Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e Paulo Skaf, ex-presidente da instituição, divulgaram uma nota conjunta onde dão por encerrada a disputa em torno do comando da entidade.
“Estivemos juntos refletindo sobre nossa Federação, a situação da Indústria e sua inserção no quadro de intensas transformações não apenas no Brasil, mas em todo mundo”, afirma o texto. “Concluímos que cabe a nós dar o exemplo de superação de divergências”.
Embora o texto não detalhe como o consenso foi traçado, o texto cita que Josué e Skaf defendem “uma gestão mais ampla e abrangente “ da Fiesp, passando inclusive pela participação de todos os sindicatos filiados, por meio de suas lideranças.
“Trabalharemos juntos visando a contínua melhoria do funcionamento da nossa entidade e buscando atingir nosso propósito de impulsionar o desenvolvimento sustentável da nossa Indústria e do nosso País”, pontuam os executivos.
Confira abaixo a íntegra da nota conjunta.
José Carvalho
30 de janeiro de 2023 4:51 pmA atitude de somar ao invés de dividir forças é sempre positiva. Dado à importância do Estado de São Paulo, a FIESP destacadamente representa a mais forte federação do setor de indústria do País. Talvez exatamente por isso devesse uma melhor participação e uso dessa força em favor de um maior desenvolvimento do Brasil. Em matéria do GGN, acerca da disputa entre Skaf e Josué, ficou claro que está ausente uma estrutura que represente os interesses atuais da indústria no País. Cabe a ambos atualizar essa agenda, que não trouxe a São Paulo uma condição de indústria competitiva e nem demandou uma relação de qualidade na educação no Estado, compatível com o grau do desenvolvimento que pudesse almejar a indústria. Aliás ao País como um todo, falta esse exercício aparente de humildade demonstrado ao menos nas intenções; fica-se olhando bem distante sonhando em obter as desejáveis produtividade, competitividade, sustentabilidade, etc, e deixa-se de olhar para aquilo que precisa ser feito aqui pra se chegar a essas pomposas palavras. Que tenham uma ambição do tamanho do que podem o Estado de São Paulo e o Brasil, considerando a distância no que refere à criação de soluções tecnológicas necessárias ao País e o Mundo.