Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo, por Luis Nassif

Por que bitcoin é uma bolha? Porque sua valorização depende exclusivamente de haver investidores dispostos a pagar mais do que os investidores que os antecederam. As pessoas não têm bitcoins para comprar coisas, investir em bens, mas para enriquecer

Peça 1 – a lógica da bolha especulativa

Depois do artigo “As criptomoedas e os crimes contra a economia popular” decidi estudar com mais afinco o fenômeno, inclusive consultando artigos sugeridos por vocês.

Fui até as fontes mais sérias. A conclusão é a mesma. A quem aplicou em bitcoins, sugiro o seguinte roteiro:

1.Venda o mais depressa possível.

2.Anote o nome da instituição financeira ou do analista que o aconselhou.

3.Nunca mais passe perto da porta ou do site da instituição que o colocou nesta fria.

4.Encaminhe sua denúncia para o Procon ou para o Ministério Público Federal, por se tratar de crime contra a economia popular.

Vamos a um pergunta-resposta para tornar a explicação mais didática.

A diferença entre blockchain e a criptomoeda

O grande engodo espalhado pelos especuladores é o seguinte:

1.     O blockchain é um sistema que permite a acumulação descentralizada de moedas, com uma série de chaves de segurança. Hoje em dia, todas as compras são pagas ou com dinheiro vivo (porcentagem mínima) ou com transferências bancárias (a quase totalidade). Para pagar a conta de luz, eu preciso fazer um depósito em um banco e, depois, a transferência do recurso para a conta da distribuidora de luz. Com o blockchian, meu saldo fica guardado em criptomoeda no meu computador, ou celular. E simplesmente transfiro o pagamento para a distribuidora, sem passar pelo banco. Muitos consideram que será o futuro do sistema de pagamentos. Sobre isso, falarei mais abaixo.

2.     Há várias criptomoedas que surgiram recentemente, usando esse conceito.

São duas coisas diferentes: o sistema blockchain e as criptomoedas.

Quando eu compro um bitcoin, não estou adquirindo ações do sistema blockchain. Estou apenas comprando a criptomoeda bitcoin. E existem mais de cem tipos de criptomoedas circulando no mundo.

Por que o bitcoin é bolha?

Porque sua valorização depende exclusivamente de haver investidores dispostos a pagar mais do que os investidores que os antecederam. As pessoas não têm bitcoins para comprar coisas, investir em bens, mas para enriquecer. E só ganham se na outra ponta houver investidor disposto a pagar mais. Ou seja, se vender os bitcoins por um preço mais alto do que pagou e pular fora, resgatando o dinheiro.

O processo de criação de bolhas de ativos é simples.

No começo, é barato. Digamos que o bem custe 1.

Se pular para 2, haverá um ganho de 100%.

Se pular para 3, aumento de 200%.

Quando chega, digamos, em 100, quem adquirir e vender por 101 terá um ganho de apenas 1%. Ou seja, cada 1 ponto a mais no preço significará 1% apenas de ganho.

Quando o valor chega a 1.000, qualquer ganho de 1 ponto no valor do bitcoin será irrelevante.

Compra

Aumento

Venda

Ganho

1

1

2

100%

10

1

11

10%

100

1

101

1%

1000

1

1001

0%

 

Vamos inverter a conta: quantos pontos a mais precisaria ter o bitcoin para sustentar uma rentabilidade de 30%?

Compra

Aumento

Venda

Ganho

1

            0,30

               1,30

30%

10

            3,00

             13,00

30%

100

          30,00

           130,00

30%

1000

        300,00

        1.300,00

30%

Leia também:  Forças Armadas não irão reagir contra impeachment de Bolsonaro, diz ex-ministro da Defesa

 

Quando está em 1, basta aumentar 0,30 para o primeiro comprador ganhar 30%.

Quando chega em 1.000, para ganhar 30% o comprador terá que revender o contrato por 300 pontos a mais. Ou seja, quanto mais caro o valor do contrato, maior terá que ser seu ganho para continuar garantindo o mesmo lucro para o investidor. Assim, nem o céu será limite.

Ora, o que atrai novos investidores são as notícias sobre a rentabilidade, os ganhos decorrentes da variação do preço de um momento para outro. Quando não houver mais ganhos, de que maneira novos investidores poderão ser atraídos.

Evidentemente vai chegar uma hora e não irá se encontrar nenhuma leva de novos investidores dispostos a pagar mais pelos bitcoins. Aí, o mundo desaba.

O estouro da bolha

O sujeito compra a moeda valendo, digamos, 1.000.

De repente, a moeda cai para 980. Mais alguns dias, para 970.

A tendência é dar início a uma corrida dos investidores para se desfazerem do investimento, antes que caia mais. Aí a queda se acentua. É o que explica perdas de valor de 20% a 50% em um dia. Esse fenômeno ocorreu em todos os casos de bolha conhecidos da história, desde as bolhas do Mississipi no início do século 18, até a bolha do dotcom, do mercado de tecnologia, no início dos anos 2.000.

As criptomoedas não possuem lastro.

Significa que você não poderá trocá-la por produtos. Diz-se que o dólar tem lastro porque a qualquer momento você poderá adquirir bens e serviços com o dólar. Um contrato de soja tem lastro porque com ele você adquire soja.

Não acontece o mesmo com as criptomoedas. O fato de um ou outro empresário aceitar pagamentos em criptomoeda não tem o menor significado. É só comparar a quantidade de produtos que ele oferece com a quantidade de criptomoedas existentes. É o mesmo que tentar esvaziar uma praia tirando areia com baldinho.

Portanto, você só conseguirá se desfazer de sua criptomoeda se houver outro investidor interessado em adquiri-la.

O mercado chama a esses processos de esvaziamento das bolhas de jogo do mico preto. Quando não houver mais nenhum interessado, o último que ficar com o mico, morre com ele.

Peça 2 – os sofismas para manter o jogo

Há toda uma retórica dos especuladores, para enganar os trouxas.

Sofisma 1 – os grandes bancos estão começando a adotar criptomoedas

Os especuladores fazem um baita carnaval alardeando que grandes bancos, como a Goldman Sachs, Santander, Bradesco etc. estariam pensando em adotar criptomoedas. E aí o valor do bitcoin explode.

Ora, nada tem a ver uma coisa com a outra. A Goldmam Sachs adotar a criptomoeda, significa que ela terá um sistema dela, para girar exclusivamente os recursos de seus investidores, facilitando a troca de posições entre eles. Ela jamais irá adotar o bitcoin como moeda. Portanto, o fato de bancos adotarem criptomoedas significa que terão a sua própria moeda para trabalhar os recursos dos seus clientes. E qual o lastro dessas moedas? Os depósitos em dólares, yens, francos suíços, reais depositados pelos investidores.

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Sofisma 2 –criptomoedas não sofrem inflação, porque têm limites de emissão

É uma idiotice total. O que é a inflação? É a perda de valor de uma moeda em relação a uma cesta de produtos. Os produtos aumentam de preço naquela moeda, consegue-se comprar menos produtos com o mesmo valor. E essa perda de valor é chamada de inflação.

Se o bitcoin perde 20% do valor em um dia (em relação à moeda com que ele foi adquirido), significa que sua “inflação” foi de 20%.

A diferença maior é que as inflações nacionais dependem de um enorme conjunto de fatores: oferta e procura de bens, aspectos climáticos, aspectos cambiais. E tem um Banco Central responsável pela moeda. Já as criptomoedas dependem exclusivamente da maior ou menor procura por elas. Quando pararem de se valorizar, a única consequência será perder valor, porque nenhum investidor vai adquirir bitcoin se não for com a expectativa de ganhar com sua valorização. E não haverá uma autoridade responsável para impedir o crack.

Sofisma 3 – cada vez mais as transações serão em criptomoedas

Conversa!

A característica básica do produtor de bens é fugir da volatilidade de preços. Se o sujeito fabrica um trator por 10.000, não lhe interessa colocar o trator em um leilão, no qual o preço poderá saltar para 20.000 ou cair para 5.000. É contra o espírito do fabricante.

É porque isso que nos mercados futuros, há a figura do empresário cauteloso e do especulador. O empresário faz um contrato de doze meses de, digamos US$ 10 milhões mensais, com o dólar a R$ 3,00. Nesse período, o valor do dólar poderá cair ou aumentar em relação ao real. Mas o seu custo é todo em real. Se o valor do dólar cair, ele ganha. Mas se o dólar subir, ficar mais caro, ele quebra. Por isso ele vai ao mercado e compra um contrato futuro de dólar a, digamos, R$ 3,00. Na outra ponta, quem vende é o especulador, dispostos a correr riscos com a variação do dólar. Ou seja, nos mais especulativos mercados, como os de derivativos, os empresários da economia real não especulam: eles usam para transferir o risco para os especuladores.

Adquirir bitcoins, ou fechar contratos em bitcoins, significa assumir todos os riscos da variação da moeda. Uma moeda com tal grau de volatilidade jamais servirá como meio de troca na economia real.

Ai vem os defensores do bitcoin e dizem que ele é muito mais seguro, porque não depende dos riscos dos países. Ora, o que você prefere: um risco em dólar, yen ou em uma moeda cujo valor depende dos movimentos de compra e venda dos especuladores? Se compro a 200 e só encontro quem se dispõe a pagar 100 por ele, estou incorrendo no mesmo risco.

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Peça 3 – os sinais do fim da bolha

Bastou uma ação reguladora na Ásia, para os valores das criptomoedas caírem 50% em relação ao pico de dezembro. Não houve um colapso maior, por conta de um amplo esquema de manipulação para sustentar seu preço. Mas isso não vai durar para sempre.

Nouriel Roubini, o economista que previu o estouro do subprime em 2008, alerta:

“Após uma repressão por reguladores asiáticos este mês, os valores de cryptocurrency caíram 50% em relação ao seu pico de dezembro. Eles teriam entrado em colapso maior, não fosse um vasto esquema para sustentar seu preço por meio de manipulação definitiva, não foi implementado rapidamente. Como no caso da bolha sub-prime, a maioria dos reguladores dos EUA ainda estão dormindo no volante”.

Peça 4 – as mudanças tecnológicas financeiras que pegaram

Em seu artigo no Project Syndicate, Nouriel Roubini faz um bom balanço das inovações no mercado financeiro e do futuro dos blockchains.

“Há dezenas de serviços de pagamento on-line – PayPal, Alipay, WeChat Pay, Venmo, e assim por diante – com centenas de milhões de usuários diários. E as instituições financeiras estão tomando decisões de empréstimo precisas em segundos, em vez de semanas, graças a uma grande quantidade de dados on-line sobre indivíduos e empresas. Com o tempo, tais melhorias orientadas por dados na alocação de crédito poderiam até mesmo eliminar movimentos cíclicos impulsionados pelo crédito.

Da mesma forma, a subscrição de seguros, a avaliação e gestão de sinistros e o monitoramento de fraudes tornaram-se cada vez mais rápidos e precisos. E as carteiras gerenciadas ativamente são cada vez mais substituídas por robôs-conselheiros passivos, que podem desempenhar tão bem ou melhor do que conselheiros financeiros.

Agora, compare esta revolução fintech real e contínua com o registro de blockchain, que existe há quase uma década e ainda possui apenas uma aplicação: as criptomoedas. Os impulsionadores da Blockchain argumentariam que seus primeiros dias se assemelham aos primeiros dias da Internet, antes de ter aplicações comerciais. Mas essa comparação é simplesmente falsa. Considerando que a Internet rapidamente deu origem a e-mail, World Wide Web e milhões de empreendimentos comerciais viáveis utilizados por bilhões de pessoas, criptografia como Bitcoin nem sequer cumprem seus próprios objetivos declarados.

Quanto à tecnologia de cadeia de blocos subjacente, ainda existem obstáculos enormes no seu caminho, mesmo que tenha mais potencial do que criptografia. O principal deles é que ele não possui o tipo de protocolos básicos comuns e universais que tornaram a Internet universalmente acessível (TCP-IP, HTML e assim por diante). Mais fundamentalmente, sua promessa de transações descentralizadas sem autoridade intermediária equivale a um fluxo de água não testado, utópico”.

Há uma boa discussão sobre as criptomoedas e a intermediação bancária e a política monetária.

Mas deixo para outro dia.

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121 comentários

  1. A todos os brasileiros:
    Eu

    A todos os brasileiros:

    Eu lidei SOMENTE com 666.

    O 667?  Ta nas suas costas, nao nas minhas.

  2. Pozzi
    Se algo próspera em um clube de compadrios e pessoas correm para o clube na esperança de aceitação, os primeiros fazem do jogo o conceito de ganha / perde. Quem chega depois ganha menos…. até que a pirâmide explode.

    O que se faz com uma moeda que acumula ganhos, hein?

    A criptomoeda é boa para aqueles que querem transacionar sem intermediários, beira o escambo.pergunto aos grandes interessados, você deseja trocar teu trabalho pelo pãozinho da esquina ou você quer trocar seu pó por dólares ganhos sem saber como?
    Se você faz parte dos primeiros, compre o produto com a moeda que Vc recebeu. Se faz parte do segundo, troque seu salário por “moedas” universais que possam ser trocadas na esquina pois o importante não é mais o produto mas sim aquilo que você pode lavar rapidamente. Por isso que traficantes não usam moradias como forma de troca.
    A proposito, o Lula é mesmo um principiante. Como o general de um grande esquema usou COTA PARA MORADIA NA PLANTA, para lavar suborno na Petrobras. Só inocente não vê, ou ainda, só inocente faria isso.

    • Este é o problema de muitos brasileiros

      Medem o caráter do outro pelo seu. E como vagabundo desqualificado que faz corrupção bagrinho sonhando um dia chegar a corrupção tubarão, compara uma simples compra por um cidadão honesto – honesto ao ponto que em três anos de investigação pente fino não ter um mísero golpezinho vindo à tona – de cota em um edifício em construção, coisa que muitos brasileiros fizeram para alcançar o sonho do imóvel próprio ou do primeiro automóvel zero km, com seus próprios golpinho merreca. Por isto reafirmo, o povo merece o governo que tem. Este “Alberto Roberto” Sidney canastrão merece o temer, aécio, serra, fhc e moro minúsculo como seus governantes.

