7 de junho de 2026

Presidente Lula sanciona mudanças na tabela do Imposto de Renda

Isenção tributária chega a quem recebe até dois salários mínimos no mês; em SP, presidente reafirma novos ajustes até o final do seu mandato
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei responsável pela correção da tabela do Imposto de Renda, onde a isenção tributária passa a atingir quem recebe até dois salários mínimos por mês.

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A sanção ocorreu durante ato com trabalhadores na cidade de São Paulo. Na ocasião, o presidente reafirmou que pretende fazer com que as pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês não paguem imposto de renda até o final do seu mandato.

“Esse país vai tratar com muito respeito 203 milhões de homens e mulheres que moram nesse país. A economia brasileira já voltou a crescer, o salário já voltou a crescer, o imposto de renda eu prometi para vocês que até o final do meu mandato, até R$ 5 mil as pessoas não pagarão imposto de renda. E estou dizendo para vocês a palavra continua em pé”.

Na ocasião, o presidente também assinou o decreto de promulgação da Convenção e Recomendação sobre o Trabalho Decente para as Trabalhadoras e os Trabalhadores Domésticos.

Desoneração da folha de pagamento

O presidente também criticou a manutenção da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia, destacando que “não haverá desoneração para favorecer os mais ricos”.

“A gente faz desoneração quando o povo pobre ganha, quando o trabalhador ganha, mas fazer desoneração sem que eles sequer se comprometam a gerar um emprego, sem que eles sequer se comprometam a dar garantia para quem está trabalhando. Eu quero dizer que no nosso país não haverá desoneração para favorecer os mais ricos e, sim, para favorecer aqueles que trabalham e que vivem de salário”, disse Lula.

No fim do ano passado, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei da desoneração que prorroga, até 2027, a troca da contribuição previdenciária – correspondente a 20% da folha de pagamento – por uma alíquota entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta de empresas de 17 setores da economia. O projeto também cortou de 20% para 8% a alíquota das contribuições ao INSS por parte dos municípios com até 156 mil habitantes.

O presidente Lula vetou o projeto de lei da desoneração, mas o Congresso derrubou o veto ainda em dezembro do ano passado, mantendo o benefício às empresas. 

As informações são da Agência Brasil.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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