fortunas brasileiras.
No acidente da TAM de 1996, perdeu a esposa Barbara Luchsinger Wright, com quem teve dois filhos, Felipe e Verônica. A mãe de Bárbara, Cecília Alves Pereira, morreu de infarto, poucos dias após a morte da filha.
Wright constituiu uma segunda família. Em maio de 2009, um acidente de seu jatinho em Trancoso levou o restou da família, incluindo os dois filhos do primeiro casamento, a nova esposa e os novos filhos.
E aqui começa uma história que certamente envolverá uma boa disputa jurídica.
Wright deixou uma fortuna estimada em US$ 700 milhões em ativos financeiros e US$ 200 milhões em obras de arte. No acidente morreram todos seus descendentes, esposa, filhos e netos. É aqui que começa o enredo de uma novela que poderá se estender.

Meses atrás a imprensa se impressionou com a “socialite”, que se dizia herdeira de um grande banqueiro suíço, sócio do Credit Suisse, que decidira doar R$ 500 mil para a campanha de Lula. Aqui no GGN mostramos que o avô não era Peter Paul Luchsinger, mas Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger e jamais foi banqueiro na vida.
O episódio permitiu que viessem à tona informações perdidas sobre uma disputa judicial em torno da fortuna acumulada por Roger Ian Wright, o banqueiro que morreu com toda a família em acidente de jatinho em Trancoso.

Quando morreu com toda a família, em um acidente trágico em Trancoso (BA), o banqueiro Roger Ian Wright deixou uma fortuna estimada em US$ 700 milhões mais US$ 200 milhões em obras de arte.
Wright foi um inglês que aportou no Brasil, tornou-se sócio do Banco Garantia, depois montou seu próprio fundo, o Arsenal, com o qual administrava algumas das grandes fortunas brasileiras.
No acidente da TAM de 1996, perdeu a esposa Barbara Luchsinger Wright, com quem teve dois filhos, Felipe e Verônica. A mãe de Bárbara, Cecília Alves Pereira, morreu de infarto, poucos dias após a morte da filha.
Wright constituiu uma segunda família. Em maio de 2009, um acidente de seu jatinho em Trancoso levou o restou da família, incluindo os dois filhos do primeiro casamento, a nova esposa e os novos filhos.
E aqui começa uma história que certamente envolverá uma boa disputa jurídica.
Wright deixou uma fortuna estimada em US$ 700 milhões em ativos financeiros e US$ 200 milhões em obras de arte. No acidente morreram todos seus descendentes, esposa, filhos e netos. É aqui que começa o enredo de uma novela que poderá se estender.
O casal Pedro Paulo e Dalva
Pedro Paulo Luchsinger nunca foi Peter Paul, nem sócio do Credit Suisse, muito menos banqueiro ou abonado.
Era filho de família antiga na Suíça, radicada em Glarus. Parte dela migrou para o Rio Grande do Sul no século 19.
Seu avô era Johann Rudolf Luchsinger, com o nome abrasileirado para João Rodolfo; a mãe, Maria Luiza Bier Luchsinger, gaúcha, mas radicada na Suíça, nesses imbróglios da migração do final do século 19.
Um filho deles, Paulo Arnold Luchsinger, nascido e morto em Zurique, teve um filho, Paulo Arnold Rudolf Luchsinger, que teve, como filho único, Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger, nascido em Zurique, mas mudando-se criança para Porto Alegre, o sogro de Roger Ian Wright.
Nos anos 70, já radicado no Rio, Pedro Paulo tinha uma lavanderia industrial em Jacarepaguá. E, como cliente, o pensionato de uma senhora, Maria Thereza Azeredo Echandi, também dona de um antiquário na travessa Madre Jacinta. Senhora caridosa, criou inúmeras crianças, e entrou cedo na vida da jovem Dalva Machado Leonardo.
Dalva era uma dos onze filhos de um comerciante de Marataízes, cidade praieira do Espirito Santo. O pai tinha alguma posse, um posto de gasolina, um mercadinho. Mas engravidou uma jovem e foi denunciado pela própria esposa. Foi preso, a família se desfez e seus onze filhos se espalharam pelo país.
