23 de junho de 2026

Rendimento médio do brasileiro chega a R$ 3.367 em 2025, diz IBGE

Avanço da renda acompanha mercado de trabalho aquecido, crescimento do emprego formal e expansão da massa salarial no país
Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros alcançou R$ 3.367 em 2025, segundo IBGE, com recuperação pós-pandemia.
Mercado de trabalho segue aquecido com expansão do emprego formal e crescimento da massa salarial em setores como indústria e serviços.
Desigualdade regional persiste, com renda domiciliar variando de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal em 2025.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representa um dos maiores níveis da série histórica da PNAD Contínua e consolida o movimento de recuperação da renda observado desde o pós-pandemia.

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Os números indicam que o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido, impulsionado pela expansão do emprego formal, redução gradual do desemprego e crescimento da massa salarial.

De acordo com o IBGE, o avanço da renda ocorreu em meio ao aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e à melhora dos rendimentos em setores como indústria, serviços e administração pública.

Crescimento da renda ocorre após anos de perda de poder de compra

O novo patamar da renda média marca uma reversão importante após o período de forte corrosão do poder de compra entre 2020 e 2022, quando inflação elevada, desemprego e informalidade pressionaram os rendimentos das famílias brasileiras.

Segundo dados da PNAD Contínua, o rendimento real habitual dos trabalhadores vem registrando sucessivos recordes desde 2024, sustentado principalmente pela desaceleração da inflação e pelo crescimento do emprego formal.

A massa de rendimentos — indicador que mede o total de renda circulando na economia — também atingiu níveis recordes recentes, favorecendo consumo, arrecadação e atividade econômica.

Desigualdade regional permanece elevada

Apesar da melhora geral da renda, os dados do IBGE mostram fortes diferenças regionais.

O rendimento domiciliar per capita nacional atingiu R$ 2.316 em 2025, mas variou entre R$ 1.219 no Maranhão e R$ 4.538 no Distrito Federal. São Paulo aparece entre os estados com maior renda média do país.

A disparidade evidencia que a recuperação do mercado de trabalho ocorre de forma desigual entre regiões e faixas de renda.

Especialistas observam que parte do aumento da renda média é puxada pelos segmentos de maior rendimento, enquanto a concentração de renda continua elevada no país — tema que voltou ao debate público após novas divulgações da PNAD.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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