O Banco Central divulgou, nesta quinta-feira (29), o Relatório de Inflação, em que estima que o Produto Interno Bruto (PIB), deve crescer 2% este ano, sustentado pela melhora nos setores de servicos, indústria e agropecuária.
De acordo com a projeção anterior, publicada em março, o aumento do PIB seria de apenas 1,2%. No entanto, a projeção de crescimento da agropecuária passou de 7% para 10%, tendo em vista que a produção de grãos (soja e milho) deve apresentar alta de 16,1%, ante 13,3% na previsão anterior.
Já a expectativa sobre a colheita de cana-de-açúcar foi aumentada de 1,3% para 6,6%. Ambas as projeções estão no Levantamento Sistemático de Produção Agrícola, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A indústria é outro setor que deve apresentar um tímido crescimento, de 0,3% para 0,7%, graças à maior produção de eletricidade, gás e água.
Armazenagem, transportes e correio, provavelmente influenciados pelo escoamento da safra de soja, e as atividades financeiras de seguros e serviços impactaram positivamente o setor terciário, cuja projeção de crescimento passou de 1,0% para 1,6%.
Crédito
O volume de crédito bancário crescerá 7,7% este ano, de acordo com as previsões do BC, mesmo com a manutenção da taxa Selic em 13,75%.
“Os dados do mercado de crédito divulgados desde o relatório anterior mostram evolução do saldo dos empréstimos às famílias acima do esperado, principalmente no segmento direcionado, enquanto os financiamentos às empresas recuaram de forma mais intensa, destacando-se o segmento livre”, justifica o órgão.
Enquanto o estoque do crédito livre para pessoas físicas passou de 8% para 9%, o volume destinado para empresas foi reduzido pela metade: de 6% para 3%, influenciado pelo cenário macroeconômico do começo do ano e também pela reprecussão do caso Americanas.
Confira o relatório na íntegra:
*Com informações da Agência Brasil
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