Aí apareceu Maria Thereza, frequentadora de Marataízes, e levou as irmãs Dalva e Dalila para serem criadas no seu pensionato se tornando sua mãe adotiva de fato.
Anos depois, Dalva voltou para Marataízes e lá soube que Pedro, já separado da esposa, perguntava insistentemente por ela.
Voltou para o Rio, reencontrou Pedro e se casaram no dia 22 de dezembro de 1987, ele com 60 anos, ela com 30, passando a se chamar Dalva Leonardo Luchsinger
Os negócios de Pedro já iam mal. A partir de 1990, segundo Dalva, ele se tornou totalmente dependente dela. Quando o dinheiro acabou de vez, Dalva levou o marido para morar em Marataízes, na casa que restara da sua família. E chamou uma irmã e a sobrinha Andrea, então com 9 anos, para morar com eles e ajudar a cuidar de Pedro.
Pedro Paulo tinha a aposentadoria brasileira, uma aposentadoria suíça e a filha, Bárbara, ajudava o pai com uma quantia mensal. Dalva bancava a casa e ele algumas compras esporádicas.
Algum te

mpo depois, Dalva conseguiu um bom emprego na Itália, uma história um pouco confusa, para trabalhar como assessora pessoal de um juiz de direito em uma cidade do interior do país. Foi apresentada por amiga influente na Itália.
Voltava duas vezes por ano ao Brasil, mas mandava mensalmente dinheiro para ajudar no sustento da casa e de Pedro Paulo. Nesse período, a convivência maior de Pedro foi com Andrea que lhe fazia companhia.
Pedro almoçava
fora de casa, ia todo dia à praia e Andrea cuidava da sua saúde, providenciando as consultas médicas e controlando os remédios que ele tomava. Pedro Paulo lhe deu a primeira bicicleta, o material escolar e, mais tarde, quando ela se casou, a ajudou a cuidar dos seus filhos, que tratava como netos.
E era excepcionalmente mão aberta. Quando foi conferir seu extrato, Dalva se deparou com muitas mulheres amparadas por ele.
Até sua morte, em 1996, Barbara telefonava diariamente para conversar com o pai. Acolhia o pai e a esposa na casa que tinham em São Paulo. Em um casamento mais refinado, ela mesmo tratou de presentear Dalva com o vestido para a cerimônia. E Dalva testemunhava os pequenos entreveros pessoais com o irmão e a sobrinha, como no dia em que Roberta se apresentou como filha de Roger e Barbara em uma festa da família Gerdau, provocando reações da prima Verônica.

Com o segundo filho, Roberto, a relação não era amistosa. Romperam no início dos anos 90 por conta de disputas em torno da fazenda que fazia parte da herança da esposa, filha de fazendeiros de Miraí. Poucas vezes se falaram. A neta Roberta – a “socialite”, segundo a mídia – ligava periodicamente pedindo ajuda financeira ao avô para pagar faculdade e cobrir outras despesas.
Quando o avião de Roger Wright caiu em Trancoso, matando toda a família, a vida de Pedro Paulo mudou.
No acidente morreram todos os descendentes de Bárbara Luchsinger Wright, filhos e netos. E sobraram apenas dois ascendentes diretos dos filhos Felipe e Verônica: o avô materno, Pedro Paulo, e a avó paterna, Ellen Marion Wright, inglesa.
O sumiço de Pedro Paulo
Pouco tempo depois do acidente de Troncoso, Roberto e a filha Roberta apareceram inesperadamente em Marataízes, acompanhados de uma advogada. Pedro Paulo estava tomando café na praia.
Queriam a todo custo que ele fosse para Miraí. Segundo a advogada, havia alguns problemas que só ele poderia resolver. Pedro Paulo consultou Andrea que lhe disse que seguisse o seu coração.
