10 de junho de 2026

Vendas para China ajudam superávit comercial em agosto

Tarifaço derruba venda para os EUA, mas dados do MDIC indicam que mercado oriental absorveu parte da oferta de produtos brasileiros
Foto de frank mckenna na Unsplash

Os dados da balança comercial brasileira em agosto confirmam a queda nas vendas para os Estados Unidos, mas o volume comercializado apresentou crescimento por conta da demanda absorvida por outros países.

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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a China aumentou o volume de importações brasileiras e elevou o acumulado no ano para US$ 227,6 bilhões de janeiro a agosto deste ano.

Só em agosto, as compras que a China fez de produtos brasileiros cresceram 29,9%. Ao todo, as exportações para a China, Hong Kong e Macau no mês de agosto somaram US$ 9,60 bilhões, enquanto as importações diminuíram -5,8% e totalizaram US$ 5,54 bilhões.

Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 4,06 bilhões e a corrente de comércio aumentou 14,1% alcançando US$ 15,13 bilhões.

As vendas para a Argentina também ajudaram a balança brasileira a fechar o período em superávit: as exportações aumentaram 40,4% em agosto, totalizando US$ 1,64 bilhão. Com isso, as vendas para o país vizinho subiram 51,2% ao longo deste ano, chegando a US$ 26,58 bilhões.

Na outra ponta, as importações de itens argentinos diminuíram 11,7%, para US$ 1,03 bilhão. A queda vista ao longo do ano foi de 1,7%, totalizando US$ 8,30 bilhões.

As exportações bateram o recorde da série histórica no acumulado anual, ao totalizar US$ 227,6 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 184,8 bilhões, fazendo com que a corrente de comércio também batesse recorde do período, com US$ 412,4 bilhões.

Na comparação ao mesmo período de 2024, a soma das exportações brasileiras para o mundo cresceu 0,5%. Já as exportações para os Estados Unidos, em agosto, pós-tarifaço de Donald Trump, caíram -18,5% e somaram US$ 2,76 bilhões.

Resultados mensais

A corrente de comércio apurada em agosto totalizou US$ 53,59 bilhões, levando a um saldo de US$ 6,13 bilhões. Comparando-se este período com o visto em 2024, houve crescimento de 1,2%.

No mês, as exportações somaram US$ 29,9 bilhões e as importações, US$ 23,8 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 6,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 53,6 bilhões.

Nos comparativos totais somente do mês de agosto/2025 (US$ 29,86 bilhões), nas exportações, comparados com agosto/2024 (US$ 28,74 bilhões), houve crescimento de 3,9%. Em relação às importações, houve queda de 2% na comparação entre agosto/2025 (US$ 23,73 bilhões) e agosto/2024 (US$ 24,22 bilhões).

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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