Do Valor
Por Assis Moreira e Daniel Rittner
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse, nesta quarta-feira, 22, que a inflação “não vai sair de controle” mesmo se as mudanças na economia mundial causarem uma nova rodada de desvalorização do real neste ano. Economistas preveem um dólar a R$ 2,45 no fim de 2014, segundo o boletim Focus, mas ainda existem incertezas, como o ritmo de diminuição dos estímulos monetários nos Estados Unidos.
Coutinho garantiu que, mesmo em caso de desvalorização, o controle da inflação é “administrável” pelo Banco Central. Ele evitou, no entanto, fazer projeções para o câmbio.
Humilhação divina
“A taxa de câmbio é invenção de Deus para humilhar os economistas. É imprevisível, pode ficar no mesmo patamar ou não”, afirmou o presidente da instituição, que participou de um encontro sobre negócios no Brasil com executivos de multinacionais, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Para ele, a tendência é a de que as exportações brasileiras de manufaturados sintam mais o impacto da última rodada de desvalorização do real a partir deste ano, com efeitos positivos para a balança comercial. Questionado sobre o porquê de os reflexos ainda não terem se materializado, ele responsabilizou a baixa demanda global por produtos industrializados.
“A recuperação das economias que eram destinos de manufaturados brasileiros é muito recente. Agora que o mundo está começando a retomar o crescimento. Há defasagem de efeito e acredito que está madura a oportunidade para recuperar as exportações brasileiras de manufaturados”, argumentou Coutinho.
josé adailton
23 de janeiro de 2014 12:01 pmALEXANDRE
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/148758-cacadores-da-credibilidade-perdida.shtml
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Para um governo que se propôs a fazer o país crescer forte, com inflação na meta e juro de 2%, os resultados observados nos últimos anos (todos sabemos, mas vale repetir: crescimento medíocre, inflação alta e sendo forçado a voltar atrás no seu objetivo de juros) deveriam levar a uma reflexão profunda acerca dos rumos de política econômica. Como não há a menor chance de que isso ocorra, ofereço as minhas ponderações, sem, é claro, nenhuma esperança de que sirvam para o aprendizado dos (ir)responsáveis de plantão.
Conforme alertei quando o BC promoveu o “cavalo de pau” na gestão da política monetária, em agosto de 2011, a redução na marra das taxas de juros nos custou muito. Mesmo com o “apito amigo” (a mudança no cálculo do IPCA, que reduziu o índice em 0,7% em 2012 e, mais recentemente, os contro- les dos preços administrados), a inflação não convergiu à meta. Pelo contrário, a tendência tem sido de aceleração.
ALEXANDRE SCHWARTSMAN, 50, é doutor em economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley), ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil, sócio-diretor da Schwartsman & Associados Consultoria Econômica e professor do Insper. Escreve às quartas nesta coluna.
Andre SP
23 de janeiro de 2014 12:32 pmAHHHH Tá!!!!!
Me engana que eu gosto!!!!! A diminuição das taxas de juros exorbitantes geram inflação…. KKKKKKKK
O triste é ter que ouvir isto sem poder esganar os especuladores!
600 bilhões de lucro fácil ano, sem ter de correr risco é a alegria de qualquer um. Não é mesmo!
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de janeiro de 2014 11:54 pmCulpado é o Lula
Fêz o acordo do plebiscito na eleição passada e pensou que ia enganar o diabo na encruzilhada.
O Cara é um otário de mola.
Paulo F.
23 de janeiro de 2014 12:35 pmEsqueceu de algo no cv
Consultor n° 1 do Almighty God.
Cassandra do passado é fácil. Porque quando estava no BC não deu conta do recado?
Roberto São Paulo-SP 2014
23 de janeiro de 2014 12:09 pmEm janeiro, IPCA-15 varia 0,67%
IBGE—Comunicação Social—–23 de janeiro de 2014
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve variação de 0,67% em janeiro e ficou 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de 0,75% registrada em dezembro. Considerando os últimos 12 meses, o índice está em 5,63%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,85%). Em janeiro de 2013, a taxa havia ficado em 0,88%. A publicação completa do IPCA-15 pode ser acessada na página:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/ipca15/defaultipca15.shtm
Responsável pelo recuo do IPCA 15 de um mês para o outro, o grupo Transporte passou de 1,17% em dezembro para 0,43% em janeiro, refletindo a queda de 16,32% nos preços das passagens aéreas que gerou o menor impacto individual para baixo, -0,10 ponto percentual. A gasolina, por outro lado, deteve 0,11 ponto percentual, o mais forte impacto individual, já que o litro ficou 2,90% mais caro. Além da gasolina, destacaram no grupo, o etanol (4,34%) e o óleo diesel (3,52).