Ele prometeu:
– Vou lá conhecer minha bisneta, resolver o que tiver que resolver e semana que vem estarei de volta.
Não voltou mais. Seu telefone deixou de atender às ligações. Uma vez apenas Andrea conseguiu falar com ele, em uma ligação curta, que ele mesmo chamou e na qual se dizia vigiado. Outra vez, em uma viagem a São Paulo, conseguiu escapar do apartamento da filha, na rua Maranhão, e ir até o apartamento de uma cunhada na Albuquerque Lins. Lá, queixou-se do confinamento.
Pedro Paulo morreu no ano passado em Miraí. Foi enterrado em um caixão simples, fornecido pela prefeitura. Logo depois, sua neta Roberta aparecia em todos os jornais como a socialite que doaria R$ 500 mil para Lula.
A disputa pela herança
A disputa se dá pelas heranças de Verônica e Felipe. Pelo que se depreende dos inventários, a herança era constituída basicamente por imóveis e obras de arte. Provavelmente os valores financeiros acumulados por Roger não entraram na partilha.
O inventário de Verônica Luchsinger Wright corre em São Paulo. É o processo
011.09.114442-7. E a inventariante foi a avó paterna, Ellen.
O inventário de Felipe corre na 4ª vara de Família e Sucessões, no Fórum João Mendes em São Paulo. Nele consta o nome de Dalva Leonardo Luchsinger, a viúva do avô. A inventariante era Ellen. Roberto, o filho de Pedro Paulo, entrou com pedido de impugnação no inventário de Felipe, sustentando que ele teria morrido fora do avião, não havendo simultaneidade, razão pela qual solicitava a retirada de Ellen como inventariante inclusive dos bens de seu filho Roger.
O pedido foi rejeitado.
Na sentença, diz o juiz:
Caracterizada de maneira insofismável a comoriência das vítimas do acidente aéreo, resulta que os bens de Roger não passaram para o seu filho Felipe e muito menos deste para o avô materno Pedro, autor desta ação. Possível concluir que
Pedro não é herdeiro de Roger, nem tem qualquer interesse no inventário deste e, portanto, nada tem a reclamar.
A disputa, então, ficou sobre os bens de Felipe e Verônica.
No caso de Verônica, a disputa se deu em torno de imóveis e obras de arte, pelo que se depreende do despacho do juiz:
Segundo o herdeiro Pedro, há valiosas obras de arte e alfaias nos imóveis deixados pela falecida, aos quais ele não tem acesso. Opõe-se à ocupação exclusive dos bens por parte da inventariante e alega que também tem direito à sua utilização. Afirma que os bens não constam das primeiras declarações e que há risco de dissipação. Requer seja expedido mandado de constatação dos bens móveis existentes nos imóveis indicados às fls. 192/193.
Resolvido o caso com a inventariante Ellen, com a morte de Pedro Paulo abriu-se nova disputa, agora com seus herdeiros.
A viúva Dalva retornou da Itália, injuriada com o fato de terem levado até os móveis de sua casa e não terem quitado uma dívida de 400 dólares que Pedro Paulo gastou com seu cartão.
Depois, se deu conta de que havia muito mais em jogo. Contratou um advogado, foi conferir oos inventários e, para sua surpresa, na certidão de óbito de Pedro Paulo Luchsinger, fornecido pelo Registro Civil das Pessoas Naturais de Miraí, ele aparece como viúvo. O que poderia remeter o caso para a esfera criminal.
Nos próximos meses deverá ter início uma nova batalha, que tem um ingrediente a mais para apimentar o jogo: além da viúva, Pedro Paulo teve mais uma filha em Marataízes, que ajudou a criar. A moça tem 21 anos e ainda não foi informada sobre seus direitos à herança do pai.
André Oliveira
5 de dezembro de 2017 11:25 amEsse é o roteiro do próximo
Esse é o roteiro do próximo Game of Thrones?
Luiz Claudio de Assis Pereira
5 de dezembro de 2017 12:04 pmQual a relevância desse assunto?
