5 de junho de 2026

Proeza brasileira é manter as empresas muitíssimo bem, por Ricardo Mello

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Jornal GGN – Enquanto bancos e consultorias fazem campanha anti-Dilma, o lucro líquido de 362 empresas de capital aberto cresceu mais de R$ 4 bilhões no segundo trimestre de 2014, comparado ao ano passado. “Não se trata de projeções. Estamos diante de números realizados, contabilizados e divulgados. Dinheiro que já entrou no bolso”, disse o colunista Ricardo Melo.

Sugerido por Haroldo Werneck

Vale a pena ler a coluna do Ricardo Melo na Folha de S.Paulo.

O lucro líquido somado de 362 empresas de capital aberto no segundo trimestre de 2014 subiu 11,46% em relação ao mesmo período de 2013. Se as estatais forem tiradas deste grupo, a variação do lucro passa a ser 47,58% – um aumento assombroso diante do terrorismo econômico do dia-a-dia.

Melhor nem falar dos bancos, não é?…

A terra do lucro animal

Por Ricardo Melo

Vejam esses números a respeito de um certo país. O lucro líquido somado de 362 empresas de capital aberto cresceu, no segundo trimestre de 2014, 11,46% com relação ao mesmo período do ano passado. Subiu de cerca de R$ 35 bilhões para R$ 39,3 bilhões.

Se as empresas estatais saírem do cálculo, as cifras são mais impressionantes. Na comparação dos mesmos períodos, os valores avançaram de R$ 21,4 bilhões em 2013 para R$ 31,6 bilhões neste ano, um salto de 47,58%!

Os dados são de uma consultoria respeitada, a Economática. Referem-se, isso mesmo, ao Brasil. Estatística de consultor, bem entendido, não é artigo propriamente em alta. Mas isso sobretudo quando o assunto são previsões.

É aí que o pessoal costuma se esborrachar feio. No caso, porém, não se trata de projeções. Estamos diante de números realizados, contabilizados e divulgados. Dinheiro que já entrou no bolso, limpinho, limpinho (às vezes nem tanto…)

Virou chavão nos últimos tempos reclamar da perda do chamado espírito animal do empresariado. A culpa geralmente é lançada na conta do governo: não dialoga com os magnatas, muda regras toda hora, intervém demais, gasta muito com programas assistenciais.

Bem, mesmo nesse cenário pintado com cores sombrias, de um ano para o outro o lucro das companhias com ações negociadas em bolsa disparou quase 50%! Haja voracidade animal. Ou seja, as coisas não se encaixam. Ganha um cartão de crédito com juros decentes o assalariado que conheceu salto tão espetacular no holerite. Nem é preciso lembrar que, na área privada, o setor financeiro lidera o ranking da fortuna.

Números assim, que nem são novos, mas permanecem quase escondidos, colocam o debate num patamar mais honesto. O objetivo não é ocultar problemas; eles são muitos e reais. Por exemplo: o crescimento do país, na medida clássica, o PIB, vem patinando.

Como a própria Folha nos informou, em manchete neste domingo, o esfriamento se alastra pelos emergentes como um todo, “da Rússia ao Chile”. Queira-se ou não, o mundo inteiro ainda sofre os efeitos devastadores do crash de 2008.

A grande proeza brasileira é ter, apesar de tudo, conseguido estabilizar o emprego em níveis civilizados, custear programas sociais de resultado indiscutível e, como se percebe na ponta do lápis, manter as empresas muitíssimo bem, obrigadas.

Algum desavisado vindo de fora nos dias recentes deve pensar que haverá em outubro eleições para entidade empresarial. Motivo: o mote mais difundido por uma parte da mídia é a pretensa necessidade de acalmar mercados.

Presa dessa ilusão depois de transformada em candidata competitiva, Marina Silva corre para decorar o script. Nomeou uma banqueira como fiadora e se mostra disposta a alargar alianças além das fronteiras antes sustentáveis, ou suportáveis, pela sua Rede. Até agora não entusiasmou nem gregos, nem troianos. Apenas piorou o humor de seu rival na oposição.

É um jogo de alto risco. A força eleitoral de Marina vem justamente do seu lado outsider. Ao mesmo tempo, esta é sua fraqueza junto ao establishment. Você imagina um empreiteiro doando fundos para uma candidata adversária de hidrelétricas?

Bem, nada parece impossível num país onde um político como José Roberto Arruda, mentiroso confesso e corrupto notório, flagrado em áudio e vídeo, lidera intenções de voto em seu quadrado. 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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11 Comentários
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  1. alexis

    26 de agosto de 2014 6:57 pm

    Caros eleitores, vou falar da coluna do Ricardo Mello

  2. Lineu Ignacio

    26 de agosto de 2014 7:08 pm

    …..mal ( ou mau ) intencionado……voce decide…

    …..eta  povo  arretado para  confundir.

    cada um tem direito de escolher seus heróis.

    por favor  se quiser denegrir alguem faça-o com mais inteligencia.

    o papel aceita tudo.

    Acorda Barsil

  3. Sta Catarina

    26 de agosto de 2014 7:15 pm

    Dilma

    Que a presidente Dilma mande aferir estes números e lançá-los em seu horário político para calar a boca desta imprensa fascista que vomita mentiras diariamente. São números impressionantes. Pergunta: dá para ser pessimista diante deste resultado?

