21 de maio de 2026

Disputa eleitoral de 2022 terá no exterior caixa de ressonância e apoios, por Arnaldo Cardoso

Lula reafirmará perante a comunidade internacional seu gosto pela grande política, habilidade de diálogo e confiança no resgate do Brasil.

Disputa eleitoral de 2022 terá no exterior caixa de ressonância e apoios

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por Arnaldo Cardoso

Com a imagem internacional do Brasil deteriorada, fruto de um arremedo de política externa que chegou a anunciar o propósito de tornar o país pária entre as nações, a disputa eleitoral de 2022 terá no exterior caixas de ressonância e apoios.

Desde a instabilidade política provocada por forças econômicas e políticas nacionais e estrangeiras, que em conluio atuaram para agudizar problemas e fragilizar as bases de sustentação do segundo mandato da ex-presidente Dilma Roussef; seu posterior impeachment/golpe parlamentar; o precário governo de Michel Temer e por fim, a eleição de Jair Bolsonaro e seu governo incompetente e destrutivo, a imagem internacional do Brasil derreteu, pondo em questão os resultados de décadas de construção de uma política externa responsável, soberana, multilateral e disposta ao diálogo e cooperação internacionais,.

Com o Itamaraty – instituição diplomática que sempre gozou de respeito internacional – sequestrado por figuras esdrúxulas orientadas por uma visão delirante de mundo, viu-se uma sucessão de declarações, afrontas e ofensas a líderes e organizações internacionais multilaterais, servindo de trilha sonora macabra para a destruição do meio ambiente e desrespeito a acordos internacionais; desorientação no comércio internacional e desmonte de acordos regionais e de blocos; afrontas ao jornalismo internacional e à liberdade de imprensa; além de alianças com radicais religiosos e antidemocráticos.

Os últimos meses foram pródigos na produção de novos vexames internacionais, como a passagem de Bolsonaro e sua trupe por Nova York, seu discurso desconectado da realidade na Assembleia Geral da ONU, e seu recente tour pela Itália marcado por agressões a jornalistas, isolamento entre líderes do G20, encontro com líder de partido da extrema-direita italiana (Matteo Salvini) e a tumultuada visita à pequena comuna de Anguillara Vêneta, onde foi recebido com vaias, pichações na prefeitura, e nota de desagravo da Diocese de Pádua.

É nesse cenário que a campanha eleitoral para a sucessão presidencial de 2022 encontrará no meio internacional uma variedade de atores políticos e da sociedade civil organizada, partidos, ongs, artistas, intelectuais, jornalistas, sindicatos, e uma reavivada militância formada por brasileiros residentes no exterior e uma miríade de cidadãos estrangeiros que desejam ver o Brasil reconciliado com suas melhores vocações e anseios de transformação social.

Com as pesquisas de opinião apontando Lula em primeiro lugar em todos os cenários considerando os prováveis candidatos, o ex-presidente iniciará neste 11 de novembro um giro pela Europa iniciado pela Alemanha (11), depois Bélgica (15), França (16) e Espanha (18).

Com encontros políticos de alto nível (especialmente com lideranças de esquerda), debate no Parlamento Europeu, conferências em universidades e centros de pesquisa como o prestigioso Sciences Po de Paris – do qual Lula já recebeu o título de Doutor Honoris Causa –, Lula reafirmará perante a comunidade internacional seu gosto pela grande política, habilidade de diálogo e confiança no resgate do Brasil. Em Paris, Lula receberá o prêmio Coragem Política 2021, concedido pela revista Politique Internationale,

Com disposição renovada pela esperança de mudança política no Brasil, também a militância reforça seu engajamento em diversos países e planeja ações. Exemplo disto pode ser visto em Verona-Itália, onde um novo núcleo do PT (Nucleo di Sperienze, Studi e Lotte del PT Verona) será lançado no próximo dia 16, na icônica cidade do Veneto, norte do país.

Com o duro aprendizado provocado pela pandemia do coronavírus, que em lugar da desgastada “globalização econômica” evidenciou e sobrepôs o sentido de comunidade de destino, a solidariedade internacional se faz mais necessária do que nunca.

Arnaldo Cardoso, sociólogo e cientista político formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, escritor e professor universitário.

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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