       

  3. Já possuí um valor baixo em
    Já possuí um valor baixo em bitcoin para poder sentir como este mercado funciona na prática.
    Adoraria ter uma opção como moeda ou reserva de valor mas as oscilações para mais ou para menos inviabilizam qualquer coisa neste sentido.
    Participo de alguns fóruns sobre o assunto e 99,9% das pastagens são sobre especulação.
    Este é um movimento muito difícil de parar e somente pararia com uma queda, porém reacenderia quando começasse uma nova valorização.
    Resumindo, da forma como está é impossível utilizar como moeda ou reserva de valor.

  4. Nassif, vamos pagar os

    Nassif, vamos pagar os salários e mordomias dos moros, dalanhóis, o procuraddor gordo de curitiba; toda ssa corja de bretas, desembargadores e outras porcarias com bitcoins

    Garanto que seria uma economia e tanto para nós, a Sociedade

    • Mais ou menos… Ô, seo Nassif, quer dizer que dinheiro não dá em árvore, é isso? Quer dizer que eu tenho que trabalhar de verdade, produzir alguma coisa, um bem ou um serviço, se eu quiser ganhar dinheiro? Olha que o Mises disse que há uma quantidade infinita de dinheiro no mundo, à disposição de quem se der ao trabalho de ir lá e catar, hein? E o trabalho, não precisa ser um serviço prestado a outra pessoa, um bem que se vende a outra pessoa, com essa outra pessoa sendo a origem do dinheiro. O trabalho é esse mesmo EU, EU, EU trabalhando para mim mesmo, isolado e sem depender de nenhuma outra pessoa nem para ficar com o que produzo nem para me dar o dinheiro que ela tem, EU indo lá, em algum lugar etéreo, virtual, e pegando esse dinheiro, solto no Universo, não é assim? Isso não é trabalho? Correr o dedo numa tela de toque?

      Ah, seo Nassif… assim não pode, a vida toda vi, na propaganda, um monte de gente linda ganhando um monte de dinheiro trabalhando só para SI mesma. Isolada do mundo. Tão isolada quanto uma pessoa qualquer falando sozinha na rua em seu celular mágico…

      Assim esse Capitalismo vai me isolando, hein? Já acabaram com a geral do Maraca, agora cada um fica isolado, cada qual no seu quadrado… Parece até que o Capital não quer que a gente se una, se relacione… EU, hein?

      Seo Nassif, o senhor está destruindo minhas ilusõ… minha convicções, hein?

  5. Cleptocoin …
     
    Só os tontos

    Cleptocoin …

     

    Só os tontos não percebem que isto (kripto-moedas) é uma piramide e se deixam iludir pelos argumentos dos “comprados em bitcoin” que estão a caça dos idiotas para vender sua porção da piramide.

    Quem tem e foi iludido corra, corra em quanto ainda tem trouxa no mercado.

    Quem não comprou passa longe. Melhor uns reaizinhos tupiniquins no bolso do que um sonho.

    Melhor mudar o termo de criptomoedas por cleptomoedas.

     

  6. Criação do próprio sistema financeiro

    Tenho por mim que a ideia dessas criptomoedas foi gestada de dentro do próprio sistema financeiro, teria sido algo elaborado pelos bancos, afinal a quem mais interessa se livrar das últimas amarras/intervenções governamentais? Toda a história do tal Nakamoto Satoshi é cheia de furos e parece própria para que não se ache o fundo. Mas não só isso, quem historicamente tem lidado com análises enorme de dados, metadados, são justamente os bancos, do hardware ao software. Creio tratar-se de uma experiência incentivada a se colocar em prática.

      • Se há 20 anos atrás eu saísse por aí vendendo dinheirinho que eu mesmo imprimisse, digamos do jogo Banco Imobiliário, quem compraria?

        “Ah, que negativismo! Compra aí, vai, que eu já falei com o ‘seo’ Manoel, da venda, e ele falou que, se foi dinheirinho emitido por mim, ele aceita, eu prometi a ele comprar o dinheirinho dele quando ele quiser. Mas acho que ele vai mesmo é guardar até valorizar…”

        “E você tem tem dinheiro para comprar o dinheirinho se o ‘seo’ Manoel quiser vender?”

        “Claro! Sou milionário! Nem preciso desse dinheirinho, só tô vendendo para o pessoal ter alternativa, não ficar com esse dinheiro porcaria do governo, que cobra até imposto, hein? Eu sou muito mais legal que aqueles ladrões do governo.

        “É mesmo, político é tudo ladrão… Tá bom, depois eu vejo, tá?”

        “Olha que depois que todo mundo tiver comprado, o preço sobe, hein? Só prá você ver: quando te ofereci valia R$ 2,00. Agora vale R$ 4,00…”

        “Ué, já aumentou assim?”

        “É o mercado, amigo… enquanto a gente tá aqui, conversando, meu sócio já encontrou duas pessoas que queriam. Como ele só tinha 2 dinheirinhos e as duas pessoas quiseram comprar, ele vendeu cada dinheirinho a R$ 3,50. Ou seja, você acabou de perder R$ 1,50 em cada dinheirinho. Agora nem sei se quero mais te vender…”

        “Ah, vende aí… táqui, ó: R$ 4,00 por um dinheirinho!”

        “Desculpe, mas agora já custa R$ 4,50.”

        “Tá bom, um dinheirinho que valoriza assim, em minutos, quero sim. Taí, R$ 4,50.”

        ”Gradecido”

        “Meu prazer. E se quiser mais, passa lá em casa, tá? Tô fazendo mais, com esse dinheiro que você me pagou, tô fazendo mais só prá você, tá?”

        (É que bitcoin é tão diferente disso, né? Bitcoin é moderno, pela Internet, vende aqui, vende no Japão. Já viu a foto de um bitcoin? Sim, existe, nunca viu? Não é lindo, ele?)

  7. Sofisma 2 –criptomoedas não

    Sofisma 2 –criptomoedas não sofrem inflação, porque têm limites de emissão
    É uma idiotice total.

    Leia este texto de 2014, sobre o “problema deflacionário do Bitcoin”:

    Money from nothingChronic deflation may keep Bitcoin from displacing its fiat rivals https://www.economist.com/news/finance-and-economics/21599053-chronic-deflation-may-keep-bitcoin-displacing-its-fiat-rivals-money A natureza deflacionária do Bitcoin — e de qualquer moeda cuja emissão seja limitada — é conhecida há anos. Não é novidade, e, longe de ser uma solução, é um verdadeiro problema para uma moeda que pretende se tornar de uso comum.  

  8. O título deste artigo do
    O título deste artigo do Nassif foi o mais direto q já lí,inclusive me chamou muito a atenção por isso e até me impactou,essa coisa de Bitcoin(não é bolacha recheada!?) deve ser séria mesmo,tá aí um bom teste à credibilidade do Nassifão, veremos o q virá!

  9. O golpe desta pirâmide se utiliza de “filósofos e economistas”

    do youtube. Geralmente jovens que sem experiência de vida e do funcionamento das coisas, caem na lábia dos “gurus” e “falsos profetas” da internet. Acham que a complexidade da vida será resolvida através de aplicativos, geralmente feitos por uma horda de especuladores ganaciosos loucos por enriquecimento rápido à custo dos tolos. O 171 se prospera graças a constante criação de otários. Por trás de cada golpista, há uma centena de tontos embebidos em sua soberba.

  10. Whiskas sache
    Bla bla bla wiskas sache bla bla bla.
    Voltarei aqui dia 31.12.18 para ver o proximo conselho infalivel

  11. bitcoin é uma maneira de transferir créditos

    Acho que a origem da confusão é misturar o que é dinheiro – o que tem lastro – com o que é transação – a passagem do dinheiro, como DOC e TED. Bitcoin é uma maneira descentralizada de gerenciar um livro caixa – e isso é inovador. O espírito está na sua fala: ‘A Goldmam Sachs adotar a criptomoeda, significa que ela terá um sistema dela, para girar exclusivamente os recursos de seus investidores, facilitando a troca de posições entre eles’.

  12. Agora os gurus da economia
    Agora os gurus da economia podiam explicar porque alguém venderia o site do Facebook por milhões e quem compra oque ganha com isso.. Daí poderia passar para a próxima fase e explicar o bitcoin.

  13. Agora os gurus da economia
    Agora os gurus da economia podiam explicar porque alguém venderia o site do Facebook por milhões e quem compra oque ganha com isso.. Daí poderia passar para a próxima fase e explicar o bitcoin.

  14. Pirâmide financeira em Brasília: o escândalo Kriptacoin

    Em Brasília, uma criptomoeda falsa – isso não seria uma redundância? – movimentou pelo menos 250 milhões e lesou pelo menos 40 mil pessoas. Muitos dirão que não era uma criptomoeda verdadeira, mas um golpe puro e simples. E quem saberá onde está a diferença entre uma coisa e outra? https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/moeda-falsa-kriptacoin-fez-vitimas-entre-servidores-publicos-e-estudantes-do-df-diz-policia-civil.ghtml

  15. Quase tudo corretíssimo

    Quase tudo corretíssimo, só queria adicionar o seguinte:

     

     

    Bitcoin é o primeiro ativo da história que tem liquidez global instantânea — pode ser transferido e trocado por fiat em qualquer lugar do mundo. Nunca ouve, em escala global, algo tão versátil, seguro (segurança tecnológica), democrático, independente e líquido como Bitcoin. Ouro, dolar, euro não entregam este valor.

    Isso por si só é a inovação do Bitcoin e o que os não-especuladores valorizam a longo prazo.

    Sim, há uma corrida especulativa hoje, e por isso a volatilidade e loucura são altas. Mas isso é a característica do hype que deve se estabilizar em breve. Mas por mais 1 ano ou 2, por que não aproveitar a corrida para investir? Claro, assumindo os riscos de operar corretamente ou usar um bom fundo de investimento em criptomoedas.

    Ethereum é outro ativo que tem um propósito muito interessante como combustível para aplicações distribuidas.

    As outras criptomoedas são 99% bolhas especulativas mesmo. E você deve pensar nelas como ações de empresas, não como dinheiro do supermercado. Uma empresa que emite um criptoativo espera angariar fundos para seu projeto. Funcionam exatamente como ações ao portador — você possui o ativo de forma anônima se possui a chave privada do blockchain onde estão registradas as suas aquisições. Esses criptoativos, em sua maioria, não têm nenhum outro propósito além do que descrevi. Almejam custear os projetos de seu criador angariando dinheiro numa espécie de bolsa de valores global e democrática — os blockchains e excahnges — sem ter que passar pela burocracia e regulação das bolsas tradicionais. É de alto risco porque não há agências de rating nem nada disso no processo; cabe ao investidor avaliar o projeto, o site da empresa etc. E aí há espaço para marketing excessivo e enganação.

    Luis, cuidado para não simplificar. 99% das criptomoedas são bolhas expeculativas sim. Cada criptomoeda é uma bolha por si só, com seu ciclo de estouro independente. Mas há também uma verdadeira novidade aí. Não só na tecnologia do blockchain, mas também na inovação financeira global que Bitcoin, Ethereum e mais um ou outro bluechip permite.

    Quando o hype passar teremos 2 universos financeiros: o duro, caro, regulado e burocrático do sistema financeiro atual e popular, democrático e desregulado das criptomoedas. Exatamente como aconteceu com software licenciado e software livre anos atrás.

    As criptomoedas representam uma oportunidade financeira tão grente quanto o Novo Mundo no século XVI: grandes possibilidades inéditas com um alto risco.

     

    • Anarcocapitalismo democratico?
      Fico imaginando a decisao democratica dos populares, quando o “hipe” especulativo passar e todo o mundo puder usar as criptomoedas sem a interferencia do estado, numa nice. Ai vai lah o cidadao com sua boa consciencia democratica, pensa se compra um carro novo, uma roupinha para algum familiar, coteja entao, sempre democraticamente, sua necessidade, seu desejo de consumo, refletindo nobremente sobre a qualidade do ensino publico, do saneamento, dos hospitais, em alguma infraestrutura a ser feita, sei lah, essas ocopacoes tipicas do estado, coisas que ele faz ou deveria tentar fazer enquanto estamos nem tao democraticamente assim concentrados vendendo nosso tempo sob a forma de trabalho para amealhar umas criptomoedas, se nao serah melhor para o cidadao democratico em apreco esquecer a competicao inerente ao mercado democratizado e dar uma biticoinzinha democraticamente para o estado, para ele poder arcar com tais despesas democraticas dele.

    • “Nunca ouve, em escala

      “Nunca ouve, em escala global, algo tão versátil, seguro (segurança tecnológica), democrático, independente e líquido como Bitcoin”:

      Tudo irrelevante:  o que significa “seguranca tecnologica” SE O LASTRO NAO EH GARANTIDO??????.

    • Alias, enquanto eu estou

      Alias, enquanto eu estou puto…

      Porque eh que essa seguranca electronica toda nao abrange meus emails tambem?

      Porque eh que ela nao abrange nem sequer meu navegar na internet?

      Porque eh que eu nao posso sequer comprar uma porra de computador sem escutar filhos de uma grandississima puta planejando o invadir…  menos de 5 minutos depois mesmo?????

      Ah, os algoritmos sao publicos desde 1900 e borrachinha?  Que otimo, nossa!

      Mas porque eh que nao houve nem unzinho algorithm em todos esses anos que alguem usou pra proteger SOMENTE ESSES DADOS?

       Eh de se pensar que um milhao de programadores ja teria visto issobem TODOS esses anos, nao eh?  So que…  Ninguem viu.

      E eh os criptomoneys que saos seguros???  Nem nas mais infimas coisas eu posso confiar na internet…  Eh COM MEU DINHEIRO que eh pra confiar na internet???

  16. Desinformado falando o que não sabe
    Todas as suas fontes são pessoas que não conhecem a tecnologia que as criptomoedas tem é o que de benéfico tem para toda a sociedade mundial, saia dessa caixa fechada do estado que você se encontra, adora pagar absurdos de impostos então fique na caixa, paga impostos para qualquer transação bancária entre bancos diferentes fique na caixa, faz transação internacional entre bancos pagando super taxas e que geralmente acaba ficando como ordem de pagamento que você tem que ir pessoalmente ao banco retirar e ainda dizer para que vai usar fique na caixa, agora se tudo isso ainda não for suficiente, simplesmente estude mais um pouco que acharam a resposta.