Os artigos de residência (de 0,57% em dezembro para 0,49% em janeiro) e vestuário (de 0,78% para 0,59%) também tiveram influência na redução do índice. Os menores resultados em janeiro, do mobiliário (de 1,07% para 0,49%) e dos eletrodomésticos (de 1,27% para 0,92%) contribuíram para a menor taxa dos artigos de residência.
Já o grupo Habitação apresentou taxas próximas, com 0,59% em dezembro e 0,58% em janeiro. Alguns itens continuaram em alta, como o aluguel residencial (0,87%), condomínio (0,79%) e mão de obra para pequenos reparos (0,96%). Energia elétrica e gás de botijão, porém vieram com queda de 0,12% e 0,24%, respectivamente.
O maior resultado de grupo ficou com Despesas Pessoais (de 1,18% em dezembro para 1,31% em janeiro) com destaque para: excursão (9,45%), cigarro (3,62%), cabeleireiro (1,36%), manicure (1,15%) e empregado doméstico (1,02%). Os alimentos vieram a seguir, passando de 0,59% em dezembro para 0,96% em janeiro. As carnes com variação de 3,91% e impacto de 0,10 ponto percentual, o segundo maior impacto individual do mês, foi o destaque do grupo. Outros itens importantes no orçamento das famílias também apresentaram resultados elevados como a cenoura (16,30%), cebola (14,33%), frutas (4,34%), hortaliças (4,57%) arroz (1,49%), pão francês (1,04%), refeição fora (0,94%) e lanche fora (0,95%).
O grupo Educação (de 0,00% em dezembro para 0,50% em janeiro) foi influenciado pelo resultado dos cursos regulares (0,34%) que refletiu os reajustes dos colégios da região metropolitana de Porto Alegre (4,42%).
Sobre os índices regionais, o maior foi o de Recife (1,06%), em virtude, principalmente, do aumento nos preços dos alimentos (1,76%), além da alta dos serviços de manicure (8,70%) e de cabeleireiro (5,92%). Já o mais baixo ocorreu em Brasília (0,03%), onde as passagens aéreas, com peso de 2,74% e variação de -17,27%, causaram impacto de -0,47 ponto percentual, além da queda de -3,86% nas tarifas de energia elétrica. A seguir tabela com resultados por região pesquisada.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro a 15 de janeiro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de novembro a 12 de dezembro (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.
Comunicação Social—–23 de janeiro de 2014
URL:
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2572
Roberto São Paulo-SP 2014
23 de janeiro de 2014 12:25 pmBNDES conclui com sucesso captação externa de € 650 milhões
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)—22/01/2014
· Custo da operação é o menor já pago pelo Banco em euros
· Demanda ultrapassa € 1,8 bilhão
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concluiu com grande sucesso uma captação de € 650 milhões em títulos no mercado internacional, com vencimento em janeiro de 2019.
A operação resultou em taxa de retorno ao investidor de 3,783% ao ano, o que representa prêmio de 260 pontos-base sobre os Mid-Swaps (principal referência para o mercado de euros).
O custo final da operação foi o menor já pago pelo Banco em uma emissão em euros e ficou em torno de 30 pontos-base mais barato do que se o BNDES fizesse uma nova emissão em dólares de prazo equivalente.
A demanda foi muito superior ao valor oferecido ao mercado e mais de 190 investidores participaram do processo de formação de preço dos títulos (bookbuilding), que ultrapassou € 1,8 bilhão de ordens.
A elevada demanda viabilizou uma grande pulverização dos títulos para compradores de diversos países, com destaque para os europeus, e com perfil de investimento de longo prazo.
A operação foi coordenada pelos bancos Deutsche Bank, JP Morgan e Santander e contou ainda com a participação do Banco do Brasil e do Mitsubishi UFJ Securities, o que permitiu a cobertura de diferentes regiões geográficas (Europa, Estados Unidos, Ásia e América Latina), ampliando a base de investidores do BNDES.
Precificada no dia 13 de janeiro, a operação foi antecedida por um breve roadshow de executivos do Banco, que realizaram reuniões com investidores internacionais em Londres, Paris, Amsterdã, Frankfurt e Munique.
