5 de junho de 2026

Queda de ações de bancos puxa Ibovespa, que fecha em baixa de 0,34%

Jornal GGN – A bolsa de valores voltou a fechar em queda, ainda influenciada pelo desempenho das ações dos bancos, ao mesmo tempo em que a véspera do Memorial Day nos Estados Unidos deixou os investidores um pouco mais cautelosos em tomar risco.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações de sexta-feira em queda de 0,34%, aos 52.626 pontos e um volume negociado de R$ 5,014 bilhões. Agora, o índice passa a acumular ganhos de 1,94% no mês e 2,17% no ano, e perda de -6,61% em 12 meses.

O índice passou a oscilar ao redor da estabilidade, mas operando mais em campo negativo. “Nas duas horas finais, a pressão vendedora se acentuou sobre o setor de bancos – o de maior peso no índice, ainda por conta de considerações da decisão desfavorável para as instituições financeiras no STJ (Superior Tribunal de Justiça), sobre juros de planos econômicos anteriores”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. Os papéis preferenciais de Itaú Unibanco e Bradesco foram alguns dos destaques negativos do dia. Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve continuar com o julgamento referente à legalidade da indenização de poupadores no caso de perdas geradas por planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 no rendimento da poupança. Os poupadores ganharam em primeira instância, mas as instituições sinalizaram que iriam recorrer da decisão.

Já as altas das blue chips, Vale PNA (VALE5, que subiu 0,56%) e Petrobras PN (PETR, com alta de 0,28%), evitaram uma perda maior no índice. Já a véspera do feriado do “Memorial Day” nos EUA induziu um giro financeiro mais fraco.

Quanto ao câmbio, a cotação fechou em alta de 0,36% no mercado à vista, a R$ 2,2240. Segundo informações da Agência Estado, o movimento esteve diretamente atrelado a fatores domésticos, embora a valorização da moeda dos EUA ante algumas divisas emergentes tenha dado sua contribuição. Além do resquício das declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sobre a demanda menor por swaps, o déficit em transações correntes maior do que o esperado em abril garantiu o avanço da cotação. Segundo dados do Banco Central, o saldo das transações correntes do País ficou negativo em US$ 8,291 bilhões em abril. No ano, o déficit nessa conta chega a US$ 33,476 bilhões até o mês passado, o equivalente a 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Na agenda de segunda-feira, os agentes acompanham os dados de coletas de impostos e o saldo da balança comercial, além dos dados de confiança do consumidor na Alemanha. 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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