5 de junho de 2026

MST alfabetizou mais de 50 mil trabalhadores em 30 anos

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MST alfabetizou mais de 50 mil trabalhadores em 30 anos

escrita

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Da Página do MST

 
O acesso à educação é um direito humano fundamental. Desde a retomada da luta pela terra, em 1984, no Acampamento da Encruzilhada Natalino, no Rio Grande do Sul, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) busca garantir que os acampados e assentados tenham acesso à educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis.
 
Mais de 50 mil pessoas já aprenderam a ler e escrever no MST, fruto do entendimento de que alfabetizar os trabalhadores é um passo importante para a transformação social. Além disso, foram formados mais de 8 mil educadores que atuam em escolas no campo.
 
“O compromisso do movimento com a alfabetização é que enquanto existirem analfabetos, o MST vai estar na luta para alfabetizá-los. É a mesma convicção de que enquanto existir um trabalhador campesino sem o acesso a Terra continuaremos lutando pela Reforma Agrária”, afirma Cristina Vargas, do setor de educação do MST. No entanto, o acesso à escola é um desafio permanente para os camponeses e camponesas.
 
Ainda nos primeiros anos do MST, surgiram as primeiras escolas, denominadas de “Escolas de Acampamentos”, que mais tarde passam a ser chamadas de Escolas Itinerantes. A existência dessa prática educativa garantiu a escolarização de muitas crianças e adultos, permitindo que esta experiência fosse reconhecida pelos órgãos públicos do Rio Grande Sul.
 
Durante esses 30 anos, que serão comemorados nesse ano durante o VI Congresso Nacional do MST, a ser realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro, em Brasília, o movimento estima que foram construídas aproximadamente 1200 escolas públicas – estaduais e municipais – nos assentamentos e acampamentos, das quais 200 são de ensino fundamental completo e em torno de 100 vão até o ensino médio, nelas estudando em torno de 200 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos Sem Terra.
 
Também faz parte da atuação do MST os trabalhos educacionais através dos cursos de nível técnico que capacitam os trabalhadores Sem Terra a atuar em cooperativas, além de cursos de graduação, como licenciatura, pedagogia, direito, jornalismo, administração. Já foram criados 50 turmas de cursos técnicos de nível médio e superiores em parceria com Universidades e Institutos federais, em um total próximo a 2 mil estudantes.
 
Fechar escola é crime!
 
O MST defende que a escola esteja onde o povo estiver. Os camponeses têm o direito e o dever de participar da construção do próprio projeto de escola, respaldados no princípio constitucional de que a educação é direito de todos e dever do Estado.
 
No entanto, após décadas de lutas por conquistas no âmbito educacional, cada vez mais escolas no campo estão sendo fechadas.
 
Em oito anos, mais de 24 mil escolas deixaram de atender crianças e adolescentes filhos de trabalhadores rurais. No ano de 2002, existiam 107.432 escolas do campo.
 
Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036, significando o fechamento 24.396 estabelecimentos de ensino, sendo 22.179 escolas municipais.
 
O Brasil ainda possui 14,1 milhões de analfabetos, o que corresponde a 9,7% do total da população com 15 anos ou mais de idade. Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional, ou seja, lê e escreve, mas não consegue compreender, interpretar ou escrever um texto.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Pereira Pereira

    25 de janeiro de 2014 8:06 pm

    Tive a oportunidade e a honra

    Tive a oportunidade e a honra de acompanhar a formatura de uma turma de professores do mst aqui em Santos entre 1995 e 1996. eles fazem um trabalho mt bom, a proposta é politizada e atuam em condições mt adversas. trabalho mt bom.

  2. janes salete

    25 de janeiro de 2014 8:07 pm

    Poism o corrupto governo yeda


    Poism o corrupto governo yeda crusiusm com sua justiciaria aliada, mandou fechar escolas do mst no estado. Foi horrível, mas a justiciaria parece que está ai só pra isso: trabalhar para bicudos.

  3. jorge humberto dalsasso camargo

    25 de janeiro de 2014 8:39 pm

    mst alfabetizou mais de 50 mil em 30 anos

    O fechamamento de escolas  deve-se a politica do governos que criou o transporte escolar , fazendo com isso que o aluno tenha meios de se locomover a te a uma unica escola que serve uma regiaos que abrange varios quilometros, fazendo asssim que centralizando os alunos em uma unica escola se consiga desativar outras que atenderiam um numero muito pequeno de alunos. Fazendo com isso que o custo de educaçao se torna-se mais caro , pois teria que ter mais escolas, mais professores, funcionarios etc.  Pode ser que em alguns casos tenha ocorrido erros, mas em nossa regiao (Santiago/RS) essa politica mostrou-se acertada,os onibus vao buscar os alunos na  porta de casa , ou o aluno tem que percorrer pequena distancia para apanhar o onibus e ir a escola. A maioria das vezes que ocorrem problema  e que os municipios nao cumprem a sua parte nos acordos. firmados com a uniao e estado

  4. edward

    26 de janeiro de 2014 1:53 am

    REFORMA AGRÁRIA AINDA É A SOLUÇÃO

    Pensando profundamente sobre a questão agrária em nosso País, é inquestionável que o campo precisa ser novamente repovoado.

