5 de junho de 2026

Produção industrial cai em sete dos 14 locais pesquisados em junho

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Jornal GGN – A queda de ritmo apurada na produção industrial brasileira foi acompanhada por sete dos 14 locais pesquisados na passagem de maio para junho, segundo dados sazonalmente ajustados e divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os recuos mais intensos foram registrados por Rio Grande do Sul (-2,3%), Região Nordeste (-1,1%), Amazonas (-1,1%) e Santa Catarina (-1%).

Assim, o primeiro local assinalou a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 5,9%; o segundo acumulou redução de 6,8% entre os meses de abril e junho; o terceiro eliminou parte do crescimento de 2,6% observado em maio; e o último reverteu o avanço de 0,7% verificado no mês anterior.

São Paulo (-0,8%), Minas Gerais (-0,5%) e Rio de Janeiro (-0,2%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em junho de 2015, enquanto Goiás (0,0%) repetiu o patamar registrado no mês anterior. Por outro lado, Pará (2,9%), Ceará (2,6%) e Bahia (2,2%) assinalaram os avanços mais elevados, com o primeiro eliminando parte da perda de 4,2% acumulada nos meses de abril e maio; o segundo apontando dois meses consecutivos de expansão e acumulando nesse período ganho de 6,8%; e o último interrompendo dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou redução de 6,8%. Pernambuco (1,4%), Espírito Santo (1,1%) e Paraná (0,8%) também mostraram taxas positivas nesse mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 0,4% no trimestre encerrado em junho de 2015 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2014. Em termos regionais, dez locais mostraram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Região Nordeste (-2,3%), Pernambuco (-2,2%), Rio Grande do Sul (-2,0%), Bahia (-1,6%), São Paulo (-1,3%), Amazonas (-1,2%) e Goiás (-1,0%). Por outro lado, Paraná (0,9%) e Espírito Santo (0,6%) registraram os principais avanços em junho de 2015.

Na comparação com igual mês do ano anterior (sendo que junho de 2015 teve um dia útil a mais ante 2014), o setor industrial mostrou redução de 3,2% em junho de 2015, com sete dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por São Paulo (-9,2%) e Rio Grande do Sul (-8,4%).

 Minas Gerais (-4,4%), Rio de Janeiro (-4,3%) e Goiás (-4,3%) também apontaram quedas mais acentuadas do que a média nacional (-3,2%), enquanto Pernambuco (-1,1%) e Ceará (-0,5%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês. Santa Catarina, com variação nula (0,0%), repetiu o patamar de produção de junho de 2014. Por outro lado, Espírito Santo (13,3%) assinalou o maior avanço nesse mês, impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo de indústrias extrativas e de metalurgia. Os demais resultados positivos foram registrados por Pará (6,7%), Mato Grosso (6,0%), Paraná (6,0%), Bahia (4,1%), Região Nordeste (1,3%) e Amazonas (0,9%).

Ao longo do primeiro semestre, frente a igual período do ano anterior, a redução na produção nacional alcançou 12 dos 15 locais pesquisados, com sete localidades registrando uma redução de intensidade superior à média nacional (-6,3%): Amazonas (-14,8%), Rio Grande do Sul (-10,9%), São Paulo (-8,7%), Bahia (-8,6%), Ceará (-8%), Minas Gerais (-6,9%) e Paraná (-6,5%).

Santa Catarina (-6,2%), Região Nordeste (-5%), Rio de Janeiro (-4,8%), Pernambuco (-2,1%) e Goiás (-2,1%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos no fechamento dos seis primeiros meses do ano, enquanto Mato Grosso (0,0%) mostrou variação nula. Por outro lado, Espírito Santo (17,2%) e Pará (6,8%) assinalaram as taxas positivas no índice acumulado no ano.

A taxa acumulada nos últimos 12 meses, com o recuo de 5% em junho de 2015, assinalou perda menos intensa do que a verificada em maio último (-5,3%) e interrompeu a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).

Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em junho de 2015. Onze locais apontaram maior dinamismo frente ao índice de maio último e as principais reduções no ritmo de queda entre maio e junho foram registradas por Paraná (de -8,0% para -6,4%), Bahia (de -6% para -4,7%) e Amazonas (de -13% para -11,8%), enquanto Goiás (de 1,4% para 0,7%), Rio de Janeiro (de -3,3% para -3,7%) e São Paulo (de -7,8% para -8,1%) mostraram perdas entre os dois períodos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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