Caro Luís Nassif, sabes bem a admiração que tenho, da mesma forma que muitos dos teus leitores, pelo teu trabalho.
Apesar disso, creio que cabe a pergunta: qual a relevância desse assunto frente a outros tantos que, muito bem, diga-se de passagem, estás investigando? E também a outros temas que insistes em não investigar?
Não seria melhor “perder” teu tempo e o de teus colaboradores investigando a atuação política da maçonaria, por exemplo?
Será que não tem maçom metido nessa história, assim como em outras tantas histórias sinistras como essa?
casantos
5 de dezembro de 2017 1:11 pmRelevância do assunto
Trata-se de desmascarar uma fraude. Roberta Luchsinger fez alarde na imprensa dizendo que doaria a Lula uma quantia de que não dispunha.Blogs de esquerda como o Diário do Centro do Mundo repercutiram acriticamente o conto de fadas da socialite socialista.
Quando Nassif expôs a farsa, meses atrás, Roberta o acusou de mentiroso e alguns incautos que acreditaram nela o atacaram. Questionada por mim, via Twitter, não respondeu e me bloqueou.
Ela tem feito campanha nas redes sociais e vi rumores de que se candidataria a deputada em 2018.
Luiz Claudio de Assis Pereira
5 de dezembro de 2017 1:27 pmQual a relevância desse assunto?
A meu ver, essa matéria só fez voltar à tona um assunto já esquecido. Pode até fazer justiça a quem denunciou a fraude, mas…
Por outro lado, não só eu, mas um número relevante de leitores está à espera de um posicionamento do Nassif em relação ao tema que ele mesmo levantou quando publicou o “Xadrez da Maçonaria no Brasil”.
O que aconteceu? Perdeu o interesse? Ou serão as antigas e famosas “forças ocultas” que o levaram a desistir do assunto?
Rafael Pacheco
5 de dezembro de 2017 1:43 pmCuiroso
Curioso… onde aparece Banco Garantia, tem história complexa por trás.
Dois acidentes aéreos numa mesma família, e negócios com um banco que em algum momento da história teve relação com Daniel Dantas.
Sinto que essa história toda aí, se apertar, dá mais caldo.
Luiz Claudio de Assis Pereira
5 de dezembro de 2017 3:38 pmQuadrilha Maçônica.
Posso assegurar que esse Daniel Dantas, tal como o outro DD (Deltan Dallagnol), nasceu, cresceu e se formou numa Loja Maçônica.
Só o Nassif não quer enxergar isso. Por que será?
AMORAIZA
14 de dezembro de 2017 8:38 pmSerá
que sem querer o Nassif mexeu num vespeiro?
Realmente é tudo muito estranho nessa família.
Maria Luisa
5 de dezembro de 2017 1:47 pmO banqueiro, os herdeiros e os oportunistas
As novelas da Globo não estão com a audiência baixa? Olha ai um enredo dos bons: poder, gloria, dinheiro e traições. Desde que o mundo é mundo… Herança sem herdeiros diretos sempre são cenarios de multiplos interesses e de disputas atrozes e isso ai vai ser uma luta e tanto.
Alan Carvalho
5 de dezembro de 2017 3:04 pmCaras
Momento Caras do GGN.
Felipe Peixoto
5 de dezembro de 2017 6:01 pmÉ sempre bom ver podres da
É sempre bom ver podres da low society. Rs.
rafael tavares
5 de dezembro de 2017 5:32 pmEm estado febril por causa de
Em estado febril por causa de uma bendita gripe quase tive um treco tentando entender os links entre todos esses nomes…Sempre é bom lembrar que o delegado ou ex-delegado Protógenes da Operação Satiagraha se casou com a tal de Roberta Luchsinger, ”a herdeira do banco”… E antes da tal ‘oferta’ ao Lula certa imprensa dizia q os 2 estavam morando na Suiça…Sobre os maçons acho perda de tempo. Maçom hoje em dia é igual ter Visa ou Mastercard. Eu recebo spam de loja maçonica de SP vivendo a 600 km de distância. Basta ver aquela lista de maçons famosos. Todos os políticos são maçons. Só o Lula e o Geraldo (Opus Dei) é que não são! Até os ‘insupeitos’ palhaços Arrelia e Carequinha eram! Coisa q me chamou atenção na tal lista é a quantidade políticos acusados de corupção. Existe aquela crença q na admissão de membros eles são muito rigorosos mas parece q depois q o cara entra a coisa rola meio frouxa ou então deve ser difícil expulsar alguém do grupo. Perda de tempo se ocupar com maçonaria, quase todos os políticos são, até os fundadores e o dinheiro dos EUA eram ou são!
