O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), defendeu a inviolabilidade da Casa, mas criticou o uso midiático do plenário pelo deputado bolsonarista Daniel Silveira (União Brasil) e pressionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela análise da ação contra o deputado.
“Ideal que o STF analisasse logo os pedidos do deputado Daniel Silveira e que a Justiça siga a partir desta decisão – mais ampla da nossa Corte Superior”, disse Lira, em nota oficial segundo a Agência Câmara.
“Condeno o uso midiático das dependências da Câmara, mas sou guardião da sua inviolabilidade. Não vamos cair na armadilha de tensionar o debate para dar palanque aos que buscam holofote”, ressaltou Lira.
“Seria desejável que o Plenário do STF examinasse esses pedidos o mais rápido possível, e que a Justiça siga a partir dessa decisão final da nossa Corte Suprema”, finalizou o presidente da Câmara.
A nota se deve à determinação do ministro Alexandre de Moraes de que o deputado Daniel Silveira (União-RJ) volte a usar tornozeleira eletrônica, e também ao fato de o deputado ter se recusado a cumpri-la.
Moraes chegou a autorizar a Polícia Federal e a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal a cumprirem a decisão dentro da Câmara dos Deputados, mas Silveira afirmou que a medida não pode ser cumprida enquanto ele estiver no interior da Câmara – e passou a noite em seu gabinete.
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