    • Apesar do nick

      A despeito de seu nick ser SeiDoQueFalo, falta uma informação importante: as transações em bitcoin (e outras criptomoedas) não são gratuitas, há um custo de transferência, e no caso especifico do Bitcoin, quanto mais alto o valor ofertado, mais rápidamente as transações são processadas, de forma que no pico de valor em Dezembro, o custo médio para uma transferência com Bitcoin era de cerca de US$ 45,00, o que inviabiliza transferencias de baixo custo.

      Se removemos toda a especulação relativa ao Bitcoin, o que resta que pode ser considerado como um ativo de valor, que é a capacidade de transferência de dinheiro, também é um problema, visto que devido a arquitetura de mineração e aos limites na geração de novos blocos, atualmente a taxa de transações é de aproximadamente 3 por segundo, com um pico durante 2017 de 18 transações por segundo. Comparado com Visa e Mastercard que operam na ordem de dezenas de milhares de transações por segundo, vemos que arquiteturalmente a blockchain do Bitcoin tem pouco valor como um meio de transferencias por seu custo elevado e alto tempo de espera, com transações demorando dias para serem completadas.

      Imagine o seguinte cenário: você vai a uma loja, compra um determinado produto, e ao tentar realizar a compra, deve aguardar por 4 horas para completar o processo e receber a garantia de que a transferência foi concluida. Esse é o cenário atual para transferência de valores com Bitcoin. Outras criptomoedas possuem arquiteturas que removem tais problemas de escalabilidade, mas ainda assim, dificilmente conseguem, devido ao paradigma de ledger distribuido, escalar para valores equivalentes aos disponiveis em sistemas centralizados como os das operadoras de cartão de crédito.

  17. Atitude Simples

    Para todos os entendidos que dizem que é pirâmide é tudo muito simples amigos, vcs não querem detonar os trouxas?

    Vão na CBO ou CME e vendam bitcoin a descoberto nos contratos futuros. Ganhem dinheiro dos “trouxas”.

  18. Acho muito engraçado a
    Acho muito engraçado a preocupação de certas pessoas com as criptomoedas. Será que Vaz parte de algum Banco e está vendo que deixarão de existir em um futuro bem próximo?
    Viva a tecnologia!

  19. Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

    simplificando, e sempre sujeito a correções e adendos:

    – além de ser um assunto complexo, difícil e chato – e não necessariamente neste ordem – criptografia é considerada uma questão de alta segurança de estado, por conseguinte também das mega corporações transnacionais;

    – o blockchain é uma base de dados distribuída, cuja consistência é garantida por criptografia;

    – cada bloco de dados (blockchain) tem um id (hash), obrigatoriamente único, gerado por uma sofisticada criptografia;

    – este tipo de criptografia embaralha seguidamente os dados, sejam eles quais forem, e dependendo do seu grau de sofisticação é tecnicamente impossível de ser revertida a um custo computacional viável (tempo de processamento + recursos de hardware);

    – os sites que oferecem serviço de reversão apenas a simulam, pois trabalham com gigantescos bancos de dados nos quais armazenam a origem e o resultado de criptografias já efetuadas. ou seja, um hash que ainda não esteja em no banco de dados não pode ser revertido. exemplo: http://hashtoolkit.com/;

    – o SHA-1 é um algoritmo de criptografia divulgado em 1995 e ainda amplamente utilizado. apesar de projetado pela NSA, seu código é aberto. sofreu um ataque bem sucedido em 02/2017, sob liderança do Google (link). a partir de então o SHA-1 já não é mais seguro, sendo possível com facilidade gerar através dele o mesmo hash para dois diferentes dados de entrada. exemplo: https://alf.nu/SHA1;

    – com funções criptográficas ainda mais elaboradas, o conjunto de algoritmos SHA-2 é o utilizado no blockchain. também foi projetado pela NSA com código aberto. desde sua divulgação em 2001, este código foi exaustivamente examinado por inúmeros especialistas em criptografia. até o momento não foi encontrado nenhum modo de através dele gerar o mesmo hash para dois diferentes dados de entrada (denomina-se como colisão), a não ser pelo método de força bruta a um custo computacional inviável. prosseguem as análises e testes de colisão: link. ressalve-se contudo que o projetista (NSA) sempre é um exímio conhecedor de seu projeto;

    – para garantir a fidelidade das transações efetuadas entre as partes, assim como um nível de privacidade e anonimato, o blockchain utiliza também um outro tipo de criptografia, baseado em dupla chave (privada e pública). este método está também constantemente sujeito a ataques, análises, revisões e aperfeiçoamentos.

    .

  20. Falando sobre o que não conhece

    Fica nítido no texto que Nassif conhece bem de economia e pouco sobre criptomoedas e os motivos que as fazem ser valorizidas. 

    • Exato.
       
      Sem querer ofender o

      Exato.

       

      Sem querer ofender o blog, mas o Nassif já tinha pisado no tomate em outro artigo de tecnologia láaaa atrás, entitulado ‘A mágoa eterna de Steve Wozniak’… (veja os comentários)

       

      Steve Wozniak é uma unanimidade na área de Computação. Sou computeiro e não conheço UM computeiro sequer que não respeite esse cara… Diferente de Bill Gates e Zuckerberg que tem muiiiiitos críticos na área…

       

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-magoa-eterna-de-steve-wozniak

      • O problema de vocês é não

        O problema de vocês é não entender que genialidade tecnológica é diferente de visão de negócios. Tesla foi maior, mas quem venceu economicamente e impôs seu modelo foi Thomaz Edison. A Boreland era mais criativa que a MIcrosoft, mas quem impôs o padrão foi Bill Gates.

    • Eu acredito no blockchain,

      Eu acredito no blockchain, principalmente para outras finalidades diferentes de criptomoedas…

       

      E NÃO recomendo que ninguém que não saiba do que se trata nesse mercado entre, nem para ‘brincar de investidor’…

       

      É tipo o bobão que não entende nada de bolsa de valores e vai lá comprar ações da PETRO e BB, e só perde dinheiro para os day-traders…

    • “O homem que copíava” poderia

      “O homem que copíava” poderia ser considerado precusor cinematográfico do bitcoin?

       

      Não, porque o bitcoin é uma moeda com limite de 21 milhões de unidades… Diferente de reais e dólares, você não pode “imprimir mais” 🙂

       

  21. Luis Nassif, duas reflexões para você

    Luis Nassif, duas reflexões para você, sem desmerecer sua análise, que vou deixar aqui:

     

    1) o que te faz acreditar no fracasso das criptomoedas, ao INDUZIR as pessoas a venderem tudo enquanto pode???

    Lembre-se que é CRIME INDUZIR pessoas, sejam para venderem ou comprarem!

    2) o que te faz acreditar no fracasso das criptomoedas, ao ACHAR que há especialistas induzindo as pessoas a comprarem???

    Lembre-se que a própria mídia tradicional (televisiva e impressa) deu cobertura intensiva no ano de 2017, colaborando para mais e mais pessoas a aderirem à “moda”.

     

    Não menos importante, te faço outro questionamento:

    No início da sua matéria você disse que FOI ATÉ AS FONTES MAIS SÉRIAS.

    Respeitando as fontes jornalísticas, se possível, poderia divulgar estas fontes sérias, já que não há informação sensível para resguardar estas fontes? Seria de grande contribuição, até para dar um maior respaldo à veracidade da informação.

     

    Grato pela reflexão.

    Ronaldo

     

      • Obrigado

        Obrigado por confirmar as fontes, Luis.

         

        Aproveitando o ensejo, ainda na pauta criptomoedas, deixo como sugestão, quem sabe para próximas matérias, escrever sobre o mercado no Japão.

        Sou investidor em criptomoedas, e também leitor do GGN, e parabenizo-o por falar (mesmo que contrário) sobre criptomoedas.

        Sabe o que me deixa intrigado? É a relação do Japão para com a adoção do Bitcoin e demais altcoins, inclusive sendo o primeiro país a regulamentar.

        Como todos sabemos, o Japão sempre é vanguardista. Então, se no Japão o olhar para as criptomoedas não é de ameaça ao sistema financeiro tradicional, isso me faz crer que as criptomoedas (não digo essa ou aquela moeda) farão parte do futuro, pelo menos no Japão.

        Novamente, grato pela atenção.

        Ronaldo

        • Um mercado em que o volume de compra e venda não é……

          Um mercado em que o volume de compra e venda não é claro é sujeito a uma verdadeira especulação.

           

          Atualmente venho por curiosidade acompanhando os valores da BitCoin. Ao se olhar os valores da BitCoin de minuto a minuto, se vê claramente que há manobras especulativas perfeitamente claras.

           

          Como não se dá a mínima ênfase no volume de compra e venda mas sim nos valores, fica evidentes as manobras especulativa, ou seja, de um momento para o outro surge uma compra bem acima do valor que estão operando, porém como não se vê o volume negociado (não digo que as grandes corretoras não conheçam, mas o boboca que entrou a pouco não percebe isto) pode simplesmente alguém estar propondo uma compra acima do valor do momento e ele mesmo comprar estas criptomoedas. Isto na bolsa de valores é proibido (não quer dizer que não se faça), porém nos mercados das criptomoedas qualquer negociação é permitida.

           

          Pois bem, no momento que um operador compra e vende acima do valor do mercado, dá aparência que há uma tendência altista, no mesmo momento ele coloca à venda pelo mesmo valor que aparece na transação e vende. Ele poderá fazer o mesmo vendendo bem abaixo do valor que estão fazendo a operação, neste momento aparecem outros dispostos a vender, e eles vendem.

          Esta é uma das formas mais primitivas de manipular o mercado, existem outras.

          O resumo da Ópera, um negociador que possuir uma quantidade razoável de criptomoedas faz um movimento de gangorra, que quando o parceiro está lá em cima ele salta fora e os outros se esborracham.

      • Feh
        A exploracao do homem pelo homem nao eh pecado para alguns. Para os que pensam que o capitalismo eh eterno, natural, que nasceu com Adao para os filhos de Adao, que acreditam na missao transcenental de o aceitar e o fazer prosperar, porque para eles tal solucao eh a-historica, portanto. O grande pecado para esses eh questionar ou ser contra a solucao “natural” e eterna da compra e venda. Zero de coercao no liberalismo, por ai… Pelo menos os comunistas que praticaram o capitalismo de estado nao chegaram a tal cinismo. Ao contrario, eram sinceramente explicitos. Na Russia sovietica um dos aforismos mais conhecidos era: “QUEM NAO TRABALHA NAO COME!”

  22. Impacto em economias de países subdesenvolvido

    Olá Nassif.

    Gostaria de ouvir sua opinião sobre o impacto do bitcoin em economias onde o estado está desacreditado (moeda desvalorizada) exemplo Venezuela e Zimbabwe, e países onde a maior parte da população não possui contas bancárias e sim celulares na palma da mão.

    E seria também interessante ouvir sobre o exemplo do Japão, que regulou e estabeleceu limites porém sem inibir a utilização.

     

  23. Impacto em economias de países subdesenvolvido

    Olá Nassif.

    Gostaria de ouvir sua opinião sobre o impacto do bitcoin em economias onde o estado está desacreditado (moeda desvalorizada) exemplo Venezuela e Zimbabwe, e países onde a maior parte da população não possui contas bancárias e sim celulares na palma da mão.

    E seria também interessante ouvir sobre o exemplo do Japão, que regulou e estabeleceu limites porém sem inibir a utilização.

     

    • Venezuela

      “o estado está desacreditado (moeda desvalorizada) exemplo Venezuela e Zimbabwe,”

      Venezuela, onde o governo desacreditado GANHA  as eleições? Não seria melhor citar outro pais…

      “Tipo”, ……o Brasil um pais que retrocedeu trinta anos em dois e o seu representante máximo é uma rede de tv controlada por alienígenas?

      • Desculpa

        Desculpa Emerson, não quis com o meu post desacreditar o governo da Venezuela e nem valorizar o governo brasileiro.

         

  24. A fe nao move montanhas
    A feh, diferentemente do que apregoa o dito popular, nao move montanhas, como bem sabem nao apenas os engenheiros e demolidores.

    Porque entao os aficcionados da Bitcoin e outras criptomoedas do genero acreditam em algo que foi feito nao se sabe por quem, em qual quantidade aferivel e sob quais pressupostos algoritmicos?

    As aparencias se confundem: “corrupção” vem do termo latino corruptione, junção das palavras cor (coração) e rupta (quebra, rompimento). Jah o morfema “cripto”, usado para adjetivar o radical moeda da criptomoeda, vem do grego “kruptós” e significa escondido.

    Isso jah deveria ser suficiente para afugentar das criptomoedas pessoas sem segundas intencoes e com o minimo de senso critico.

    O que garante a essa gente que a Bitcoin nao foi programada para ter uma data de validade que a faca simplesmente desaparecer no balanco de alguma hora, dia, mes e ano predeterminado? Que em seu “coracao” nao esteja escondido alguma surpresa desagradavel ideada por algum cyberpunk desocupado?

    Nada garante! Eh questao de feh.

    Aqui a “copia e cola” de um exerto do ensaio “20. O sacrifício e o regresso perverso do arcaico” que trata da relacao afinitiva e “parasitaria” do capitalismo com a religiao, presente no livro “Dinheiro sem Valor”, do Robert Kurz, no caso versando sobre a origem transcendental sacrificial da moeda (http://www.obeco-online.org/rkurz408.htm):

    “O que era o dinheiro pré-moderno? Começou por ser o gelt, o sacrifício aos deuses, que originalmente foi um sacrifício humano. Com este gesto pagava-se uma “culpa” ou, melhor dizendo, cumpria-se um “dever” para que o Sol voltasse a nascer todos os dias, para ser possível a alimentação no “processo de metabolismo com a natureza” (Marx), talvez para afastar ou atenuar as desgraças e os golpes do destino, etc. Esta “objectualidade do sacrifício” simbólica, mas necessariamente material, percorreu, em primeiro lugar, um espectro histórico de metamorfoses, de substituições. Mas não substituições de Deus, como Bolz opina e Benjamin poderia dar a entender, mas substituições da própria vítima: desde os seres humanos jovens de uma rara excelência ou especial beleza, passando pelo gado bovino ou cavalar e outros animais sacrificiais, substituídos posteriormente pelas representações simbólico-materiais desses animais na forma de bolos ou hóstias, até ao metal precioso e à moeda cunhada.”

    https://vimeo.com/11829643

  25. Tanto investimento em

    Tanto investimento em tecnologia. Era só falar com a Odebrecht. Os caras tem criptografia que nem a justiça brasileira consegue quebrar 

    • Não existe nenhum problema

      Não existe nenhum problema conhecido com a criptografia do Bitcoin.

