4 de junho de 2026

PTelecom admite que pode não receber valores da Rioforte na junção com a Oi

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Jornal GGN – A Portugal Telecom (PT) admitiu que pode não receber qualquer valor pelo empréstimo de 897 milhões de euros feito à Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo (GES), e propôs uma estrutura alternativa para a união de negócios com a Oi.

Num documento direcionado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), órgão regulador do mercado de capitais de Portugal, a PT propôs a convocação de uma assembleia geral de acionistas em 8 de setembro para discutir os termos dos acordos definitivos entre Oi e a empresa portuguesa para a união dos negócios.
 
A PT antecipou no comunicado que pode não receber nada da Rioforte. E para diminuir o impacto da falta de pagamento, submeterá à aprovação de acionistas ficar com a dívida integral da empresa do grupo do BES e entregar ações do capital da Oi para a própria companhia. A proporção de permuta será de 474,3 milhões de ações ordinárias e 948,7 milhões de preferenciais.
 
A reorganização societária ocorreria ao mesmo tempo que todas as ações da Oi, ordinárias e preferenciais, seriam incorporadas na CorpCo. Nessa segunda etapa, a brasileira se tornaria uma subsidiária integral da CorpCo. O objetivo era levar as ações ao Novo Mercado da BM&FBovespa, ao mercado regulamentado Euronext Lisbon e a bolsa de Nova York (Nyse). O negócio seria concluído com a fusão da PT na CorpCo, etapa que a portuguesa propõe alterar. “A PT e a Oi concluíram que não seria viável levar a cabo a derradeira etapa acima aludida: a fusão da PT.” As duas empresas concordam que as demais fases para a combinação dos negócios estão mantidas.

 
A nova estrutura de união das companhias considera a permuta de títulos da Rioforte que estão com as subsidiárias da Oi pelas ações da empresa brasileira que estão com a Portugal Telecom. Dessa maneira, a portuguesa volta a deter os títulos podres.
 
Posteriormente, a Portugal Telecom vai distribuir as ações que possui no capital social da CorpCo p ara a sua base acionária. Os investidores que tiverem ação da PT vão entregar e receber de volta ação da CorpCo. Com isso, a PT cancelará as ações que receber de seus acionistas e reduzirá seu capital social.

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Frederico69

    15 de agosto de 2014 3:14 pm

    que embroglio

    triste fim se aproxima da grande multinacional brasileira.

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