    É imperativo o retorno de milhares de brasileiros que se encontram hoje nas periferias de nossas grandes metrópoles.

    Inverter o êxodo rural que ocorre nas décadas de cinquenta e sessenta principalmente e que nos legou grave problemas que estão se tornando insolúveis.

    O primeiro deles é que, com o êxodo rural, o campo foi invadido por uma “moderna” a agropecuária que produz alimentos em desacordo totalmente com as necessidades do ser humano, portando, alimentação imperfeita, impregnada por pesticidas e agrotóxicos.

    Ela, a “moderna” agropecuária, ainda, ecologicamente imperfeita está acabando com nossas reservas florestais, detonando nossa flora e fauna, destruindo a biodiversidade e, esperem mais para frente, tornará cada vez mais difícil a manutenção perene da água, que hoje está dependente da chuva, tão somente. Os rios não são mais perenes. Lembro-me que mesmo durante o período não chuvoso, as águas dos rios baixavam, mas não a níveis tão alarmantes como hoje. 

    Por segundo, o êxodo rural inchou as cidades e, infelizmente, com um urbanismo mal planejado e inconcebível, legou-nos problemas que não terão, insisto nisto, seja quem forem os governantes, insolúveis. As cidades cada vez mais superpovoadas estão repletas delas,  como as enchentes, a mobilidade urbana, a poluição, a habitação, os serviços de saúde e de educação, a violência, a criminalidade, a desigualdade social cada vez mais infame, o saneamento básico, o afavelamento inconsequente, etc. Nem é preciso prolongar-se neste aspecto.

    Não vejo solução nem para o campo e nem para o urbano, sem a reforma agrária, que irá nos proporcionar o desinchaço das cidades e o repovoamento das zonas rurais..

    Precisamos repensar, profundamente, nossos rumos e caminhos.

    É mister, pois, a reforma agraria, com o retorno de brasileiros que vivem de forma desumana, máxime nas periferias das cidades, para o campo, buscando, como o MST, uma agricutura orgânica, a preservação de nosso ambiente, ou seja, o respeito à flora, a fauna, a biodiversidade, muita educação, muita paz e saúde para todos.

    O tema é extenso, mas sinteticamente, temos que inverter o êxodo rural que tantos problemas nos trouxeram.

    Tenho muita admiração pelo MST, que nos mostra este caminho. 

  5. aliancaliberal

    26 de janeiro de 2014 3:52 am

    Como algo que não existe pode

    Como algo que não existe pode educar alguém.

    MST não existe oficialmente, não tem registo, não tem CNPJ, 

    Não tem registro pq é uma quadrilha.O MST não pode receber verba do estado pq comete crimes.

    O objetivo não é reforma agrária, é estatização do campo, e a destruição da propriedade privada, é ideologia.

    Se dependesse do MST o brasileiro tava passando fome.

  6. Murdok

    26 de janeiro de 2014 10:32 am

    Na verdade o programa de

    Na verdade o programa de Educação de Jovens e Adultos – EJA, no âmbito dos projetos de assentamentos e acampamentos, ocorrem através de convênios entre o INCRA e fundações universitárias. Então existe um servidor do INCRA que atua como executor desse convênio e a entidade, ou seja, a fundação universitária como convenente. Entre essas duas entidades é criada uma unidade de EJA no Centro de Educação da respectiva universidade, coordenado por um professor e composto por alunos bolsista e alunos de pesquisa, que coordenam o programa, fiscalizam e fazem os relatórios. Do lado do MST tem um educador que faz a ponte entre essas entidades.

    Agora o mais importante é que o conjunto de educadores que vão alfabetizar jovens e adultos, são todos componentes do movimento social, assentados e filhos de assentados com habilitação para alfabetizar. E que pelo serviço prestado são remunerados.

    Agora esses número de 50.000 mil alfabetizados são apenas os do âmbito do MST. Teríamos que considerar também aqueles  outros alfabetizados pelos demais movimentos sociais. Devemos lembrar que o conjunto de movimentos sociais do campo no Brasil, a Via Campesina,  somam mais de 40 entidades sendo que um grande número delas também participáram de programas de EJA.

     

     

     

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