       

      O problema é que as pessoas estão tratando uma moeda como um investimento.

       

      É tipo como você acordar uma belo dia e todo mundo tá comprando dólar a R$ 2,10 para vender a R$ 4,00 daqui 10 anos… É burrice…

  26. Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

    complementando, e sempre sujeito a adendos e correções:

    – lançada em 10/2016,  a cripto-moeda Zcash utiliza um inovador tipo de criptografia para fornecer confidencialidade total numa rede blockchain. Zcash alega ser capaz de automaticamente ocultar o remetente, o destinatário e o conteúdo de todas as transações do blockchain. em 05/2017, o JPMorgan integra a tecnologia do Zcash à sua plataforma blockchain.

    JPMorgan Chase To Integrate Zcash Technology To Its Enterprise Blockchain Platform

    Bitcoin was once (and, to some extent, still is) tainted by its association with illicit activity. But as a number of criminals have found out, transactions in Bitcoin can be tracked.

    So when Zcash, a so-called privacy coin, launched last October, it raised questions about who would want to use such a currency that had the option to function as a true digital equivalent of cash, leaving no fingerprints behind.

    It turns out banks just might want that feature.

    – a critpo-moeda Monero também utiliza criptografia aperfeiçoada e combinada para assegurar completo anonimato no blockchain, apresentando-se como o “Banco Suíço dos Bancos Suícos”: 

    “Monero é muito mais do que uma conta bancária com privacidade. O Monero não é apenas uma carteira para manter os seus fundos privados, mas tudo o que você faz com o seu dinheiro é privado. Esse é um grande upgrade de uma conta bancária num Banco Suíço.”

    .

    • Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

      debate sobre as cripto-moedas é prioritário na pauta mundial. artigos postados ontem (30/01/2018).

      Economic Collapse: Will Cryptocurrency Save The Financial System?

      30.01.2018

      In the second article of my three part series, I addressed how we got to the current state of this financial chaos. In this last article, I explain where we are heading and how cryptocurrency could be the last chance to create a sustainable economic system.

      Did the NSA Create Bitcoin to Usher in One World Currency?

      01/30/2018

      It is true, the National Security Agency created part of the code for Bitcoin.

      When you first hear that, it is pretty jarring. It seems like a smoking gun! Case closed, conspiracy theory proven.

      But the NSA creates a lot of cryptography code. Some of it works and is widely adopted.

      And if our shadowy globalist elite bankster deep state overlords plunge us into a 10,000-year war with Satan himself leading the dark armies, then what the hell was I going to do about it anyway?

      .

    • Tem um ditado antigo
       

      que diz :

      “Se você não sabe o que fazer com o seu dinheiro, ponha-o na minha mão que eu sei.”

      E é por isso que temos muitos clientes endividados, alguns  bancários e pouquíssimos banqueiros.

      Só eles sabem o que fazer com o seu dinheiro.

      Uma instituição que promete esconder a identidade, as transações, a privacidade total do cliente, junto com o seu dinheiro, pode também esconder-se dele.

      Fundamentada no princípio de que “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”, essa entidade, não tendo a quem dar satisfações, não terá também onde ser demandada.

      Claro que existem seguros garantidores de transações mas em se tratando de dinheiro, confiabilidade é mais importante que ouro.

      Não se censure que queira colocar a si e a seus bens  a salvo desse rígido e cada vez maior controle financeiro imposto à população em nível mundial, mas daí a colocar seus bens no cavalo do bandido…

      Não sei.

      Há coisas muito escabrosas ainda a serem descobertas e outras tantas no porvir.

       

  27. Vou dar um print neste artigo

    Vou dar um print neste artigo 🙂
    E no anterior…

    Daqui a um ano, vamos ver se vai ser um novo “telexfree – pirâmide” ou um novo “a esperança de Dilma é a conciliação, que pode ser feita por Michel Temer” 😛

  28. Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

    observar que há também muita volatilidade nas demais cripto-moedas selecionadas, ficando o gráfico dimensionado pelo alto valor do Bitcoin. ou então selecionar “scale = logarithmic”.

    .

  29. Porque eh que nenhum de nos

    Porque eh que nenhum de nos conhece, ja viu, ouviu falar, ou sequer ja leu o nome de praticamente todos os apoiadores de cripto moedas que apareceram nos comentarios??????

    Ooooooooohhhh…  E eu ADORO demonios, viu?  Eu como ambos demonios e infinidades no cafe da manha…

  30. Nassif, seja mais obvio!

    Milhoes de programadores do mundo simplesmente nao viram que se o algoritmo eh seguro assim o primeirissimo uso dele teria acontecido uma decada atraz quando eu disse em email pra minha amante secreta que era so ela acertar o 3rd marido na cabeca com uma fatia do arroz dela que assim que eu chegasse la eu me livraria do corpo dele?

      (eh…  Eu engordei pacas aa epoca…)

  31. Firethebusiness.com

    Apenas pesquise essa página  http://cfe.cboe.com/cfe-products/xbt-cboe-bitcoin-futures

    Graças a evolução hoje o senhor pode usar seus computador para escrever esses textos para outras pessoas corrigir (risos)…

    Se as moedas digitais fossem ruim teriamos que fechar a bovespa? pois ali sim! teve muita gente que perdeu dinheiro e até hoje perde mas o mercado não é para qualquer um que deseja entrar, tem que estudar… Mas seria injusto discutir com o senhor… Da para se notar a total falta de informação… Não compare tecnologia com o simples fato, de comprar e vender moedinhas, prejuízo e lucro (risos), as moedas digitais vão além da sua pesquisa superficial… Não quero ser grosso nem o dono da verdade mas pesquise faça outro artigo algo que de para discutir… Tecnologia nunca para, mesmo com toda sua vontade ou minha, ou a de qualquer um, que queira freiar… Estou montando um site pois me parece que professores expert no assunto eles só querem vender curso (risos) é por isso que tem um monte de gente mal informada…

     

    Adriano Shioda

    firethebusiness.com

  32. Quem visa amigo é, ainda dá

    Quem visa amigo é, ainda dá tempo de cair fora do engodo inventado pelo capitalismo desregulado e sem controle, produto dos ensandecidos que querem ficar ricos a qualquer custo sem produzir absolutamente nada.

     

    Valeu Nassif.

  33. E meu dever civico comunicar
    E meu dever civico comunicar a todos que ja enviei a TV Globo meu video sobre que Brasil eu desejo para o futuro.Eu desejo um Brasil sem a Globo.Ah e sem essas infames estrelas daqui.Tao simples.

  34. E meu dever civico comunicar
    E meu dever civico comunicar a todos que ja enviei a TV Globo meu video sobre que Brasil eu desejo para o futuro.Eu desejo um Brasil sem a Globo.Ah e sem essas infames estrelas daqui.Tao simples.

    • emerson57, nem todas as

      emerson57, nem todas as moedas precisam ser mineradas demoradamente, como acontece com o Bitcoin:

      O tempo de mineração é definido por quem cria a moeda.

      Veja a lista das maiores criptomoedas em: https://coinmarketcap.com/

       

      Várias delas já foram todas mineradas.

      A ripple, por exemplo, possui 38,739,142,811 unidades e já foram todas ‘mineiradas’ lá na sua criação, enquanto o Bitcoin possui apenas 21,000,000, tendo apenas 16,837,450 de unidades mineiradas…

       

      Eu particularmente acho idiota o criador definir um tempo longo para mineração de todas as moedas, já que se gasta uma quantidade absurda de energia para não resolver nenhum problema interessante, como a cura do cancer ou algo do tipo 🙂

  35. É faroeste.

    Acho a preocupação do Nassif válida.

    O problema não é o bitcoin em sí, mas a falta de regulamentação. É faroeste.

    E como é faroeste esta cheio de gente vendendo pirita (minério de ferro) como se fosse pepita de ouro. Sobra espaço para os “ixpertos” , se liga, rendimento de mais de 50% por mês nem a Cosa Nostra com toda sua expertise alcança!

    A grande sedução do bitcoin é poder transacionar somas quaisquer de moeda pelas de fronteiras sem que so detentores dessas fronteiras possam intervir ou obstar ! E o sonho do contrabandista, do pessoal da lavandeiria, dos ultraliberais , dos usuários da “deep web” e por que não dos que fomentam “primaveras”. E ficar fora da vista do fisco, do DEA….

     

    Mas o poder de deslocar o dolar como moeda corrente de ambito internacional é igualmente  grande, porém a grande fragilidade do bitcoin é a falta de lastro, mas que fiscaliza o lastro do dolar?

    Uma nova Bretton Woods é necessária!

     

     

  36. A mão invisível de Adam Smith

    Parabéns pelo artigo Nassif, muito esclarecedor. Mesmo que tenha restado dúvidas, os comentários os resolvem. Tanto os que concordam com a linha do artigo, mas também os discordantes, que primam por má fé  ou desconhecimento de Economia.

    Há de tudo, tem os que dizem as criptomoeadas serão o futuro uma vez que independem do Estado, dos Bancos Centrais, chegando a pregar uma sociedade sem impostos! A síntese desse tipo de pensamento é de que tratam-se de pessoas sem entendimento do funcionamento da sociedade. São os ultra-ultra-ultraneolberais.

    Se você pedir dinheiro emprestado para um desses fãs dessas correntes de criptomoedas (mesmo sendo amigo seu), ele irá exigir um contrato, garantias, estipulação antecipada dos juros, etc. …Mas aí o sujeito vai e compra um lote de “criptomoedas, numdito mercado virtual, sem lastros, sem garantias, que ficaram aramazenadas em seu computador ou celular a espera de aparecer outro sujeito que lhe pague um valor bem a mais por aquelas ditas moedas, possivelmente por que possuem um nome chamativo, acreditando que poedrá vender esse produto etéreo para outro incauto!!!

    Só faltou apregoarem que a “mão invisivel” de Adam Smith garantiria esse mercado sem produto algum!!

    • “Há de tudo, tem os que dizem

      “Há de tudo, tem os que dizem as criptomoeadas serão o futuro uma vez que independem do Estado, dos Bancos Centrais, chegando a pregar uma sociedade sem impostos!”

      Isso é impossível, e não é o que eles pregam. Se você comprar um PlayStation na Magazine Luiza, o governo vai obrigar a loja a emitir uma nova fiscal, e você vai ter que pegar os impostos devidos. A mesma coisa no recebimento de salários e tudo o mais.

       

      O que muda é que você pode enviar um dinheiro para aquele seu amigo na Europa ou contratar um programador Free Lancer na China, sem pagar impostos.

       

      As transações podem ser “anônimas”, mas na hora que você for transformar esse dinheiro em dólar ou reais (ou comprar alguma coisa em uma loja ‘normal’) vai ter que botar o seu CPF e pagar os seus impostos…

  37. Bolha é o mecanismo

    Bolha é o mecanismo capitalista mundial de concetração de riqueza. Só o topo da pirâmide ganha.

  38. O grande problema no

    O grande problema no raciocínio do Nassif em relação ao Bitcoin consiste no fato de ver as criptomoedas apenas como um ‘INVESTIMENTO’… Quem trata o Bitcoin como investimento com certeza vai perder (ou ganhar) muito. Nos EUA tem gente vendendo carro, casa e usando dinheiro da faculdade dos filhos para ‘investir’ em Bitcoin, porque o vizinho ganhou muito dinheiro com isso… É loucura! Mas isso não faz do Bitcoin uma bolha (e sim a moda de comprar Bitcoin, que se alastrou no último ano). É tipo pessoas comprarem carro para sair por aí matando outras pessoas, e o governo querer proibir a venda de carros. Os carros não foram criados para isso…

     

    Bitcoin não foi pensado como investimento. Leiam o paper do Nakamoto, que é o criador da moeda. Ele foi pensado como uma moeda descentralizada, com quantidade finita (a fim de evitar inflação) e baixas taxas de transação (ou mesmo sem taxas, como é o caso de outras moedas como o Raiblocks). Uma criptomoeda não precisa necessariamente ter um lastro, mas pode ter (a Venezuela recentemente divulgou que estava criando uma criptomoeda com lasto no petroleo, por exemplo…)

     

    O Bitcoin por si só não é uma bolha, mas pouco a pouco foi criada uma bolha dentro do Bitcoin. É diferente da TelexFree, que era essencialmente um sistema pirâmide + bolha… Se a bolha da TelexFree estoura (e estourou) acabou todo o esquema. Adeus TelexFree… Se a bolha do Bitcoin estourar (e não sabemos ainda se vai estourar… Ainda há pouco existia boatos que a Amazon, maior varejista dos EUA e provavelmente do mundo, estaria pensando em aceitar Bitcoin como forma de pagamento), o Bitcoin continua existindo, mesmo após o estouro… E vai voltar a ser o que era quando os nerds e geeks viam no sistema de blockchain um sistema divertido, que permitia fazer transações para quaisquer pessoas no mundo. O bitcoin mudou a dinâmica de muitas famílias na Venezuela recentemente, com a destruição do Bolívar… Se o valor do Bitcoin caí de $10.000 para $10, a bolha estoura, mas não quer dizer que a moeda acaba. Ela apenas não é mais atrativa para os ‘investidores’… (ou talvez seja, pelo fato de poder comprar ‘na baixa’)… A questão aqui é quanto é o ‘preço justo’ do Bitcoin? E… como fazer para evitar a volatilidade que apareceu junto com os ‘investidores’? (… de forma a tornar a moeda atrativa para transações, que era a finalidade pensada inicialmente).

     

    O russo criador do Ethereum (um token, que pode ser usado de forma genérica, como uma moeda similar ao Bitcoin ou para validar os votos de uma eleição por exemplo) disse que estava assustado com o valor que ele tinha chegado, e não acreditava que valia tudo isso (chegou a valer aproximadamente $1400 no auge)… Isso não quer dizer que o Ethereum por si só é uma bolha, já que é uma grande sistema de criação de contratos e blockchain para uso geral (e não apenas como criptomoeda)… Acontece que foi criada uma bolha dentro do ETH, na qual entram diariamente os espertos e ‘manés’… O Ethereum com certeza não vai acabar após um eventual estouro de bolha no cripto-mercado, porque agir como uma moeda é apenas uma das características do ETH.

