10 de junho de 2026

Preço dos combustíveis manteve alta em setembro, diz Ineep

Apesar da relativa estabilidade da cotação do dólar, preço médio da gasolina chegou ao maior patamar para o mês em cinco anos
Foto de Skitterphoto via pexels.com

Os preços dos derivados de petróleo seguiram relativamente estáveis, ou apresentando leves reduções, ao longo do mês de setembro – marcado pela queda nos preços internacionais do petróleo e a estabilidade do dólar norte-americano frente ao real pelo terceiro mês consecutivo.

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Após a queda de 5,6% no preço do petróleo Brent no exterior durante o mês de agosto, relatório elaborado pelo Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostra que a redução em setembro chegou a 7,9%, muito por conta das projeções de estagnação para o mercado internacional.

A instituição destaca que, no Brasil, a cotação do dólar apresentou estabilidade, com queda de 0,2% ao longo do mês – mesmo percentual do aumento visto em agosto.

Desse modo, os preços do petróleo em reais diminuíram aproximadamente 8,1% em setembro, aprofundando a queda de 5,4% do mês anterior – vale lembrar que a cotação do dólar manteve-se relativamente estável durante os últimos três meses.

Impacto sobre os combustíveis

Considerando esse cenário, o Ineep explica que o preço médio da gasolina nos postos de combustíveis caiu 0,5% em setembro, de R$ 6,11 em agosto para R$ 6,08 na média nacional de revenda – o maior patamar registrado para o mês nos últimos cinco anos. O maior preço médio foi apurado na região Norte (R$ 6,49 por litro), enquanto o menor, na região Sudeste (R$ 5,99 por litro).

Já o valor do diesel S10 diminuiu de R$ 6,02 para R$ 6,01 em setembro, resultando em uma queda de 0,2%. A região Norte registrou o maior preço médio (R$ 6,41), apresentando uma redução de 0,3%. Em contrapartida, a região Nordeste registrou o menor preço médio (R$ 5,92), com uma queda de 0,8%.

O preço do gás de cozinha (GLP) manteve o ritmo de alta visto ao longo dos últimos cinco meses: em setembro, o preço subiu 2,4%, passando de R$ 103,53 para R$ 106,04 por botijão de 13 kg. Assim como nos outros produtos, a região Norte foi destaque de maior preço médio (R$ 120,66), enquanto o menor preço foi verificado no Nordeste (R$ 102,69).

Quanto ao etanol hidratado, houve uma ligeira redução de 0,2%, passando de R$ 4,06 para R$ 4,05 em setembro.  A região Norte apresentou o maior preço médio (R$ 4,76) e as regiões Centro Oeste e Sudeste, os menores (R$ 4,03).

“Desta forma, o preço médio do combustível seguiu superando, agora pelo quarto mês consecutivo, os preços praticados no mesmo período em 2023. O preço do biocombustível se manteve em média 66,6% abaixo do preço da gasolina, indicando que abastecer com etanol é vantajoso para o consumidor”, destaca o instituto.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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