Luiz Claudio de Assis Pereira
5 de dezembro de 2017 7:21 pmMotivos para se preocupar com a Maçonaria.
Rafael, vou relevar por conta do teu estado febril.
Vamos lá. Estamos diante da seguinte situação: enquanto eu acho que a equipe do GGN (Luis Nassif e cia) deveria se dedicar a investigar coisas mais importantes do que herança de família (como por ex., a atuação política dos maçons), você acha que é “perda de tempo se ocupar com a maçonaria”. E olha que interessante: seus motivos são exatamente os mesmos que os meus.
Vou repetir suas palavras com um simples “copiar e colar”.
“Coisa q me chamou atenção na tal lista é a quantidade políticos acusados de corupção. Existe aquela crença q na admissão de membros eles são muito rigorosos mas parece q depois q o cara entra a coisa rola meio frouxa ou então deve ser difícil expulsar alguém do grupo.”
Precisa dizer mais alguma coisa?
Felipe Peixoto
5 de dezembro de 2017 5:59 pmSugestão
Nossa… essa reportagem precisa de um inforgráfico, porque deu um nó na cabeça aqui….
Inclusive, não sei se é possível, mas seria muito legal se o GGN pudesse investir um pouco mais graficamente nas reportagens e no site, algo como o nexo faz.
Não gosto da linha editorial do nexo, mas as reportagens tem sempre infográficos, mapas e outros recursos visuais autoexplicativos, tornando as noticias mais atraentes para o leitor. Acho que pode ser uma boa.
Abraços !
Anônimo
25 de março de 2025 8:00 amAté uma árvore genealógica desenhadinha, cairia melhor que esse fio enovelado que não desata em nada.
João de Paiva
5 de dezembro de 2017 6:26 pmBoa reportagem. Mas por que não ouviu Roberta?
Agora sim, fustigado por mim e por outros leitores, Luís Nassif fez o que se espera de um jornalista: investigou, apurou, resumiu e narrrou fatos. O caso é super-complexo (imagino que neste momento Nassif esteja pensadndo com seus botões: “Por que me meti nesse imbroglio?”) e faltam muitas peças para montar o quebra-cabeças.
Mas as dúvidas centrais permanecem. Roberta Luchsinger alguma vez se disse herdeira dos banqueiros suíços ou foi a mídia – sempre interesseira e interessada, sobretudo quando Roberta tinha relacionamento amoroso com o ex-DPF, Protógenes Queiroz – que a colocou nessa condição?
Por que Luís Nassif não se dispôs a ouvir Roberta Luchsinger, dando a ela a oprtunidade de contar a versão dos fatos que ela considera verdadeira? Mais ainda: tendo reunido essas informações mostradas na reportagem, Nassif procurou Roberta, para que ela desse explicações? Se não o fez, por quê? Seria uma ótima chance de desmenti-la, não é mesmo?
Agurado novas reportagem, para conclusão do caso.
Luiz Claudio de Assis Pereira
5 de dezembro de 2017 8:14 pmDesculpe-me lá!
Oh, João, tu consegues imaginar quanto, o Nassif e sua equipe, gastaram para elaborar essa matéria, seja em termos de recursos financeiros, materiais ou humanos, pá? Então, não consegues ver que a relação “custo x benefício” desta matéria não a justifica? E ainda queres que o Nassif vá atrás da rapariga?