     

    Uma informação bem relevante é o fato que por mais que existam mais de 300 criptomoedas, todas elas seguem a tendência do Bitcoin. Se o Bitcoin sobe, elas sobem junto, se cai, caem todas também…O Bitcoin é a coca-cola das cripto-moedas. Existem muitas pessoas que não fazem a mínima idéia do que é blockchain, mas já ouviram falar do Bitcoin… Ou seja, do jeito que o sistema está atualmente, ele prejudica quem acredita no sistema de blockchain como uma nova forma de moeda/transação, porque deixa essas pessoas reféns dos malucos que vêem o Bitcoin como investimento ou dos day-traders…

     

    Agora imagine que você vai trabalhar nos Estados Unidos e queira mandar dinheiro para sua família, sem pagar taxas ou ter que fazer contas em 5 bancos diferentes… Que legal é essa oportunidade! Transações quase instantâneas (uma transação Bitcon demora de 10 minutos a 1 hora, mas em outras criptomoedas mais modernas, como Raiblocks elas são instantâneas)… É evoluir do telégrafo ao e-mail.

     

    Algumas lojas famosas (como a Steam, maior loja de jogos digitais do mundo, ou mesmo a Microsoft) aceitavam Bitcoin até pouco tempo atrás. E pararam de aceitar graças à volatilidade da moeda. Entra-se um paradoxo, porque a moeda não vai estabilizar enquanto os manés estiverem vendendo suas casas para entrar no esquema e os espertos venderem seus Bitcoins que foram comprados na baixa… Poucos estão pensando em usar o Bitcoin como uma moeda de troca mesmo, que é a idéia inicial. Existem concessionárias em São Paulo vendendo carros quase milionários, aceitando pagando em Bitcoin, mas o que vai definir se a bolha estoura ou não é a aceitação do mercado como um todo. E dificilmente o mercado vai aceitar uma moeda extremamente volátil… Se os mercados não aceitarem e os governos ficarem em cima querendo proibir, a bolha estoura e os ‘economistas clássicos’ como o Nassif vão dizer ‘Viu só? Eu não falei? Eu já sabia!’. Se os mercados, por algum motivo qualquer, começarem a aceitar as criptomoedas, o Bitcoin provavelmente será a criptomoeda ‘de facto’ e os economistas terão que aceitar que eram dinossauros demais para um mundo novo. Não estavam prontos para essa evolução, como as empresas de veículos a combustão não estavam prontas para o mercado de carros elétricos.

     

    Demonizar as criptomoedas por sí só é burrice. Tecnicamente falando, é uma idéia sensacional (que está sendo destruída pelos ‘investidores’), diferentemente dos esquemas Ponzi clássicos, que já foram pensados maliciosamente desde o início. As criptomoedas poderiam ser a solução para o problema que os BRICS querem resolver há um tempo, não atrelando todas as operações em dólar. Ou mesmo o famigerado Kadaffi, quer foi sepultado logo que pensou em sair da linha do ‘sistema mundial dolarizado’… Independente de ser uma idéia boa ou ruim, é uma coisa a ser pensada.

     

    Eu particularmente não possuo nenhum bitcoin (e venderia se tivesse, porque é loucura ficar nesse mercado na situação que está atualmente, além do que dificilmente ele vai chegar à $100 mil, tornando-se algo atrativo para quem entrar agora como ‘investiro’) mas como sou área de exatas e já procurei saber como funciona esse esquema ‘tecnicamente’, acho que Nakamoto (que ninguém sabe quem é de verdade) merecia um Nobel da Economia. A idéia é fascinante. As criptomoedas poderiam significar uma utópica transição de sistema, como foi a transição do feudalismo para o capitalismo. Porém, nem todas as pessoas estão preparadas para essa transição, como na alegoria da caverna de Platão…

    • Fantástico!

      Olá!

      Excelente esclarecimento!

      Colocou o artigo do Nassif no chinelo. C todo respeito Nassif, mas, creio q vc deve estudar mais sobre as criptomoedas. Seria interessante se pudesse escrever artigo na perspectiva do porque os bancos e estados nacionais querem destruí-las!

      • Concordo com o fato de que o
        Concordo com o fato de que o Nassif tem que estudar muito mais ainda sobre criptomedas. Ele está analisando com a mentalidade de alguém que acha o sistema finaceiro atual algo indispensável e imutável e, ao mesmo tempo, tem falta de informação precisa sobre o assunto criptomoedas e blockchain, o que fica evidente em varios trechos do seu artigo. Ele entende muito sobre economia convencional, mas em criptomoedas está muito claro que é leigo. Criptomoedas não são um investimento, embora algumas pessoas o vejam assim ( na minha época a gente comprava dólar como investimento). As criptomoedas têm aplicação prática instantânea, resolvem muitos problemas de um sistema financeiro obsoleto, lento, injusto e que sufoca o planeta. Eu mesmo já paguei boletos, aluguel, água e luz com bitcoins. Bitcoin foi criado com intuito de ser uma moeda e não um mero instrumento de especulação. O sistema de criptomoesdas, como um todo, sofre com os ataques constantes de instituições financeiras e governos que os veem como uma ameaça aos seus interesses de exploração quase ilimitada; isso gera instabilidade e volatiçidade decorrentes das incertezas da população mundial perante as incertezas do efetivo funcionamento do sistema cripto, semeadas por esse decadente sistema financeiro atual. Criptomoedas vieram para ficar e são o futuro do dinheiro no mundo. Lembre disso, Nassif! Com todo o respeito que a sua pessoa merece…

        • Prezado
          enfatizei muitas

          Prezado

          enfatizei muitas vezes: não estou discutindo a viabilidade futura das criptomoedas. Estou discutindo a bolha atual com as atuais criptomoedas. 

      • Aimeusantoantoninhomarmo.
        O

        Aimeusantoantoninhomarmo.

        O artigo fala exclusivamente da bolha atual do bitcoin e da irresponsabilidade de oferecer para pequenos poupadores.

        O que diz o nosso amigo lá em cima sobre a bolha?

        Eu particularmente não possuo nenhum bitcoin (e venderia se tivesse, porque é loucura ficar nesse mercado na situação que está atualmente, além do que dificilmente ele vai chegar à $100 mil, tornando-se algo atrativo para quem entrar agora como ‘investiro’) mas como sou área de exatas e já procurei saber como funciona esse esquema ‘tecnicamente’, acho que Nakamoto (que ninguém sabe quem é de verdade) merecia um Nobel da Economia. A idéia é fascinante.

        Ainda vamos discutir o futuro das criptomoedas, como ficaria o sistema financeiro com elas. Mas é outra discussão. A discussão aqui é exclusivamente sobre a bolha que se formou com as criptomoedas. E nenhuma pessoa das exatas ou do mercado pode concordar que essa bolha é normal.

        • “Ainda vamos discutir o

          “Ainda vamos discutir o futuro das criptomoedas, como ficaria o sistema financeiro com elas. Mas é outra discussão. A discussão aqui é exclusivamente sobre a bolha que se formou com as criptomoedas. E nenhuma pessoa das exatas ou do mercado pode concordar que essa bolha é normal.”

          Nassif, o problema é que do jeito que o Bitcoin e outras criptomoedas estão sendo discutidas pelos ‘economistas’, passa-se a impressão que a moeda em si é a pirâmide/bolha, o que é uma idéia equivocada…

          Bitcoin não é TelexFree…

    • Caro Jig
      Infelizmente, nao vi nenhum “entendido” em “cripto-moedas”, nem o Nassif, nem alguns economistas, que entendesse realmente sobre o que significa “valor real” no sistema capitalista pois esse eh o ponto fulcral de toda essa discussao.

      O fato de o que chamam de cripto-moedas possuir “valor de troca” atribuido pelo mercado nao significa que tais registros criptografados possam sequer ser chamados de moedas.

      MOEDAS sao a objetificacao do trabalho morto – preterito – que ja foi apropriado pelo capitalista sob a forma de lucro no processo de trabalho que gerou alguma riqueza.

      Se, hipoteticamente e em termos grosseiros, todo o dinheiro do mundo fosse somado, isso corresponderia ah toda a riqueza (ativos imobiliarios, bens e mercadorias) que ja foi gerada pelo trabalho, sua depreciacao (desvalorizacao) e aquela parte adiantada (credito) pelo que se imagina serah trabalhado no futuro e gerarah lucros a serem apropriados sob a forma de mais valia.

      Onde as “cripto-moedas” entram nesse jogo que nao eh mera invencao, pois isso ai de cima EH A BASE DE FUNCIONAMENTO DO CAPITALISMO que os aficionados das cripto-moedas ignoram solenemente em seu “vanguardismo” tecnologico mal informado?

      Entao as cripto-moedas podem ser chamadas de tudo menos de MOEDAS, enquanto existirem as verdadeiras moedas, sejam elas emitidas nas casas da moeda da vida ou nos bancos eletronicamente.

  39. Escolha a sua criptomoerda: shitcoin, fuckcoin, ratsasscoin…

                    Um shitcoin

    Zero fucks

    Um fuckcoin

                                                                                       Ratsass[cagandoeandando]coin

    Já estão à venda no mercado, para presentear como me[r]dalha os otários. 

  40. Criptomoedas

    Olá Nassif!

    Vejo nos seus argumentos os mesmos argumentos do governo americano. O fato das criptomoedas colocar em cheque o controle dos estados e bancos não seriam o cerne da questão a serem analisados??? Porque a meu ver o grande embate se dá aí!

  41. Venezuela vai lançar sua própria Criptomoeda: PETRO

    Como forma de fugir do controle financeiro internacional, há meses Maduro tem comentado sobre uma ICO do Token Petro integrado ao fundo soberano.

     

    Esta semana, meios de comunicação apresentaram o WhitePaper do Token Petro.

     

    Quem quiser conferir: https://www.dropbox.com/s/natse0jtswa94t9/Whitepaper_Petro.pdf

     

    O Token Pero será lançado como um contrato inteligente, na plataforma Ethereum (que permite execução de programas na blockchain, não apenas um livro caixa).

     

    É um exemplo de uso de Criptomoedas? É só uma medida desesperada? Qual a opinião do Nassif?

     

    Mais fontes: https://www.criptonoticias.com/regulacion/gobierno-venezuela-publica-momentaneamente-hoja-tecnica-oficial-petro/

  42. Fonte

    Quem é que compra ‘ações do sistema blackchain’? Bitcoin é o sistema blackchain – o registro público e descentralizado das transações entre indivíduos. A principal característica da moeda é consistir em uma forma de transação digital direta entre indivíduos em qualquer lugar do mundo. Sem intermediários.

    Uma boa introdução ao assunto é a entrada em inglês do wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Bitcoin#Reference_implementation.

    Acontece que o intermediário que a bitcoin eliminou é o sistema financeiro internacional. Aquele que quebrou e acabou não quebrando porque os prejuízos foram estatizados, já que atualmente possui grande poder sobre as decisões dos estados nacionais.

    Bancos, bancos centrais, empresas de cartão de crédito etc perdem esse controle e poder com iniciativas como a bitcoin.  

    Ela não são investimento. Elas são passíveis de especulação – com grande riscos e desvirtuando o uso principal da moeda.

    • Banqueiros atacam criptomoedas

      A campanha contra as criptomoedas é promovida pelos grandes bancos pois eles não teriam mais razão de existir.

      • Bobagem
        Isso é bobagem, se Bitcoin é apenas uma moeda então continuarão existindo os bancos e da mesma forma com que lidam com moedas físicas ele lidarao com bitcoins. Simples.

        • Não é bobagem

          Não se trata de bobagem, os bancos hoje usam teu dinheiro pra emprestar a outras empresas e pessoas, e lucram bastante com isso, e você ainda paga taxas ao banco. O bitcoin e outras criptomoedas dão ao cidadão o direito de ter o seu lucro, do seu investimento, e os bancos perdem clientes, perdem investidores. Não é dificil ver a mega campanha que os bancos estão fazendo contra as criptomoedas, medo talvez?

  43. Descordo, falta informação geral aqui.

    p { margin-bottom: 0.1in; line-height: 120%; }

    É incorreto redizir as criptomoedas à presente bolha especulativa. O potencial delas é muito maior que esta bolha. De fato, bitcoin nao tem lastro, mas tem escassez (apenas 21 milhoes de emissao total), é internacional, após a instalacao da rede lightning terá transações quase instantaneas e gratuitas. No futuro qqer um pagará seu café com uma cripto passando o celular sobre a conta ou algo assim. De novo, a escassez torna qqer lastro desnecessario. Veja uma introducao ao tema nesse link:

     

    https://jornalggn.com.br/fora-pauta/como-voltaremos-a-idade-das-trevas-em-uma-geracao

    • Discordo
      Discordo! Os fios de cabelo de nosso ministro da fazenda sao escassos e internacionais. Contudo, nao valem uma grama de mel coado.

      O que confere VALOR real a qualquer ativo eh a quantidade de trabalho que foi necessario para gerar tal riqueza.

      Dinheiro eh apenas o meio de troca que objetifica o trabalho morto, preterito, apropriado pelo capitalista sob a forma de mais valia expropriada do trabalhador.

      Ouro vale muito nao eh pelo fato de ser escasso, mas sim pela enorme forca de trabalho que precisa ser dispendida para sua obtencao.

      O LASTRO, portanto eh o trabalho morto.

      Quando os bancos emitem moeda sem lastro eles estao apenas antecipando, sob a forma de credito, a riqueza que supoem serah gerada no futuro sob a forma de lucros (mais valia) a serem apropriados em consequencia ao trabalho futuro.

  44. Várias criptomoedas tem lastro
    Nassa, várias criptomoedas tem lastro, algumas até em commodities, como é o caso da tal petromoeda lançada pelo Maduro.

    Há moedas que podem ser trocadas por espaço em servidores na nuvem ao estilo Dropbox ou Google Drive. Outras podem ser usadas para pagar por wi-fi, jogos, acesso à plataformas de e-commerce e outros serviços.