A captação marcou o retorno do BNDES ao mercado de euros após uma ausência de mais de três anos, uma vez que o último título do Banco denominado nesta moeda havia sido lançado em setembro de 2010.
URL:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Destaques_Primeira_Pagina/20130122_captacao.html
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de janeiro de 2014 11:52 pmQuerem aumentar a dívida brasileira a qualquer preço
A banca já tem em suas mãos os mecanismos necessários e suficientes para o controle total da economia brasileira, assim, qualquer aumento da dívida pública necessariamente irá enfraquecer o poder do povo e do Brasil.
Todas as renegociações até hoje foram danosas para a Nação e a população, dai se interditar a auditoria da dívida.
aliancaliberal
23 de janeiro de 2014 12:33 pmO que humilha os economistas
O que humilha os economistas “keynesianos” é a crise Japonesa, sem solução desde os anos 90.
Gilson Raslan
23 de janeiro de 2014 3:37 pmCONTRASSENSO OU BURRICE?
Invista nos consumidores para a economia sair da crise. Foi essa a orientação que Keynes deu ao presidente Roosevelt para os EEUU sairem da crise de 1929. A orientação foi adotada, e os EEUU saíram da crise. Simples assim.
O mal de vocês tucanos é desejarem um mercado forte – mercado forte=ricos ficando mais ricos – e o povão cada vez mais pobre. Contrassenso ou burrice?
Filipe Rodrigues
23 de janeiro de 2014 4:54 pmNão foi o modelo japonês que inspirou o neoliberalismo??
A crise da Suécia na mesma época foi resolvida pelos keynesianos.
O ocidente tentou implantar algo que fazia parte da cultura oriental: mão de obra disciplinada, produtividade, maximização dos lucros (ou financeirização), estímulo a poupança, etc.
Os japoneses não são muito de gastar, se antes eles dominavam os investimentos na Ásia, a partir dos anos 90 passaram enfrentar a concorrência com a China e os Tigres Asiáticos.
A China tem um ambicioso plano de aumentar o gasto estatal na saúde para incentivar os chineses que poupam muito por segurança, a consumirem mais.
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de janeiro de 2014 11:47 pmPush a stream
A comparação é com empurrar a água na margem do rio para mudar o fluxo da correnteza.
Imprimir têm um efeito limitado, mais importante e decisivo é controlar o volume de dinheiro em poder da população.
josé adailton
23 de janeiro de 2014 1:30 pmConspiração? Pessimismo?Partidarismo?
http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/quanto-custa-o-big-mac-no-brasil-quando-comparado-a-outros-paises/
A revista britânica The Economist transformou o preço do Big Mac, da rede de fast food americana McDonald’s, em um índice econômico. No Brasil, um dos países onde o lanche é mais caro, ele é vendido por 5,28 dólares, enquanto na Índia custa somente 1,50 dólar. Os números são de 2013.
aliancaliberal
23 de janeiro de 2014 3:28 pmMais uma mentira do PIG para
Mais uma mentira do PIG para difamar o Brasil, o que vão inventar agora será, vão falr que a energia eltrica é a mais cara, a telefônia, só falta dizer que o combustivel é caro.
Filipe Rodrigues
23 de janeiro de 2014 4:55 pmComparação descabida
A Índia é um país onde não há estímulo ao poder de compra do cidadão, a política lá é de arrocho.
Além de ser um alimento que se consumido excessivamente engorda e causa problemas de saúde, defender Big Mac muito barato é o mesmo que cigarro e alcool também.
Não sei se tem haver também com o fato do sanduíche na Índia não ter carne bovina.
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de janeiro de 2014 11:43 pmO representante do governo confessa
O Coutinho é um ótimo economista.
Revelou o que venho dizendo há meses aqui no blog, o controle do volume de dinheiro na mão do povo está com as operadoras de cartões de crédito e os bancos.
Com isto manipulam a inflação ao seu bel prazer e sem dar satisfações nenhuma à Dilma ou quem quer que seja do governo brasileiro.
Por outro lado, a previsão de inflação têm um horizonte limitado a trinta dias, conforme a matemática das matrizes aleatórias mostrou.
O câmbio fica preso ao valor relativo do Real frente, principalmente ao Dólar, logo é conclusão lógica inexcapável que o controle do câmbio esta nas mãos do mercado financeiro, que é algoz do povo e da nação brasileira.
Acorda, Dilma!
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 2:27 amOtimo economista? Inventou os
Otimo economista? Inventou os CAMPEÕES NACIONAIS, quando se abrir a caixa preta não sobra um tijolo.