Confira uma lista de produções, de diversas partes do mundo, protagonizados por crianças e que revelam a forma como elas vivenciam problemas familiares e sociais.

Por Dafne Melo, do Centro de Referências em Educação Integral
Como as crianças vivem momentos de efervescência política? Como vivem o acirramento da luta de classes? Como elaboram o luto, as perdas e o abandono? Ou a separação de seus pais? Como elas experimentam a pobreza e as mazelas do mundo?
Quando pensamos em filmes com crianças, não vem à nossa cabeça realidades adversas e complexas, mas o cinema tem se dedicado bastante em construir um olhar infantil sobre situações permeadas pelo sofrimento.
E se a realidade vivida é difícil de suportar, maior a necessidade de substituí-la por outra mais lúdica e poética, o que as crianças fazem melhor do que ninguém.
“O privilégio da infância é podermos transitar livremente entre a magia da vida e os mingaus de aveia, entre um medo desmesurado e uma alegria sem limites (…) Eu sentia dificuldade para distinguir entre o que era imaginado e o que era real”, escreveu o cineasta sueco Ingmar Bergman.
O Centro de Referências em Educação Integral preparou uma seleção de produções, de diversos países, que registram histórias nas quais diversos acontecimentos – da separação dos pais a eventos históricos trágicos, passando por situações de vulnerabilidade social e o luto – são protagonizadas por crianças. Confira aqui a lista completa.

Ivan de Union
11 de janeiro de 2017 7:06 pmDiscordo extensivamente do 14
Discordo extensivamente do 14 e 15. O primeiro eh tragedia apos tragedia do comeco ao fim. O segundo eh psicotico.
Nao gostei do 20 quando crianca, mas pudera: eu tinha lido 4 livros (ou eh um livro de 4 contos, nao me lembro mais) do autor e todos terminavam em tragedia.
Antonio Uchoa Neto
11 de janeiro de 2017 10:11 pmGostaria de sugerir “The
Gostaria de sugerir “The Go-Between”, de Joseph Losey (O Mensageiro, 1971), e também “Pixote, A Lei do Mais Fraco”, de Hector Babenco.
O primeiro mostra um menino, em férias na casa de um amigo abastado, em meio a uma sociedade vitoriana em que tudo é permitido, desde que não se fale no assunto, além de lançar um olhar sobre o sistema de classes da Inglaterra.
O segundo é bem conhecido, e me deu, em 1981 – quando pude vê-lo pela 1ª vez,aos 18 anos, minha primeira noção de sintaxe cinematográfica, na cena em que Pixote – já encerrada a narrativa – caminha, tentando se equilibrar, sobre uma linha de trem.
Urariano Mota
12 de janeiro de 2017 12:43 amFaltas
Faltas que notei: os brasileiros “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Pixote, a lei do mais fraco”. Mas no geral, a maior falta é do belo fime de Truffaut, “Os incompreendidos”. Para não falar do olhar da criança em “Ladrões de bicicletas”.
Ivan de Union
12 de janeiro de 2017 12:59 amUrariano, faltou tambem o
Urariano, faltou tambem o Kikirou
https://www.youtube.com/watch?v=1DIQReecj8Y (parte 1 mas ta la completo e vale a pena)
E o “Guerra dos Botoes”, nao sei nem lembro nada a respeito exceto que eh da Franca, um filmasso tambem. Falando em Franca, se eu tivesse visto “Le Planete Sauvage” alguns anos antes talvez eu seria somente psicotico de primeira classe e nao doid… ops!
Ivan de Union
12 de janeiro de 2017 1:02 amOh, agora notei o seu segundo
Oh, agora notei o seu segundo filme: Pixote, filme que nao mostra mas implica (com sangue e tudo mais) um feto recem-abortado na lata de lixo NAO eh filme apropriado pra criancas.
Jorge Rebolla
12 de janeiro de 2017 1:25 amModesta opinião
1) Vá e veja
Florya, 13 anos, testemunha o horror nazista na Bielorússia. De Elem Klimov, URSS 1985.
2) Asura
Um menino sem nome, no Japão em guerra civil, torna-se uma fera na Kyoto do Século XV, mas embaixo de toda a brutalidade ainda existe um ser humano. De Keiichi Sato, Japão, 2012.
3) Pelle, o conquistador
Pai e filho fugindo da miséria na Suécia emigram para a Dinamarca. Pobreza e preconceito. De Billie August, Dinamarca, 1989.
4) Conta Comigo
O que seria da infância sem os amigos? Baseado em conto de Stephen King. De Rob Reiner, EUA, 1989.
André W.
12 de janeiro de 2017 2:17 amDos quatro ou cinco da lista
Dos quatro ou cinco da lista que assisti gostei de todos. Destaco Persepolis, pela forma amena de tratar questões marcantes e muito mitificadas e desconhecidas sobre o Irã. O Garoto da Bicicleta é um filme triste, que vai ficando mais triste acaba com a tristeza sufocante sendo a maior protagonista. Também senti falta de Ladrões de Bicicleta, apesar do papel coadjuvante da criança é chocante o pós gerra da Itália e o quanto se assemelha ao quotidiano do Rio de Janeiro de hoje ou de 20 anos atrás. Também recomendo a animação Mary & Max, porque é linda, tem o enfoque de uma criança e trata da Síndrome de Asperger.
André W.
12 de janeiro de 2017 2:18 amA principal ausência, Cidade
A principal ausência, Cidade de Deus.