    Tente ler sobre 3 projetos ou moedas por dia. Daqui a um mês você vai ter entendido que há moedas úteis e economicamente viáveis.

    Nem tudo é picaretagem nesse mercado.

  45. Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

    curioso.

    se política monetária costuma muitas vezes ser criptográfica para a grande maioria das pessoas, o que dizer de uma política monetária inteiramente sob controle de um algoritmo arbitrário definido arbitrariamente por apenas uma pessoa?

    .

  46. Criptomoedas

    As moedas fiduciárias são emitidas pelos países soberanos. Elas não têm lastro como antes, não são mais conversíveis em Ouro. São promessas dos Bancos Centrais e das economias que representam. A maior parte de sua emissão é feita pelos bancos comerciais na forma de empréstimos. Cerca de 5% das moedas fiduciárias são papel moeda, o restante é criado pelos bancos. Apenas um pequena parcela ficará retida nos banco centrais na forma de reserva fracionária.

     

    As complexidades econômicas de cada país, processos inflacionários e emissões de moeda desacopladas do crescimento da economia (Quantitative easing), resultam na corrosão do poder de compra das moedas fiduciárias. Vejamos a história do dólar. O poder de compra de U$ 100 em 1900, caiu a U$ 3 em 2017, uma depreciação de 97%. Mesmo o dólar, a moeda fiduciária de uma das mais dinâmicas economias do planeta, não resiste às intempéries econômicas.

     

    As moedas digitais, criptomoedas ou cryptocurrencies são ativos digitais (cryptoassets), uma abstração das moedas fiduciárias. Entre as suas propostas, a principal é resistir a essa depreciação, garantindo o poder de compra no longo prazo.

     

    Estarei me referindo primordialmente à proposta do protocolo Bitcoin, que implementa a Blockchain e a maior e mais usada criptomoeda, o bitcoin.

     

    A criptomoeda bitcoin tem suas transações registradas em um livro razão distribuído, em computadores – nós da rede – conectados via Internet. O conjunto de todas as transações, segmentadas em blocos encadeados é chamado de Blockchaim – cadeia de blocos. A rede criada pelo protocolo Bitcoin tem cerca de 10.000 nós espalhados em mais de 100 países. É uma rede distribuída, descentralizada, horizontal, paritária e não hierárquica.

     

    As transações, com origem, destino e valor formam um registro imutável na Blockchain,  que não pode ser desfeito, características garantidas por técnicas criptográficas.

     

    A BlockChain é pública e transparente, registrando todas as transações da história e pode ser baixada por qualquer pessoa com uma boa Internet e espaço em disco suficiente, não há limite ou restrições. Não é necessário nenhum cadastro ou autorização.

     

    A emissão do bitcoin é normatizada por um mecanismo de mineração virtual, que garante a emissão de novas unidades de forma quantificada e controlada, com limite de circulação máxima fixado. Existirão no máximo 21 milhões de bitcoins.

     

    Novas unidades da moeda virtual e o registro das transações são emitidas em um processo inteiramente descentralizado e colaborativo, onde não cabe ingerência governamental, institucional ou empresarial.  O bitcoin defende filosoficamente a soberania dos indivíduos.

     

    O consenso é conseguido através do PoW – Proof of Work, mecanismo com operações criptográficas de difícil solução, que exige intenso poder de processamento computacional e que cria uma competição entre os membros da operação da rede – os mineradores. Mineradores que neste processo validam as transações, agrupando-as em blocos e adicionando cada bloco ao BlockChain, sendo remunerados por este trabalho.

     

    Como um processo inerentemente descentralizado, a comparação com as pirâmides (Ponzi Schemes) cai por terra, não há hierarquia entre os nós da rede. É uma estrutura totalmente horizontal e paritária. O criador do Bitcoin, se não continuar a minerar, não recebe nada, e está sujeito às variações da cotação da moeda virtual como qualquer outro membro da rede. Não há um Ponzi.

     

    Também é preciso deixar claro que o criador (ou criadores) do Bitcoin, personificado no pseudônimo Satoshi Nakamoto, nunca utilizou qualquer quantidade de bitcoins que ele gerou como minerador inicial do projeto. Sua carteira permanece sem operações de saída desde a criação. O ambiente virtual onde o projeto foi gestado, era uma lista de discussão via email cheia de cypherpunks, verdadeiros ascetas tecnológicos, mais preocupados com a tecnologia do que com qualquer ganho financeiro imediato.

     

    A grande sacada de Satoshi Nakamoto foi a solução para o problema que assolava  várias outras propostas anteriores de moedas digitais distribuídas, como evitar que uma unidade monetária pudesse ser usada mais de uma vez sem centralização. A concepção do Blockchain que permite o controle do gasto-duplo sem uma autoridade ou poder central é das maiores invenções da história em termos da Teoria da Computação.

     

    Todos os métodos de criptografia utilizados e todo o software que implementa o protocolo Bitcoin, que implementa a BlockChain e a moeda bitcoin é software aberto, amplamente disponível para escrutínio e auditoria. Está disponível em um repositório público, não há segredos.

     

    É a explicação para a profusão de projetos com as mais variadas propostas de criptomoedas. A base tecnológica pode ser amplamente copiada e modificada, é Software Livre. Obviamente há muitos projetos com propostas e proponentes duvidosos, exatamente como no mundo dos negócios tradicionais com papel moeda. A necessidade de amplo escrutínio de qualquer proposta de negócio continua a mesma.

     

    As criptomoedas apresentam enorme utilidade e praticidade sobre as moedas tradicionais. São à prova de falsificação e do tempo – não deformam, não decaem. Funcionam como reserva de valor sem intermediários e sem taxas de custódia. É fácil e barato de armazenar, transportar, converter e enviar a grandes distâncias. Cruza jurisdições e fronteiras com facilidade. É patente que a humanidade dará significativo valor a estas características, como tem dado valor às características intrínsecas do Ouro por milênios.

     

    As criptomoedas funcionam como reserva de valor com inúmeras vantagens em relação ao Ouro. Existem cerca de U$ 8 trilhões reservados em Ouro no mundo. Apenas cerca de U$ 400 bilhões em criptomoedas. Há um enorme potencial apenas como substituto do Ouro como uma ferramente de reserva de valor.

     

    Assim como temos cerca de U$ 200 trilhões em ações, títulos públicos e privados, papel moeda, ouro e criptomoedas no mundo. As criptomoedas ainda representam uma fração mínima deste bolo. Caso apenas 1% fosse alocado em bitcoin, a cotação passaria dos U$ 200.000,00.

     

    Um exemplo prático, mas bastante técnico: existe uma abstração de uma carteira de bitcoins, chamado de BIP39. Se você decorar 12 palavras (mnemônicos), você pode ter uma carteira de criptomoedas em sua mente. Experimente guardar 1 tonelada de ouro em sua mente. Você pode girar o mundo com bilhões em sua mente, sem contestações (plausible deniability). A utilidade e praticidade são pujantes.

     

    Para uma negociação ser realizada em criptomoedas, não precisa estar referenciada em criptomoedas. Você pode comprar um produto com preço anunciado em Reais, Dólares ou Euros, mas pagar em bitcoins. Quem aceita receber em criptomoedas certamente estará consciente da alta volatilidade, mas acredita na tecnologia como reserva de valor no longo prazo. A primeira venda em bitcoins da história foi a negociação de duas pizzas, que foram pagas com 10.000 bitcoins, que valem hoje centenas de milhões de dólares.

     

    Existe uma extensão ao protocolo Bitcoin, chamada Lightning Network que está em testes, que permitirá micropagamentos e aumentará sobremaneira a capacidade de processamento de transações da rede. A escalabilidade é um dos maiores empecilhos atuais ao amplo uso como meio de troca. Não apenas para as criptomoedas, mas para as moedas fiduciárias também. A Internet carece de uma solução para micropagamentos, as criptomoedas serão o caminho. Milhões de micro serviços serão viabilizados.

     

    As criptomoedas são uma revolução no mercado mundial de remessas de imigrantes para suas famílias em seus países de origem. Cobram-se salgadas taxas nessas transações e abusivos spreads nas taxas de câmbio.  Com criptomoedas estas transferências podem ser rápidas, práticas e baratas. Criptomoedas podem representar uma revolução nos serviços financeiros para populações desassistidas pelas corporações bancárias tradicionais com sua barreiras de entrada (banking for the unbanked).

     

    O primeiro e-mail foi enviado em 1971, há 47 anos. Novas aplicações para Internet surgem a todo tempo. O Bitcoin e sua revolucionária Blockchain tem apenas 9 anos. Em 1980 os serviços para a Internet ainda estavam nos laboratórios das universidades. Quantos anos foram necessários para o desenvolvimento de um amplo marketplace como a Amazon.com? Os produtos e serviços potencializados pela criação da Blockchain e das criptomoedas, ainda estão em estágios embrionários.

     

    Quem apostou no índice Nasdaq em 24 de março de 2000, o pior dia da bolha ponto.com está com 52% de valorização atualmente. Quem apostou na mínima após a crise em 27 de setembro de 2002, está com 675% de valorização. Os gigantes do índice – Facebook, Amazon, Netflix e Google – demoram longos anos para maturação e consolidação.

     

    Quem apostou no bitcoin desde a concepção está com valorização de 20.179.691%, quem apostou há apenas 1 ano, 980%. Quando você ler isto, tudo já será diferente porque a volatilidade é gigante, mas estabilizará no futuro com a consolidação e amplo uso transacional.

     

    • Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

      -> O bitcoin defende filosoficamente a soberania dos indivíduos.

      ainda bastante curioso.

      vc listou os pontos fortes do Bitcoin. seria capaz de fazer o mesmo com os pontos fracos?

      p.s.:

      eram os cypherpunks neoliberais?

      não é sem motivo que o sistema financeiro está integrando o blockhain, implementando sofisticadas criptografias adicionais,  para se colocar completamente a salvo de qualquer regulação e controle social…

      a soberania do indivíduo, uma abstração ainda mais virtual do que moedas criptográficas, acaba sempre redundando numa tirania daqueles pouquíssimos indivíduos cuja total soberania sobre a economia, e portanto a moeda, os coloca numa relação de poder capaz de submeter todos os demais.

      foi assim que chegamos no Brasil a situação atual de apenas 5 indivíduos altamente soberanos terem mais dinheiro (moeda, em suas diversas metamorfoses) do que metade da população.

      a moeda é uma questão política. não pode ser resolvida por criptografia e algoritmos.

      linha de análise: comparar as cripto-moedas, filosoficamente centradas na soberania do indivíduo, com as moedas sociais, com sua função na redução de desigualdades.

      curioso: como foi colocada no design inicial do Bitcoin a questão da conversibilidade? ou seja: como se tratou as inevitáveis decorrências de um mercado (portanto, algo coletivo e não puramente individual) altamente especulativo?

      para reflexão:

      nenhuma tecnologia é neutra. o capitalismo é essencialmente tecnológico: é a organização rentável, num sistema, das técnicas mais produtivas. a sua figura cardinal não é o economista, mas sim o engenheiro. e num mundo fundamentalmente orientado a TI: o engenheiro de sistemas.

      p.s.2:

      vivemos sob a égide de uma governamentalidade (não um regime de governo e sim como forma de governar, de controlar) que se poderia denominar de cibernética. seus exemplos em ação são FaceBook, Google, Amazon. onde as cripto-moedas nisto se acoplam?

      .

      • Reflexao
        Prezado Arkxx,

        Muito interessantes suas reflexoes.

        Permita-me fugir delas e propor as seguintes questoes especulativas, que acabam de me ocorrer sobre esse tema multifacetado dos cripto-ativos, notadamente as cripto-moedas:

        i – Seriam os cyberpunks genias em sua criacao e nohs, criticos radicais do capitalismo, nao estariamos percebendo esse vies, uma vez que as cripto-moedas poderiam asfixiar o capitalismo, abreviando sua data de validade fim de linha no estagio financeiro terminal em que se encontra?

        ii – Ou o sistema encontrarah outras estrategias para seguir pondo em marcha a acumulacao por intermedio do fetiche do valor de troca de mercadorias do qual se vale?

        Pressupostos:

        i – O “mercado”, ao antecipar creditos praticamente infinitos, impossiveis de serem saldados no mundo da economia de mercado real, em parte pelo trabalho tornado obsoleto – o que impede a apropriacao de lucros futuros – e, em outra parte, por nao estar no horizonte novos processos de consumo em escala que permita o desenvolvimento crescente das forcas produtivas de que o capitalismo depende umbilicalmente para se sustentar, a exemplo do que aconteceu com o fordismo no seculo passado, e por isso se veria impossibilitado da emissao de novos creditos, uma vez que a tecnologia “blockchain”, cujas moedas mais “valorizadas”, ao menos (Bitcoin…), nao podem ser inflacionadas. Ou seja, nao se prestam ah emissao de novos creditos de que o capitalismo financeiro, antecipador de creditos futuros, passou a depender para suprir suas limitacoes historicas.

        ii – Por outro lado, para superar o desafio posto, pode ser que o mundo das grandes fusoes oligopolistas, as Amazons da vida, passem a aceitar apenas cripto-moedas que viriam nao soh a ser “sancionadas” (impostas) pelo mercado como emitidas sob a egide do proprio sistema bancario do futuro, mas que, ao contrario da “Bitcoin”, impediriam a mineracao e permitiriam sua emissao inflacionaria sob a forma de credito, emulando assim as moedas estatais e dai o interesse em parte do sistema bancario e do varejo de massas quanto aos “ensaios” que estao experimentando nessa fase incipiente das cripto-moedas.

        Tal estrategia criaria uma especie de economia paralela: a dos oligopolios, indexada em cripto-moedas inflacionarias x varejo popular, indexada em cripto-moedas nao inflacionarias.

        Ambas economias implicariam no encolhimento do Estado. Este, cada vez mais deficitario e dependente das transferencias fiscais originadas pelas transacoes dos oligopolios, lhes redobraria apoio, refem de desregulamentacoes crescentes, o que compensaria a perda de parte do mercado pelas mega-coorporacoes.