  4. DanielQuireza

    26 de agosto de 2014 7:25 pm

    Essa crescimento de 47% sem

    Essa crescimento de 47% sem as empresas estatais está meio fora da realidade, é muita coisa. Precisa ver as bases disso dai, se são exatamente as mesmas empresas.

  5. altamiro souza

    26 de agosto de 2014 7:27 pm

    a diritona financista ador

    a diritona financista ador dar tiro no pé.

    critica a que realiza e aposta na  incerta.

  6. Douglas-SP

    26 de agosto de 2014 7:46 pm

    Enquanto as grandes empresa e

    Enquanto as grandes empresa e multi-nacionais enchem as borras, as pequenas comem o pão que o diabo amassou.

  7. alfredo machado

    26 de agosto de 2014 8:14 pm

    Patropi

    Nassif,

    O assunto deste post incomoda a muita gente.

    De um lado, os lucros estratosféricos da banca, quase R$ 9 bilhões em 12 meses que provocam comentários críticos de meia dúzia de brazucas e mais nada, a grande mídia passa batida e ponto final. 

    O lucro das mais de 300 empresas de capital aberto está à disposição da sociedade, pois são empresas com capital em bolsa de valores – elas podem, no máximo, manipular a contabilidade, mas geralmente o fazem prá baixo, e não prá cima. Portanto, considerar o lucro declarado é o melhor caminho.

    Nenhuma das 362 empresas pode ser de pequeno porte $$$, sendo impossível obter a mesma informação a respeito dos lucros do conjunto das empresas de médio e pequeno porte.

    Em minha opinião, contrária à da maioria, a economia do patropi caminha em forma razoável há muito tempo, ter conseguido superar as consequências da quebradeira mundial do segundo semestre de 2008 com crescimento (pequeno, mas crescimento) e baixíssimos índices de desemprego, quais dos 20 maiores países do mundo conseguiram isto no mesmo período ?

    E comparar os resultados do patropi com os de  Paraguai, Uruguai, Costa Rica, Noruega, Islândia, etc…, todos estes possivelmente menores que o estado do Mato Grosso, com população ene vezes menor que a do patropi, só serve para estimular o complexo de vira-latas. A área econômica não é pefeita, a Selic está fora do lugar, entendo que Tombini erra, mas isto não passa de uma opinião.

    Quando converso sobre política, país, etc… e digo que a economia não está entregue às baratas, quando falo sobre as dimensões do pré-sal, percebo que são poucos os que sabem o que ocorre no dia de hoje. Já fui chamado de ufanista, ao falar sobre o São Francisco, Santo Antônio, Belo Monte, Jirau, PAC ( há poucos dias, um amigo me disse que só 4% das obras estão prontas, e aí? ), mas acontece que tudo o que falo é real, só não é mostrado pela grande mídia de jeito nenhum.

     

     

  8. josé adailton

    26 de agosto de 2014 9:37 pm

    HENRIQUE MEIRELES

    “Uma carta escrita pelo economista inglês John Maynard Keynes (1883-1946) ao presidente americano Franklin D. Roosevelt (1882-1945), na década de 1930, segue muito útil para orientar os políticos a lidarem com essas questões. Reproduzo um trecho (em tradução livre):”

    “Você pode conseguir que os empresários façam o que você gostaria, desde que os trate –mesmo os muito grandes– não como lobos ou tigres, mas como animais domésticos por natureza, mesmo que eles não tenham sido criados e treinados como você desejaria. É um erro pensar que eles sejam menos éticos do que os políticos. Se você os confronta e os deixa irritados, obstinados ou aterrorizados, como os animais domésticos tratados de maneira errada são capazes de ficar, a produção nacional não chegará aos mercados e, no final, a opinião pública vai reagir a isto”.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/182155-de-keynes-ao-presidente.shtml

  9. Lúcio Cézar

    26 de agosto de 2014 10:05 pm

    Conversa de louco.
    José, qué hermosa es su queso. -Ricardo Melo, No es el queso, que es el jabón. -Ese queso es joseph. -No, es el jabón – es el queso – Jabón – Queso. -Comer Usted un pedazo entonces. -Humm !! sabe a jabón, pero estoy seguro de que es el queso. -Entonces está bien. 

  10. Leonardo M. G.

    26 de agosto de 2014 10:41 pm

    E nunca ninguém notou?

    Grandes empresários e grandes agricultores só choram, choram e choram pra ganhar as benesses do Governo. SEMPRE! É seguido que vejo as Farsul da vida chorando as pitangas que a safra vai ser ruim, etc e tal. É o Governo liberar a verba e sai o manchetão: “Safra de soja (troque por qualquer grão em monocultura) bate recorde!”. Essa grana seria mil vezes melhor investida em pequenas propriedades (já tem muita coisa indo pra esses, mas o balanço, com sempre, pende mais pros grandões), micro-empresas e cooperativas.

  11. Franbeze

    27 de agosto de 2014 1:36 am

    É simples como 2 + 2 = 4

    Isso se deve ao fato de que os canalhas sempre vão querer manter a cultura da Casa Grande. Sinceramente não sei se um dia conseguiremos acabar com essa cultura.

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