5 de junho de 2026

Para Mantega, incentivo ao crédito não vai elevar inflação

Jornal GGN – As medidas anunciadas nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central só puderam ser adotadas graças a um cenário de melhora da economia brasileira, conforme opinião manifestada pelo ministro Guido Mantega durante o anúncio das medidas. Segundo ele, apesar de estimularem o crédito, as medidas não deverão aumentar a inflação no país.
 
“O BC tem sido muito bem sucedido. A inflação está sob controle, e com o preço de alimentos caindo. Foi por isso que ele [BC] resolveu irrigar gradualmente a economia, com medidas que melhorarão o crédito” também de forma gradual, disse Mantega. Segundo ele, a economia do país “está sólida” e não patinando como dizem alguns críticos.
 
“É justamente porque a inflação está absolutamente controlada que estamos tomando essas medidas de flexibilização, a fim de irrigar com crédito alguns setores da economia”, disse o ministro. “A Copa do Mundo foi boa, apesar de ter [resultado em] menos dias úteis [para o país durante os jogos]. O cambio está estável; o fluxo de capital externo está positivo e despertando interesse no exterior. Além disso, a inflação no mês passado foi perto de zero, após vir caindo nos últimos quatro meses”, argumentou.

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Segundo ele, o endividamento das famílias tem caído nos últimos meses, bem como a inadimplência. Famílias estao habilitadas para isso, com famílias trabalhando e tendo sua massa salarial crescendo.
 
Mantega acrescentou que as medidas adotadas pelo governo são, em sua maioria, de âmbito regulatório, e fazem parte de um conjunto de esforços que buscam melhorar o marco regulatório. “A tendência”, disse ele, “é reduzir o custo para consumidor e empresário, criando condições para redução do spread [diferença entre a taxa que os bancos pagam aos depositantes e a taxa cobrada nos empréstimos]. Mas isso é uma decisão do mercado, que é livre. O que nos cabe é criar condições para que esses custos baixem. Apenas demos as condições propícias para essa redução”.  As informações são da Agência Brasil.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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7 Comentários
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  1. Jorge Luis

    21 de agosto de 2014 6:07 pm

    “O BC tem sido muito bem

    “O BC tem sido muito bem sucedido. A inflação está sob controle, e com o preço de alimentos caindo.”

    Alguém mais inteligente que eu, pode me explicar qual a relação entre o aumento da SELIC e a queda nos preços dos alimentos?

    1. aliancaliberal

      21 de agosto de 2014 7:01 pm

      Aumentar a SELIC é a

      Aumentar a SELIC é a tentativa de monetizar a anterior expansão monetária, ou seja queimar o excesso de moeda na economia.

      Com menos moeda,  há ou deveria haver uma redução do consumo e os preços deixam de subir, o aperto faz a economia reduzir o consumo.

      O problema e que esta interferência altera o risco moral da economia alterendo o sistema de formação de preços com o decorer do tempo.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=LiwLn9_Z7Ao%5D

       

       

    2. Wolwerine

      21 de agosto de 2014 8:29 pm

      Queda de preços e SELIC

      Resposta – Com o aumento da taxa SELIC, há menor disponibilidade de recursos (R$) e menor busca por crédito. Com  menor disponibilidade de recursos (R$), há menos consumo. Com menos consumo, os preços dos produtos (inclusive alimentos) tendem a diminuir. Dessa forma, há uma estreita relação entre queda de preços e aumento da taxa SELIC.

      1. Jorge Luis

        21 de agosto de 2014 10:57 pm

        Essa é a explicação oficial.

        Essa é a explicação oficial. O que eu quero é saber qual a REAL ligação entre a SELIC e as taxas cobradas pelos bancos e, principalmente, quem compra alimentos a crédito e também quem reduziria o seu consumo por causa de 1% a mais na SELIC (veja bem, não estou falando de imóveis, eletrodomésticos, automóveis ou máquinas, mas apenas de alimentos).

        1. aliancaliberal

          22 de agosto de 2014 1:07 am

          Primeiro tem que conceituar

          Primeiro tem que conceituar “juros” .

          Juros representa a preferênvcia temporal do consumo.

          Juros e poupança estão juntos, a Selic é uma poupança artificialmente criada por injeção de moeda.

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=LiwLn9_Z7Ao%5D

  2. Rodrigo C Moreira

    21 de agosto de 2014 7:53 pm

    Bom, e alguém ainda acredita

    Bom, e alguém ainda acredita no Mantega?