    • Salve-se das criptomoedas enquanto é tempo

      p.s.3:

      é no processo de mineração que o Bitcoin se revela.

      nesta reedição da corrida do ouro, apesar de ter sido inicialmente apresentado como meritocrático, com oportunidades iguais sendo melhor aproveitadas pelo maior desempenho individual, o caro e sofisticado hardware demandado pela alta competitividade, incluindo base territorial de localização, inviabilizou progressivamente a participação dos indivíduos, sendo atualmente a atividade dominada por empresas.

      .

    • Prezado Frederico
      “O bitcoin defende filosoficamente a soberania dos indivíduos.”

      Prezado Frederico, sem diminuir minha admiracao por seus conhecimentos sobre o assunto, creio que esse pressuposto ai de cima, extraido de seu comentario, eh exatamente o ponto em que consiste a maior mistificacao da promessa da tecnologia “blockchain” quando aplicada ah circulacao e posse de ativos.

      Em termos deontologicos, qual soberania existe na coercao de os individuos serem obrigados a vender seu tempo de vida, independentemente de seus reais interesses existenciais, em troca do troco nosso de cada dia para a sobrevivencia?

      Sei, eh antiga essa colocacao. Mais antiga do que ela, contudo, eh a vereda civilizatoria ah qual ela se refere. Portanto, nao eh por tal razao que pode ser julgada ultrapassada, muito menos esquecida ou desprezada.

      Eh exatamente isso, a perda da soberania dos individuos, o que acontece na sociedade de mercado na qual o valor de troca, categoricamente, se substitui ao valor de uso.

      Por mais que o sujeito automatico do capital objetificado nas relacoes sociais negue tal realidade – a exploracao do homem pelo homem que nada tem de idilico ou meritocratico, diga-se claramente – impeditiva da emancipacao do individuo, cuja reproducao social ocorre inevitavelmente sob a imanencia do capitalismo, ela existe e seguirah existindo com os cripto-ativos, que pressupoem a continuacao da economia de mercado.

      Nao se trata de ser a favor do roubo praticado pelos oligopolios bancarios. Os cripto-ativos tem o potencial de agravar esse roubo sob outros aspectos.

      Seria ignorancia negar que a tecnologia em tela, na medida em que for sendo espraiada, pois certamente o serah, irah ocasionar grandes transformacoes disruptivas no “mercado” que conhecemos hoje, enquanto tal mercado for capaz de se reproduzir.

      Isso nao invalida, entretanto, a critica radical ao pano de fundo que se faz de anteparo para os cripto-ativos. Convem frisar, como jah esclarecido com sobejo neste forum, que os cripto-ativos sao apenas uma das possibilidades da aplicacao do conhecimento humano socialmente acumulado sob a forma da criptografia informatica.

      A lavagem e ocultacao de ativos obtidos de forma criminosa, que nenhuma autonomia ao individuo proporciona em sentido lato, ao contrario, sendo atentatoria ah civilizacao na qual o ambito individual se reproduz, pelos comentarios de muitos adeptos dos cripto-ativos parece ser uma das consequencias negativas colaterais dessa tecnologia a ser aceita como dado natural da realidade da mesma, sobrepujada por suas “vantagens”.

      Mas o que dizer do maior desses aspectos de rapina, que eh a sonegacao, muito alem da desobediencia civil como exercicio radical de cidadania, cuja legitimidade tambem nao nego, a exemplo do antibelicismo praticado por Thoureau?

      Quer se goste ou nao de impostos, sao eles que permitem a manutencao do aparato do Estado. Em sociedades de consumo (capitalistas), quer se goste ou nao do Estado eh ele a instancia que ainda permite o minimo de controle social capaz de servir como espaco de disputas politicas que tendam ao amortecimento das distorcoes distributivas inerentes ah sociedade de classes, que eh o que eh gerado pelo e dah sustentacao ao “mercado”.

      O fato eh que a soberania dos individuos almejada pelos cyberpunks soh serah alcancada quando for possivel superar totalmente a solucao da compra e venda, quando “ativos” (moedas, propriedade privada) jah nao mais existirem.

      Por falar em mistificacoes e transcendencias, me vem a memoria as palavras que li em uma intervencao urbana certa vez, sob a forma de um pequeno e discreto decalque em uma parede velha, o que me reacendeu o lamentahvel sentimento de pena por muito “esquerdistas” contemporaneos

      “Marx se tornou igual a Deus: ninguem acredita mais nele.”

      Sem querer ser ofensivo, achei bem mais incentivadoras as palavras que li em uma exposicao de arte visitada na Russia, presentes no retrato de um ser humano:

      “Keep your coins, I want change”

      https://jornalggn.com.br/sites/default/files/imagecache/mutirao-individual-170×170/pictures/picture-33941.jpg

  47. Sou minerador

    Sou um humilde minerador, vou compartilhar minha experiencia com vc genios intelectuais.

    Descontada a energia eletrica recebo 300 dolares por mes (fiz um aquecedor solar com pvc para reduzir os gastos do chuveiro). Ou sejo minero bitcoins e quando recebo imediatamente saco em reais.

    Iniciei com um pc e atualmente tenho tres, exceto o primeiro que é meu pc de jogos todos pagos com os resultados da mineração. Eventualmente quando o bitcoin esta muito em baixo não resgato no mes, já se supervalorizo vendo na hora.

    Desta forma já fiz uns 10.000 reais ao longo de tres anos, simplesmente deixando os Pcs ligados.

    A bolha que trata o artigo não se refere a MINERAÇÃO criptomoedas e sim EXPECULAÇÃO com criptomoedas!!!

     

  48. Há mais de 1.500 criptomoedas e Blockchain é mais que o descrito

    Olá Nassif, boa tarde.

     

    Meu nome é Rodrigo, sou economista, além de tecnólogo, e conheço muito bem o mundo das criptomoedas, tanto econômico quanto técnico.

    A ideia por trás do seu artigo é interessante sim, dado que essas criptomoedas não necessariamente são “moedas”, há muita volatilidade nesse ativo, e a aceitação ainda é pequena. Embora haja muita segurança e eficiência no desenho tecnológico do bitcoin e blockchain, a adoção dessas “moedas” ainda engatinha.

    Algumas correções no artigo, para esclarecer ainda mais seu público: há mais de 1.500 moedas, algumas com “valor de mercado” gigante (Bitcoin, Ethereum) e outras com valor ínfimo. Ou seja, apesar de ser um ativo digital, não há garantias quanto a seu valor presente ou futuro, nem mesmo a sua aceitação e eventual liquidez. A quantidade limitada, como bem observado, não tem relação com inflação, dado que a lei da oferta e demanda pode sim jogar o “valor” da moeda para cima ou para baixo com fatos ou especulações.

    Em relação ao Blockchain, ele não é “… um sistema que permite a acumulação descentralizada de moedas, com uma série de chaves de segurança…”, e sim um mecanismo de registro de transações descentralizado, que utiliza chaves de segurança e algoritmos complexos para fornecer mais confiabilidade e segurança ao sistema, e que pode ser customizado para outras finalidades. É essa a funcionalidade que os bancos estão estudando, e que realmente não tem nada a ver com a moeda – talvez a maior sacada do criador seja esse sistema de registro descentralizado, que tem potencial para substituir outros locais de registro de transações. Por exemplo, clearings e transferências internacionais (onde os bancos estão estudando), cartórios, e outros.

    Não vejo o Bitcoin e criptomoedas semelhantes como investimento, nem era essa a função inicial desenhada pelos criadores, aí concordo com você que não há fundamento técnico que justifique o investimento num ativo desses. A bolha em seu preço, sempre citada, é uma teoria possível sim, dado que os movimentos financeiros são pura especulação e estão muito pouco ligados a uso como moeda de verdade, o que poderia dar mais confiança e estabilidade ao sistema. 

     

    Fico à disposição se quiser algum esclarecimento adicional, ou mesmo um aprofundamento no tema.

     

    Obs.: vi o link pro seu texto no site do CORECON / SP

     

    Abs,

     

    Rodrigo

     

  49. Salve-se do capitalismo enquanto é tempo
    As cripto-moedas estão na ordem do dia da imprensa. Na GGN, apenas nos últimos dez dias, o assunto foi pautado, que eu saiba, pelo menos 5 vezes. Hoje mesmo, já são quatro matérias nesse sentido. De acordo com o próprio Luz Nassif, referindo-se ao seu texto recente sobre as “moedas escondidas”, o tema provoca uma enorme discussão.

    As investigações históricas de Laum até Le Goff, citadas por Robert Kurz (“Dinheiro sem valor – Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política, 20. O sacrifício e o regresso perverso do arcaico”), contextualizadas pelo autor, “ignoradas tanto pela chamada ciência económica como pelo marxismo, e que também nas ciências históricas se mantiveram marginais até à data ”, assim esclareceram sobre a genealogia da moeda (dinheiro):

    “O que era o dinheiro pré-moderno? começou por ser o gelt, o sacrifício aos deuses, que originalmente foi um sacrifício humano. Com este gesto pagava-se uma “culpa” ou, melhor dizendo, cumpria-se um “dever” para que o Sol voltasse a nascer todos os dias, para ser possível a alimentação no “processo de metabolismo com a natureza” (Marx), talvez para afastar ou atenuar as desgraças e os golpes do destino, etc. Esta “objetualidade do sacrifício” simbólica, mas necessariamente material, percorreu, em primeiro lugar, um espectro histórico de metamorfoses, de substituições. Mas não substituições de Deus, como Bolz opina e Benjamin poderia dar a entender, mas substituições da própria vítima: desde os seres humanos jovens de uma rara excelência ou especial beleza, passando pelo gado bovino ou cavalar e outros animais sacrificiais, substituídos posteriormente pelas representações simbólico-materiais desses animais na forma de bolos ou hóstias, até ao metal precioso e à moeda cunhada. A estrutura deste “dever sacrificial” foi, em seguida, transferida sob múltiplas formas para as inter-relações sociais das pessoas, mas com isso não foi de modo algum “secularizada”; pelo contrário, a relação social (imanente) foi derivada da relação (transcendente) com Deus e constituída como estrutura complexa de “deveres” tanto pessoais como institucionais, de acordo com o exemplo da objetualidade do sacrifício. Isto não tinha nada a ver com uma economia ou um modo de produção no sentido do “trabalho abstracto” e das relações de valor.

    Ora, em que consiste o salto qualitativo no estatuto do dinheiro que, sob a forma de um processo, se desenvolveu desde a chamada protomodernidade com base nas condições da crise religiosa e da revolução militar? O aspecto fulcral profundamente irracional ou até “insano” consiste no facto de a velha objectualidade do sacrifício, por esse reacoplamento a si própria se ter transformado num movimento de fim-em-si abstracto e, justamente, se ter substituído assim ao poder transcendente. O sacrificado ao mundo dos deuses transformou-se ele próprio em quase-deus. Do ponto de vista de qualquer religião, só podemos estar aqui perante uma enorme blasfémia. Mas a religião não era nenhum mero sistema de crenças, mas uma relação de reprodução transcendentemente ancorada no “processo de metabolismo com a natureza” e nas relações sociais. Na medida em que se convertia num fim-em-si terreno em processo, a objectualidade do sacrifício era desvinculada da referência à transcendência divina e gradualmente, com ela, também a totalidade da reprodução. O que restou foi a expressão material da objectualidade do sacrifício que, afinal, já alcançara a forma de moeda ainda no seu antigo sistema de referência.”

    Os artigos recentes e seus comentários, todos ricos em informações e algumas especulações divergentes sobre as moedas-escondidas, permitem confirmar que o assunto está longe de se constituir em um consenso.

    Ou muito me engano em meu empirismo ou a unanimidade desses artigos comungaram pelo menos no ponto comum, mais ou menos “escondido”, de que o capitalismo é o destino natural do homem e assim seguirá, “ad eternum”.

    Ao que tudo indica, portanto, as moedas-escondidas teriam chegado para executar o moto-contínuo de sua reinação sobe a terra, quer se goste ou não delas.

    Desses artigos, o que mais chamou minha atenção, particularmente, foi o do Nader Amadeu, “Como chegaremos à idade das trevas em uma geração”. Especificamente, a passagem em que o autor antevê as consequências distópicas do “anarcocapitalismo”, termo, aliás, não utilizado na matéria em apreço.

    Anarcocapitalismo, ou capitalismo sem Estado, é a consequência óbvia do capitalismo que, valendo-se em larga escala da capacidade tecnológica – cripotgrafia, a exemplo do “Blockchain” – de esconder “não só todo nosso dinheiro mas também uma inúmera gama de ativos (ações, bens, imóveis, títulos de propriedade, registros, documentos e dados pessoais)” (Nader Amadeu), leva o Estado da asfixia ao encolhimento e, “in extremis”, à extinção. Isso porque tais ativos escondidos têm a capacidade de serem transacionados pelos proprietários, produtores, prestadores e consumidores sem intermediações. A rigor, necessitariam apenas de uma rede mundial de computadores, seja ela qual for no futuro. Assim o Estado, por meio das instituições que regula – bancos, notadamente – se vê tolhido da possibilidade de aferimento das trocas de titularidade de ativos e consequente da cobrança dos impostos que incidem sobre essas trocas.

    Os elementos fortes que creio haverem sido desconsiderados nas previsões apocalípticas do Nader Amadeu, assim como também desconsiderei de forma muito mais tosca em comentário igualmente apocalíptico anteriormente postado sobre o assunto, foram dois.

    O primeiro diz respeito ao fato de que, na sociedade de mercado, o único e último LASTRO de qualquer moeda, o único meio de geração de valor real é o trabalho humano. Isso é elementar, apesar de constatar cada vez mais esquecido. Esse LASTRO se dá pela apropriação, por parte do capitalista, da mais valia que expropria do trabalhador.

