Lava Jato ocultou provas a favor de Lula e pressionou Emílio Odebrecht

No Telegram, procuradora disse que o patriarca da Odebrecht era um delator "ruim" e estava quase desistindo dele

Jornal GGN – A Lava Jato ocultou provas que poderiam beneficiar o ex-presidente Lula em processo que tramitava em Curitiba sob a batuta do ex-juiz Sergio Moro. Ao mesmo tempo, pressionou delatores para obter acordos rápidos e dentro da narrativa que interessava à operação. É o que mostram as novas mensagens da Operação Spoofing, que a defesa de Lula analisou e enviou em petição ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta (12).

Em um dos diálogos, um membro da força-tarefa identificado como “Paulo” afirmou que ouviu uma testemunha ligada à Andrade Gutierrez, e ela teria confirmado que Lula dava palestras na empresa e, numa delas, saiu “ovacionado”. “Não botei no termo”, admitiu o procurador, ocultando a prova.

Em outra conversa, a defesa de Lula observou uma “pressão realizada em relação a colaboradores para que pudessem auxiliar na condenação” de Lula. Aconteceu em maio de 2017, quando um dos membros da força-tarefa diz que estava quase desistindo da delação de Emílio Odebrecht, porque ele era “muito ruim colaborador”.

As conversas foram apreendidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing. Por 4 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta semana, autorizar a defesa de Lula a extrair do dossiê as mensagens que tenham conexão com os casos do ex-presidente, e também as que dizem respeito à cooperação internacional na Lava Jato.

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