20 de junho de 2026

Sul Global pagará pela guerra fiscal de Trump, diz economista

Países de baixa e média renda sofrerão de desvalorização cambial, cancelamento de vendas e até mesmo com o aumento dos custos dos empréstimos
Foto de Carlos Muza na Unsplash

As tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump geraram um caos econômico e pânico pelo mundo, principalmente em países em desenvolvimento que dependem das exportações para os Estados Unidos.

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“Embora alguns bilionários e apoiadores possam ter lucrado ao interpretar corretamente as postagens de Trump nas redes sociais antes de sua repentina reversão de política, as interrupções no comércio e nas finanças globais causadas por suas tarifas continuam a representar sérios riscos”, explica a economista Jayati Ghosh, em artigo publicado no site Project Syndicate.

Além disso, a suspensão de algumas tarifas não barrou a tarifa universal de 10% sobre todas as importações, juntamente com outras tarifas setoriais, como a taxa de 25% sobre aço, alumínio, automóveis e autopeças.

Ao serem tomadas de uma só vez, essas medidas não só vão reduzir a oferta de produtos importados aos consumidores norte-americanos, como vão impor custos elevados aos países exportadores – mas, em última análise, as tarifas impostas a cada país dependerão de negociações futuras, nas quais se espera que os EUA joguem duro.

“A incerteza sempre foi um grande impedimento à atividade econômica, e a imprevisibilidade das políticas do governo Trump – marcadas por tomadas de decisão erráticas, reversões repentinas e anúncios intermitentes – tornou os desenvolvimentos futuros quase impossíveis de prever usando modelos de risco padrão”, ressalta a articulista.

Diante desse quadro, é inevitável pensar que a incerteza gerada pelas táticas de choque e pavor de Trump não comprometam o investimento, levando empresas a arquivarem projetos e adiarem expansões enquanto os eventos se desenrolam.

“Assim como em crises econômicas autoinfligidas anteriores, a economia dos EUA sem dúvida sofrerá, mas o fardo mais pesado recairá sobre os países em desenvolvimento. Pedidos de exportação cancelados ou atrasados ​​já estão minando a produção e alimentando o desemprego”, ressalta a economista.

“As lições para as economias em desenvolvimento são claras. Não apenas o comércio globalizado está sendo afetado, mas a globalização financeira tende a se tornar ainda menos atraente para os países que buscam financiamento estável e de longo prazo para apoiar seus objetivos de desenvolvimento”, reitera Jayati Ghosh.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Paulo Dantas

    18 de abril de 2025 10:32 am

    Em tese seu Donald está destruindo a tal da Globalização, a Esquerda deveria aplaudir.

    O Sul Global se £0)3 em qualquer cenário com seus políticos corruptos.

    🙂

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