Junta-te aos que estão à espera de um posicionamento do Nassif sobre o “Xadrez da Maçonaria no Brasil” e vais ter algo que realmente vale a pena ser discutido.
Desculpe pelo desabafo.
João de Paiva
6 de dezembro de 2017 9:53 amMas foi Nassif quem procurou a encrenca…
Luiz Claudio,
Se você tiver lido com atenção meus comentários, terá percebido que eu levo em conta esse desgastes, esse dispêndio desnecessário e essa “enrascada” em que Luís Nassif se meteu. Escrevi: “A essa altura Nassif deve estar pensando e dizendo aos seus botões: ‘por que me meti nesse imbróglio’?”
É certo que Roberta Luchsinger – seja ela uma charlatã, uma fraude ou uma socialiste rica, como ela e mídia golpista disseram que ela era/é – não tem essa importância toda e quis se aproveitar e capitalizar, se fazer conhecida, usando a imagem, o prestígio e a popularidade de que desfruta o Ex-Presidente Lula. As declarações dela foram notícia e deveriam ser divulgadas, sim; mas não com o destaque que o DCM e o GGN deram. Um leitor até levantou suspeitas de que esses portais usaram o caso para alavancar audiência, o que não me parece provável, pois ambos são lidos e acesados por milhões de brasileiros, todos os dias. E não é por notícias assim que o DCM e o GGN possuem tanta audiência e credibilidade, a ponto de incomodar, e muito, o oligopólio que constitui o PIG/PPV.
Luís Nassif, apesar dessa reportagem, continua devendo explicações a todos nós, seus fiéis leitores. Antes de desqualificar Roberta Luchsinger ele deveria ter feito esse trabalho de investigação e apuração, para confrontá-la com os fatos e dados apurados. Se fizesse isso e a convidasse para entrevista, em que ela pudesse relatar a versão dos fatos que, segundo ela, corresponde à verdade, Nassif teria a chance de ouro de colocá-la contra a parede, desmentindo-a. Em vez disso, Nassif preferiu excluí-la das redes sociais, alimentando as dúvidas e suspeitas, além de revelar que havia emitido opinião e juízo de valor antes de apurar os fatos/denúncias que tinha feito contra Roberta.
Nem mesmo esta custosa reportagem conseguiu dirimir as dúvidas. Note que não há respostas para as três perguntas que faço ao Nassif e à equipe do GGN.
Portanto, se o caso não era tão importante, por que Nassif se meteu a desqualificar a mulher, sem ter os elemntos probatórios da denúncia que fez contra ela?
Luiz Claudio de Assis Pereira
6 de dezembro de 2017 1:16 pmNassif e o benefício da dúvida.
João,
O Nassif ainda dispõe do benefício da dúvida, sem dúvida.
Mas, pra mim, particularmente, a cada dia que passa sem que ele se posicione sobre um outro assunto que, da mesma forma que esse, ele mesmo levantou, sua credibilidade, a dele, claro, fica mais abalada.
Espero que ele atenda aos teus comentários no caso da herdeira e aos meus no caso do “Xadrez da Maçonaria no Brasil”.
Detalhe: no caso da “atuação política da Maçonaria”, o Nassif não vai gastar tanto tempo e dinheiro como ele gastou com a Roberta Luchsinger, pois já recebeu muita informação. Ele só precisa rejuntar as peças do Xadrez e publicar a conclusão a que chegou: afinal, a Maçonaria atua ou não em (quase) todos partidos políticos? Caso positivo, isso é bom ou ruim para o Brasil?
Viviane M
6 de dezembro de 2017 12:21 amOutras dúvidas
Até porque, para quem recebeu (ou está para receber) parte de uma herança de US$1 bi (um bilhão de dólares? É isso mesmo?), doação de R$500 mil seria “dinheiro de pinga”.
Além disso, a “tabelinha” entre este site e o DCM, um acusando e o outro defendendo, para, poucos dias depois, apresentarem a seus leitores um “projeto de investigação colaborativa sobre a Operação Lava Jato”, pode dar a entender que todo esse imbróglio foi para aumentar às pageviews de ambos os sites.