  3. Roberto São Paulo-SP 2014

    21 de agosto de 2014 11:10 pm

    O processo de revisão das medidas macroprudenciais

    —Na relação de medidas de estímulo, o BC incluiu novos critérios relativos ao requerimento mínimo de capital para risco de crédito. Esse requerimento é a quantidade de recursos que os acionistas dos bancos devem deixar reservados para cada operação de crédito. Com essa medida, foram liberados cerca de R$ 15 bilhões, com potencial de geração de novas operações de crédito de até R$ 140 bilhões, segundo o chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, Caio Ferreira.—

    Injeção de recursos na economia com medidas do BC alcança R$ 25 bilhões
    20/08/2014 13p6—Brasília—Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira

    O Banco Central (BC) anunciou hoje (20) várias medidas que liberam mais recursos para os bancos emprestarem e, desse modo, estimular a economia. No total, serão liberados, a partir da próxima segunda-feira (25), R$ 25 bilhões. Os recursos virão da redução do capital para risco de crédito (R$ 15 bilhões) e da liberação de depósitos compulsórios (R$ 10 bilhões).

    No final do mês passado, o BC já havia anunciado medidas que injetam recursos na economia no total de R$ 45 bilhões.

    No caso da liberação de depósitos compulsórios anunciada hoje, uma das medidas anunciadas permite que até 60% do recolhimento compulsório relativo a depósitos a prazo sejam usados pelos bancos para contratações de novas operações de crédito e na compra de carteiras de crédito de outras instituições. A medida pode estimular o crédito porque, se o banco não fizer novas operações ou comprar carteiras, o dinheiro será recolhido ao BC, sem que receba remuneração.

    Em julho, esse percentual havia sido definido em 50%, quando a liberação de depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC, alcançou montante de R$ 30 bilhões. Desse total, aproximadamente a metade já entrou no mercado, impacto que se soma aos R$ 10 bilhões previstos para entrar no mercado com as novas medidas sobre compulsórios.

    Na relação de medidas de estímulo, o BC incluiu novos critérios relativos ao requerimento mínimo de capital para risco de crédito. Esse requerimento é a quantidade de recursos que os acionistas dos bancos devem deixar reservados para cada operação de crédito. Com essa medida, foram liberados cerca de R$ 15 bilhões, com potencial de geração de novas operações de crédito de até R$ 140 bilhões, segundo o chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, Caio Ferreira.

    O BC reestabeleceu em 75% o fator de ponderação de risco para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo. Ferreira lembrou que em 2010, havia a necessidade definir regras mais rigorosas, principalmente porque as operações de crédito estavam com prazos muito longos e com garantias inadequadas. Então, esse fator de ponderação de risco chegava a até 300% em alguns casos. Atualmente, segundo Ferreira, os bancos estão mais criteriosos na concessão de crédito e por isso não há risco à estabilidade do sistema financeiro.

    Outra medida do BC é reconhecer que o crédito consignado (parcelas descontadas em folha de pagamento) de servidores públicos tem um risco menor por conta da estabilidade no emprego. Nesse caso, o fator de ponderação de risco caiu de 75% para 50% nas operações de crédito concedidas a servidores públicos federais. “Se exige mais capital para uma operação que tem menos risco, está penalizando a instituição”, disse Ferreira.

    O BC também anunciou hoje redução no percentual que os bancos devem reservar quando emitem carta de crédito garantindo o pagamento, em operações de comércio exterior e também em processos licitatórios. No caso das licitações, o banco garante, por exemplo, o pagamento de multas caso a empresa não cumpra o contrato.

    No caso de novos financiamentos de veículos, o BC definiu que, para dedução de 60% do recolhimento compulsório, será considerado o aumento das operações de crédito em relação a média no primeiro semestre de 2014. Ou seja, os bancos vão ter que fazer mais operações de financiamento de veículos para ter a dedução. “Para ter ganho com a medida, tem que fazer mais do que fazia antes”, disse o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do BC, Daso Coimbra.

    O BC também definiu que as instituições podem usar letras financeiras para fazer dedução de depósitos compulsórios. Nesse caso, será considerado o montante desses instrumentos financeiros relativo à posição de 25 de julho de 2014.

    url:
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-08/injecao-de-recursos-na-economia-com-medidas-do-bc-alcanca-r-25-bilhoes

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