Maioria no país defende educação sexual nas escolas, diz Datafolha

Ainda, segundo instituto, 71% apoiam a discussão de assuntos políticos em salas de aula
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN – Pesquisa Datafolha divulgada nesta seguna-feira (07) revela que 54% da população defende educação sexual nas escolas e 71% são favoráveis às discussões políticas no mesmo espaço.
 
A pesquisa expôs 2.077 há diversas perguntas ligadas ao projeto de Lei Escola sem Partido e foi feita entre os dias 18 e 19 de dezembro. O projeto é considerado um dos carros-chefes do presidente Jair Bolsonaro, foi arquivado em comissão especial, mas deve voltar à tramitar na Câmara dos Deputados com a formação da nova legislatura. 
 
Ainda, segundo a pesquisa do Datafolha, o apio a discussões de política em sala de aula varia de acordo com o nível de escolaridade. No grupo com nível superior, 83% defendem o assunto, contra 72% entre os que concluíram o ensino médio e 62% entre os que possuem nível fundamental.
 
O levantamento mostra ainda que 20% apoiam totalmente a discussão de política nas escolas, enquanto 28% discordam totalmente. Outros 8% não opinaram.  
 
Sobre educação sexual, 63% do grupo com nível superior é favorável à discussão do tema nas salas de aula. Nos grupos com formação no ensino médio e fundamental, a porcentagem cai para 54% e 49%, respectivamente.
 
Do total dos entrevistados que são favoráveis a abordagem da educação sexual nas escolas (54%), 35% defendem totalmente a matéria. Já os que discordam totalmente são 35%. O número maior de apoiadores da educação sexual está entre as mulheres: 56%. Por outro lado, 53% dos evangélicos e 54% dos que votaram em Bolsonaro disseram que são totalmente contrários.
 
Em 2016, o Datafolha realizou uma pesquisa perguntando também sobre o apoio à educação sexual nas escolas com pais de estudantes na cidade de São Paulo. Na época, 83% apoiavam a matéria como parte do conteúdo ensinado nas escolas. 
 

3 comentários

  1. Só greves são capazes de

    Só greves são capazes de evidenciar a distância entre o que as pessoas querem e o que os jornais dizem que elas querem.

    E não basta uma greve, há que ser um movimento popular inclusivo, daqueles que diferentemente, da impressão que se fica quando se recebe os jornais, é composto por todos os que não estão satisfeitos com essa turma no poder.

    Se bem que nossa imprensa calhorda por exemplo deu que o “Diretas Já” era aniversário da cidade… Mas se parar tudo, sem previsão para retorno – esta condicionada à saída de Bolsonaro e gangue e suas detenções – não tem como os jornais continuarem mentido por muito tempo.

  2. Pergunto: por onde andava não

    Pergunto: por onde andava não só essa maioria, mas outras de pesquisas recentes do mesmo datafolha que demonizaram tais temas, contra os quais Bolsonaro se levantou e exatamente por isso foi eleito? 

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