4 de junho de 2026

Piora externa e agenda vazia levam bolsa a cair 1,85%

Jornal GGN – As negociações na bolsa fecharam em forte queda pelo segundo pregão consecutivo, influenciada por pressões de venda e acompanhando o desempenho apresentado pelo mercado internacional.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações de terça-feira em queda de 1,85%, aos 52.366 pontos e um volume negociado de R$ 7,370 bilhões. Agora, o índice acumula no mês um ganho de 1,67%, ao passo que a valorização anual chega a 1,43%.

O índice de negociações começou o dia rondando a estabilidade, permanecendo assim até a primeira hora de negócios, e chegou a mostrar algum avanço, no que poderia ser interpretado como um processo de recuperação após as perdas vistas nesta segunda-feira (19). Porém, pressões vendedoras e a trajetória negativa do mercado internacional acabaram levando à desvalorização do índice.

“Em suma, findada a temporada de balanços 1T14 e passado o exercício de opções sobre ações de ontem, o índice doméstico realizou, sem nenhuma outra notícia maior que justificasse a queda generalizada de hoje. As baixas das bolsas de Nova York e a continuidade do recuo do minério de ferro na China contribuíram negativamente Não

é uma tendência ainda, mas, nos dois últimos pregões devolveu grande parte do ganho acumulado no mês”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório.

Nos Estados Unidos, em mais um dia de agenda esvaziada, a declaração do presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, que os juros podem subir antes do esperado não foi bem recebida pelo mercado. A visão do representante do Fed é que, “na medida em que continuamos nos aproximando da meta de inflação e o mercado de trabalho melhora, devemos estar preparados para ajustar a política de forma apropriada”.

Quanto ao dólar, a cotação do dólar à vista no balcão terminou em alta de 0,45%, a R$ 2,2180. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a cotação da moeda norte-americana manteve os ganhos ao longo da sessão, ajudado pela falta de notícias no mercado doméstico e pela cautela antes da decisão da política monetária do Banco do Japão, que será publicada na madrugada de quarta-feira, além da expectativa em torno da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano).

Na agenda macroeconômica de quarta-feira, os agentes acompanham a publicação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) e o total de vagas criadas no mercado formal. No exterior, o mercado aguarda a ata do Federal Reserve, os dados de vendas no varejo e a ata do Banco da Inglaterra, os dados de confiança do consumidor na zona do euro e os índices dos gerentes de compra (manufatura) da China e do Japão.

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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