A escolha de Guedes: “pagar os mais frágeis ou os superprecatórios?”

Ministro da Economia joga para o Supremo Tribunal Federal uma definição sobre a orientação a ser dada quanto ao impasse no teto de gastos

Jornal GGN – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em evento realizado nesta sexta-feira que o governo Bolsonaro encontra-se dividido entre aumentar o valor pago e a base assistida pelo programa Bolsa Família ou pagar os superprecatórios.

“Temos que escolher, vamos pagar os mais frágeis e vulneráveis ou os superprecatórios? Estamos esperando essa orientação do Supremo (Tribunal Federal), mas já fizemos a via legislativa, primeiro no Congresso”, disse Guedes, segundo o jornal Correio Braziliense, em referência à proposta de Reforma do Imposto de Renda e à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios em tramitação.

O ministro da Economia tem defendido a PEC e a reforma do IR como saída tanto para aumentar o programa Bolsa Família como para quitar as dívidas de forma a respeitar o teto de gastos. “Precisamos da PEC dos precatórios, que assegura espaço para os programas sociais, e precisamos de IR. Ou seja, quem não pagou imposto nos últimos 20 anos terá que pôr a mão no bolso e pagar apenas 15%, que são os super ricos”, disse Guedes. “Aí, teremos garantido Bolsa Família subindo mais de 60%, mais do que subiu a comida, o combustível, tudo”, completou.

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1 comentário

  1. Ao invés de empurrar a dívida para os governos futuros, que tal 35% de imposto sobre dividendos?
    E que tal imposto de renda crescente de 27% a 45% para quem ganha acima do teto do governo (salário do presidente) até 2x este valor? Que tal incluir nesta conta os “benefícios”, que, na verdade, compõe salário com direito à sonegação legal? E que tal acabar com a tributação exclusiva sobre aplicação financeira: soma-se ao ganho anual de pessoa física/ jurídica? Isenção destes impostos é sim destinar o dinheiro para os 0.1% mais ricos, não rolar a dívida dos precatórios.

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