HEBERT SAMPAIO
5 de dezembro de 2017 7:45 pmCansei de ler, não consegui
Cansei de ler, não consegui chegar até o fim. Não é um nó simples este imbróglio, e sim um nó de pinha em pingo d’água. O negócio está tão enrolado que acredito que a socialite lá se confundiu e pensou que era herdeira mesmo.
Fernando J.
5 de dezembro de 2017 9:41 pmFim de uma patranha, de uma picaretagem
A picareta, Robertinha Rockfeller Luchsinger, aparececomuma história com cheiro de armação, cara de armação, focinho de armação, rabo de armação, orelhade armação: era armação, a “doação” que nunca existiu, vinda de alguém que não paga o condomínio do prédio onde mora. Daí a picareta é bloqueada no twitter, e fica à vontade para sambar, “provando” que era de fato herdeira de uma suposta fortuna. Armação com picaretagem.
Tenho twitter, mas quase não uso, mas diante disso, fui lá e comecei a seguir a Betinha Rockfeller. Diversão pura. Ela passou a ser tratada como heroína por um bando de babacas (todos homens). Em 05.09.2017, anotei no meu caderno as babações dos seus seguidores, marmanjos babacas: “Nossa musa!”; “Boa noite, anjo bom dos pobres” (essa eu quase enfartei de tanto rir); “Bom dia, nossa flor mais linda do nosso dia, igual a vc só vc mesma”; “Nossa musa, musa do PT, nós te amamos!”
O que leva as pessoas a se comportarassim? Será que tudo isso é carência afetiva?
Betinha Rockfeller Luchsinger inventou uma patranha, e com essa patranha vai se candidatar a deputada em 2018, se houver eleição. E “nossa musa” vai se eleger, pelo visto, seguidores babacas é que não faltam. Todos crentes de que a Betinha Picareta doou 500 mil pro Lula (meodeos!)
Competia ao Nassif não ficar batendo boca no twitter com a picareta tresloucada, mas fazer o que fez, de forma brilhante, os demais veículos de mídia abandonaram o casoquando sentiram ocheiro de picaretagem no ar, e não foram atrás. Dona Betinha desancou o Nassif por semanas a fio no twitter, sob o aplauso dos idiotas de sempre.
Parabéns, seu Nassif.
Renata Gouveia Delduque
5 de dezembro de 2017 10:05 pmboa investigação
Muitos casos que aparentam riqueza, glamour, não resistiriam a uma boa lupa. O dessa moça serve para deixar a gente esperto e para mostrar que a mídia alardeia tudo que se refere a Lula sem nem se preocupar em investigar, como fez o Nassif.
Daqui a pouco diriam que os valores que a moça doaria ao Lula são na verdade do Lula – “ocultação de patrimônio”, rs.
Quanto à história em si, desejo boa sorte à Dalva e espero que quando ela conseguir uns quadros e uns imóveis, faça o favor de dividir um pouco com sua sobrinha Andrea de Marataízes.
Francisco Águas
6 de dezembro de 2017 11:53 amTexto confuso.
Texto confuso.
AMORAIZA
14 de dezembro de 2017 8:27 pmComoriência
Morte simultânea de todos os herdeiros.
É um instituto do direito civil previsto no artigo 8º do Código Civil e pode ser tanto o pesadelo quanto a sorte grande de um advogado que se ponha a tentar um inventário.
De minha parte, nem por todo dinheiro do mundo, como nesse caso.
É uma briga tão grande, aparecem tantos herdeiros e incidentes processuais que o inventário pode atravessar gerações e os bens podem perecer sem que ninguém deles aproveite, enquanto que o advogado só fica na promessa de receber dos herdeiros. Os custos são astronômicos.
A única vantagem, como no caso, é ter o status de herdeiro e gastar por conta do que não sabe se um dia será seu.
[video:https://youtu.be/rnjdMGqJTRE%5D