    Antes comentar mais sobre este “primeiro ponto”, contudo, peço licença ao leitor paciente para a reprodução ilustrativa, a seguir, da única passagem (fragmento) de Karl Marx, na qual ele fala sobre o fato de o uso das máquinas representarem uma contradição insanável do capitalismo, condutora, portanto de seu fim e propiciadora de sua superação. Tal fragmento sobre as máquinas o que pode ser estendido, sem maiores reparos, ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico da informática e sua congênere, a robótica, aplicados ao trabalho, realidade histórica contemporânea evidentemente inexistente ao tempo de Marx:

    “A troca do trabalho vivo pelo trabalho objectivado, quer dizer, a manifestação do trabalho social sob a forma antagónica do capital e do trabalho, é o último desenvolvimento da relação do valor e da produção baseada no valor. O pressuposto desta relação é – e continua sendo – que a massa de tempo de trabalho imediato, a quantidade de trabalho utilizada, representa o fator decisivo da produção de riquezas. Ora, à medida que se desenvolve a grande indústria, a criação de riquezas depende cada vez menos do tempo de trabalho e da quantidade de trabalho utilizada, e cada vez mais do poder dos agentes mecânicos postos em movimento durante a duração do trabalho. A enorme eficiência destes agentes, por sua vez, não tem qualquer relação com o tempo de trabalho imediato que custa a sua produção. Depende, antes, do nível geral da ciência e do progresso da tecnologia, ou da aplicação dessa ciência à produção. (O desenvolvimento das ciências – entre as quais as da natureza, bem como todas as outras – é, certamente, função do desenvolvimento da produção material). A agricultura, por exemplo, torna-se uma simples aplicação da ciência do metabolismo material e o modo mais vantajoso da sua regulação para o conjunto do corpo social. A riqueza social manifesta-se mais – e isto revela-o a grande indústria – na enorme desproporção entre o tempo de trabalho utilizado e o seu produto, assim como na desproporção qualitativa entre o trabalho, reduzido a uma pura abstração, e o poder do processo de produção que ele controla. O trabalho já não surge tanto como uma parte constitutiva do processo de produção; ao invés, o homem comporta-se mais como um vigilante e um regulador face ao processo de produção. (Isto é válido não só para a maquinaria, como também para a combinação das atividades humanas e o desenvolvimento do intercâmbio humano). O trabalhador não mais introduz a matéria natural modificada (em ferramenta) como intermediário entre si e a matéria; antes introduz o processo natural – transformado num processo industrial – como intermediário entre si e toda a natureza inorgânica, dominando-a. Ele próprio coloca-se ao lado do processo de produção, em vez de ser o seu agente principal. Com esta transformação, não é o tempo de trabalho realizado, nem o trabalho imediato efetuado pelo homem, que surgem como o fundamento principal da produção de riqueza; é, sim, a apropriação do seu poder produtivo geral, do seu entendimento da natureza e da sua faculdade de a dominar, graças à sua existência como corpo social; numa palavra, é o desenvolvimento do indivíduo social que aparece como a pedra angular da produção e da riqueza. O roubo do tempo de trabalho de outrem sobre o qual assenta a riqueza atual surge como uma base miserável relativamente à base nova, criada e desenvolvida pela própria grande indústria. Logo que o trabalho, na sua forma imediata, deixe de ser a fonte principal da riqueza, o tempo de trabalho deixa e deve deixar de ser a sua medida, e o valor de troca deixa portanto de ser a medida do valor de uso. O trabalho excedente das grandes massas deixa de ser a condição do desenvolvimento da riqueza geral, tal como o não-trabalho de alguns poucos, deixa de ser a condição do desenvolvimento dos poderes gerais do cérebro humano. Por essa razão, desmorona-se a produção baseada no valor de troca, e o processo de produção material imediato acha-se despojado da sua forma mesquinha, miserável e antagônica, ocorrendo então o livre desenvolvimento das individualidades. E assim, não mais a redução do tempo de trabalho necessário para produzir trabalho excedente, mas antes a redução geral do trabalho necessário da sociedade a um mínimo, correspondendo isso a um desenvolvimento artístico, científico, etc. dos indivíduos no tempo finalmente tornado livre, e graças aos meios criados, para todos. O capital é em si mesmo uma contradição em processo, [pelo fato de] que tende a reduzir o tempo de trabalho a um mínimo, enquanto, por outro lado, coloca o tempo de trabalho como a única medida e fonte de riqueza. Assim que, diminui o tempo de trabalho na forma necessária para aumentá-lo na sua forma excedente; coloca portanto, o trabalho excedente, em medida crescente, como uma condição – questão de vida ou de morte – para o necessário. Por um lado, o capital convoca todos os poderes da ciência e da natureza, assim como da cooperação social e intercâmbio social, com o fim de tornar a criação de riqueza independente (em termos relativos) do tempo de trabalho empregado nela. Por outro lado, o capital necessita de utilizar o tempo de trabalho como unidade de medida das gigantescas forças sociais entretanto criadas desta maneira, e para as confinar dentro dos limites requeridos para manter o valor já criado como valor. As forças de produção e as relações sociais – dois aspectos diferentes do desenvolvimento do indivíduo social – aparecem ao capital como meros meios, e não são para ele mais que meios para produzir apoiando-se na sua base limitada. Na verdade, contudo, elas são as condições materiais para rebentar com essas mesmas bases. “Uma nação é verdadeiramente rica quando em vez de 12 horas se trabalha apenas 6. Riqueza não é dispor de tempo de trabalho excedente” (riqueza efetiva), “mas de tempo disponível, para além do usado na produção imediata, para cada indivíduo e para toda a sociedade”. [The Source and Remedy, etc., 1821, p.6.]

    A natureza não produz máquinas, locomotivas, caminhos-de-ferro, telégrafos, etc. Estes são produtos da indústria humana; materiais naturais transformados em órgãos da vontade humana sobre a natureza, ou da participação humana na natureza. Eles são órgãos do cérebro humano, criados pela mão humana; o poder do conhecimento objetivado. O desenvolvimento do capital fixo indica até que ponto o conhecimento social geral se tornou uma força produtiva imediata, e, portanto, até que ponto, as condições do processo da própria vida social está sob o controlo do intelecto geral e foi transformado de acordo com ele. Até que ponto as forças produtivas sociais foram produzidas, não só sob a forma de conhecimento, mas também como órgãos imediatos da prática social, do processo vital real.”

    A atual inflação das moedas fiduciárias ou “fiat”, reflete o adiantamento, por parte da economia de mercado, de valores reais a serem supostamente apropriados sob a forma de mais valia do trabalho humano futuro a prazos estratosféricos, cada vez mais próximos do infinito sob a forma de crédito.

    Ao mesmo tempo, isso embute e reflete a incapacidade crescente do mercado poupador de mão de obra de gerar valores reais. Mesmo em um país atrasado como o Brasil, vivemos em um mundo no qual o trabalhador, gerador de mais valia e consumidor, substituído pelas máquinas (informática, robótica), vai se tornando, de maneira crescente, cada vez mais obsoleto, sendo por isso inevitavelmente descartado pela própria economia de mercado que engendra a inutilidade do trabalho.

    Portanto e retomando o fio da meada, o primeiro ponto que creio haver sido desconsiderado por Nader Amadeu é o fato de que a ampliação do uso da estratégia dos ativos-escondidos pela economia de mercado é incapaz de deter o avanço das contradições que conduzem ao fim do capitalismo.

    Isso merece ser aprofundado, admito. Contudo, creio que tudo leva a crer que o fenômemo em si dos ativos-escondidos aponta em direção oposta aos meros “novos caminhos” para a “eterna” sociedade de mercado. Ao contrario, é mesmo um sintoma de seu fim.

    Isso porque, ao supostamente substituir a força de trabalho humano pelo “quantum” da energia despendida para o acoplamento de valor às moedas escondidas, de acordo com os pressupostos da economia de mercado, que a criptografia aplicada não pretende substituir mas sim potencializar, anula assim qualquer possibilidade de LASTRO para tais moedas.

    Em última instancia, inflacionado ou não, fiduciária ou não, talvez seja preciso repetir até a exaustão para que os “esquerdistas” seduzidos pelo sujeito automático do capitalismo compreendam, o verdadeiro LASTRO do dinheiro é o trabalho morto – mais valia do trabalho apropriado no passado – que ele escamoteia. Portanto, jamais a “energia” será capaz de substituir tal premissa básica do capitalismo, o fundamento em si do tal “mercado”, e jamais as moedas assim geradas terão qualquer valor real em sua composição.

    O segundo ponto entendo como sendo o mais importante, porque condicionado e não determinado em termos de desenvolvimentos históricos lógicos, como o débâcle inevitável do capitalismo devido as suas contradições intrínsecas, como bem previu Marx. Alguém ainda duvida que estamos assistindo ao asselvajamento da sociedade de mercado a olhos vistos?

    Este segundo ponto é o porvir possível.

    Ora, Nader Amadeu não considerou seriamente que, quando o mercado deixar cada vez mais de cumprir suas promessas, no “espaço de uma geração” como diz o titulo de seu artigo, seguirá aumentando a massa de descontentes e não apenas o número de fascistas dispostos a se tornarem milicianos apoiadores de micro-estados, a surgirem feito pipocas feudais como meio de assegurar a opressão dos despojados e a manutenção deles ao largo da catástrofe prenunciada.

    Eis o campo de atuação que cada vez mais se abrirá para movimentos organizados coletivistas, para a atuação política de pensamentos solidários contrapostos à barbárie que se avizinha. É possível imaginar, ainda, o papel relevante que provavelmente passarão a desempenhar os movimentos identitários com bases nacionais residuais, herdeiros dos antigos estados, não mais com escopo competitivo e, portanto reacionário, pois isso, a competição, é inerente à sociedade de mercado com prazo de validade vencido.

    É razoável imaginar que a disputa deixará de ser a de todos contra todos, passando a ser entre fascistas de um lado e massas desvalidas de outro. Não haverá mais a possibilidade factível e objetiva de cooptação de tais contingentes populacionais, cuja superioridade numérica aos fascistas arregimentados pelos “senhores” será avassaladora, pois não haverá o que ser prometido em troca.

    O mais provável, portanto, é que os que ainda se dedicarem à concentração de riquezas e recursos naturais em detrimento da esmagadora maioria sejam expropriados e combatidos. Eles provavelmente fenecerão aniquilados, pois será impossível o monopólio das armas em uma tal perspectiva, no qual os recursos naturais e os meios de produção se encontram espalhados em escala mundial. O conhecimento para a exploração de tais instrumentos e recursos também é um patrimônio humano cada vez mais socializado.

    Face ao longamente exposto, creio ser preciso que as forças progressistas, sobre as quais fatalmente recairão as responsabilidades de uma tal superação, comecem a abrir os olhos e reassumam suas antigas bandeiras históricas.

    O tempo de uma geração passa ligeiro. O comunismo capitalista de estado é história; a social democracia se mostra incapaz de deter a perda crescente de direitos das massas, antes sendo facilmente cooptada pelo mercado. Em um mundo onde o capitalismo chega ao fim, a saída emancipadora talvez seja ANARCOCOMUNISMO.

    Salve-se do capitalismo enquanto é tempo.

  50. Prezado Nassif
    Que voce me perdoe, assim como nosso Santo Antoninhomarmo, mas parece que toda essa discussao estah girando em torno do nada de uma mera abstracao e aqui passo a repetir o teor de um comentario cuja essencia todos parecem estar fugindo ateh o momento:

    Infelizmente, nao vi nenhum “entendido” em “cripto-moedas”, nem o Nassif, nem alguns economistas, que entendesse realmente sobre o que significa “valor real” no sistema capitalista pois esse eh o ponto fulcral de toda essa discussao.

    O fato de o que chamam de cripto-moedas possuir “valor de troca” atribuido pelo mercado nao significa que tais registros criptografados possam sequer ser chamados de moedas.

    MOEDAS sao a objetificacao do trabalho morto – preterito – que ja foi apropriado pelo capitalista sob a forma de lucro no processo de trabalho que gerou alguma riqueza.

    Se, hipoteticamente e em termos grosseiros, todo o dinheiro do mundo fosse somado, isso corresponderia ah toda a riqueza (ativos imobiliarios, bens e mercadorias) que ja foi gerada pelo trabalho, sua depreciacao (desvalorizacao) e aquela parte adiantada (credito) pelo que se imagina serah trabalhado no futuro e gerarah lucros a serem apropriados sob a forma de mais valia.

    Onde as “cripto-moedas” entram nesse jogo que nao eh mera invencao, pois isso ai de cima EH A BASE DE FUNCIONAMENTO DO CAPITALISMO que os aficionados das cripto-moedas ignoram solenemente em seu “vanguardismo” tecnologico mal informado?

    Entao as cripto-moedas podem ser chamadas de tudo menos de MOEDAS, enquanto existirem as verdadeiras moedas, sejam elas emitidas nas casas da moeda da vida ou nos bancos eletronicamente.

  51. Seita e nome apropriado

     

    Participei certa feita, há muito tempo, de uma reunião da amway.

    A pessoa que me convidou para assistir era funcionária de carreira do Banco do Brasil.

    Largou tudo e foi vender os produtos da dita.

    Os métodos de convencimento se aproximavam dos cultos crentes, cheios de testemunhos e resultados mirabolantes, acrescidos de grandes premiações para os maiores investidores.

    Fiquei olhando sem acreditar como as pessoas parece, entravam num transe que as hipnotizava definitivamente.

    Lendo os depoimentos e convicções dos investidores dos bitcoins, percebo que eles sofreram o mesmo método de poderosa lavagem cerebral.

    Nada consegue demovê-las.

    BLOCKCHAIN mais que um sistemta, no caso,   é um bom nome para investidores em bitcoins.

    Bloqueia suas mentes e  os acorrenta.

    Bitcoin é uma seita.

    https://pt.wikihow.com/Iniciar-uma-Seita

     

     

  52. Um depende do outro

    O maior erro de diversos artigos que condenam o Bitcoin cai no mesmo erro: dizer que blockchain e bitcoin são coisas diferentes, mas não são, um depende do outro. A Blockchain só existe porque há mineradores que “permitem” que as transações aconteçam e assim como recompensa eles recebem Bitcoins. Assim, a BlockChain só existe porque há Bitcoins.

    É também mais um problema a esquerda brasileira ser conservadora e não enxergar a possibilidade de descentralização e de autonomia que o Bitcoin e a Blockchain permite para as pessoas. Inteligente foi o Maduro que já está lançando sua criptomoeda o Petro, justamente para permitir negociações que não exigem autorização ou intervenção dos EUA.

    Se a esquerda for apenas reativa, podem ter certeza que a direita saberá aproveita muito bem as inovações tecnológicas que acontecem, querendo ou não. 

  53. Interessante q não tem a data da matéria. Mas pela data dos comentários me parece q ela é de 2018. Estamos em agora em maio de 2020. O q Nassif diria agora? Ainda dá tempo de apagar matéria? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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